Costumes das igrejas de Deus (V)

 

Carlos M. Oliveira

 

Aceção de pessoas
 
     Qual era o costume das igrejas de Deus relativamente à consideração dos crentes entre si?
 
     Apesar de nem toda a Bíblia dizer respeito aos membros do Corpo de Cristo, toda ela é “proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Tim. 3:16).
 
     Como já referimos antes, há princípios bíblicos que são transdispensacionais, aplicando-se a todas as dispensações. 
 
     É exemplo disso Tiago 2:1-4:
 
     “Meus irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas.
 
     “Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com vestidos preciosos, e entrar também algum pobre com sórdido vestido,
 
     “E atentardes para o que traz o vestido precioso, e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, fica aí em pé, ou assenta-te abaixo do meu estrado,
 
     “Porventura não fizestes distinção dentro de vós mesmos, e não vos fizestes juízes de maus pensamentos?
 
     Este texto, dirigido “às doze tribos que andam dispersas” (Tiago 1:1), apresenta princípios que na atual dispensação da graça de Deus continuam em vigor. Deus, presentemente, continua a ser contra a aceção de pessoas, como podemos confirmar nos seguintes textos:
 
     “E vós senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu, e que para com Ele não há aceção de pessoas.
 
     “Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer: pois não há aceção de pessoas(Efésios 6:9; Colossenses 3:25).
 
 
O prejuízo do discriminador
 
     A discriminação, que logicamente, traz prejuízo ao discriminado, não traz, por incrível que possa parecer, qualquer lucro ou vantagem ao discriminador. Pior ainda, prejudica-o grandemente. A seguinte história mostra o quanto o discriminador pode perder, ao ser discriminatório.
 
     Malcolm Forbes, fundador da célebre revista de negócios e economia Americana, Forbes, conta que uma senhora, usando um vestido de algodão já desbotado, e o seu marido, trajando um velho fato manufaturado, desceram do comboio em Boston, EUA, e dirigiram-se timidamente ao escritório do presidente da Universidade Harvard. Eles não haviam marcado entrevista.
 
     A secretária, num relance, achou que aqueles “pelintras” do interior nada tinham a fazer na Universidade Harvard.
 
     – Queremos falar com o presidente – disse o homem em voz baixa.
 
     – Ele vai estar ocupado o dia todo – respondeu rispidamente a secretária.
 
     – Nós vamos esperar – respondeu ele.
 
     A secretária ignorou-os por horas a fio, esperando que o casal finalmente desistisse e se fosse embora. Mas eles ficaram ali, e a secretária, um tanto frustrada, decidiu incomodar o presidente, embora detestasse fazê-lo.
 
     – Se o senhor falar com eles apenas por uns minutos, talvez resolvam ir embora – disse ela.
 
     O presidente suspirou com irritação, mas concordou. Alguém da sua importância não tinha tempo para atender gente daquele tipo, mas ele detestava vestidos esmaecidos e fatos gastos no seu escritório. Com o rosto fechado, ele foi até ao casal.
 
     – Tivemos um filho que estudou em Harvard durante um ano – disse a mulher. – Ele amava Harvard e estava feliz aqui. Mas, há um ano atrás ele morreu num acidente e gostaríamos de erigir um monumento em homenagem a ele em algum lugar do campus.
 
     – Minha senhora – disse rudemente o presidente –, não podemos erigir uma estátua a cada pessoa que estudou em Harvard e morreu. Se o fizéssemos, este lugar pareceria um cemitério.
 
     – Oh, não – respondeu rapidamente a senhora. – Não queremos erigir uma estátua. Gostaríamos de doar um edifício à universidade.
 
     O presidente olhou para o vestido desbotado da mulher e para o velho fato do marido, e exclamou:
 
     – Um edifício! Os senhores têm uma pálida ideia do quanto custa um edifício? Temos mais de 7,5 milhões de dólares em prédios aqui em Harvard.
 
     A senhora ficou em silêncio por um momento, e depois disse ao marido:
 
     – Se é só isso que custa uma universidade, porque não fundamos uma que seja nossa?
 
     O marido concordou. O casal Leland Stanford levantou-se e saiu, deixando o presidente confuso. Viajando para Palo Alto, na Califórnia, eles estabeleceram ali a Universidade Stanford, em homenagem ao seu filho, ex-aluno da Harvard.
 
 
Nota de esclarecimento:
 
     Descobrimos, já depois de publicarmos este artigo, que a história atrás citada poderá não ser verdadeira, embora esteja disseminada no mundo inteiro através da Internet. Tratar-se-á, a ser verdade, de uma lenda urbana. Não temos forma de apurar a verdade dos factos uma vez que os intervenientes na história já não estão vivos.
 
     Segundo a Universidade Stanford, no entanto, será verdade que os pais do homenageado, Leland (ex-governador da Califórnia, conhecido como Barão do Caminho de Ferro Americano) e a sua esposa Jane, Stanford empenharam-se em encontrar uma instituição para honrar o nome do seu filho falecido e para essa finalidade visitaram várias universidade e conversaram com os seus presidentes (reitores) sendo um deles Charles Eliot, da Universidade de Harvard.  
 
     Não sabemos até que ponto o desmentido da Universidade Stanford não seja uma forma diplomática de, enquanto instituição parceira da Universidade Harvard, querer ser politicamente correta.
 
     Em qualquer caso, casos deste tipo de acontecimentos têm sido testemunhados na história, em toda a parte, e o prejuízo de quem discrimina é um facto inegável.
 
 
(Continua)
 
- C.M.O.

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