O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (I)

 CMO 29OUT17b

 

Ponto de situação

     Vivemos dias em que no mundo os valores têm vindo a ser invertidos, uns após outros. Poderíamos aqui descrever a devassa que grassa a humanidade, mas recusamo-nos a tal,

     “Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe” (Efésios 5:12).

     A ira de Deus paira ameaçadoramente sobre a humanidade. A Bíblia diz: 

     “Ai dos que puxam pela iniquidade com cordas de vaidade, e pelo pecado como se fosse com cordas de carros!
 
     “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal: que fazem da escuridade luz, e da luz escuridade; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!
 
      “Ai dos que são sábios a seus próprios olhos …
 
     “Dos que justificam o ímpio  …” (Isaías 5:18,20,21,23).
 
     O quadro é triste e infelizmente real, mas o pior é que o mal tem perpassado para a igreja e a agora a inversão dos valores é algo com que nos confrontamos hoje no "átrio interior da casa do Senhor".
 
     “Ó Deus, as nações entraram na Tua herança; contaminaram a Teu santo templo …” (Salmo 79:1).
 
     Temos, com lágrimas, visto na Igreja muitos serem “envolvidos [nas corrupções do mundo] e vencidos”, serem juntamente arrebatados, e descaírem da sua firmeza (2 Ped. 2:20; 3:17).
 
     Chegaram os últimos tempos, e o tempo da apostasia da fé chegou à Igreja (1 Tim. 4:1), o tempo dos homens que “resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé” (2 Tim. 3:8), dos homens que “se desviaram da verdade” pervertendo a fé de alguns (2 Tim. 2:17,18), o tempo em que as sãs palavras de Paulo deixaram de ser ouvidas (2 Tim.1:13), o tempo em que a Palavra de Deus é tida entre mãos com “mácula e repreensão” (1 Tim. 6:14), “tempo em que não” suportam “a sã doutrina” e desviam “os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2 Tim. 4:3,4).
 
     Enquanto o mundo carece das inegociáveis verdades da Palavra de Deus, os púlpitos de muitas igrejas também carecem do mesmo. Se a nossa geração está degenerada, tanto mais estão os nossos púlpitos! 
 
     “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas, que entre vós profetizam; ensinam-vos vaidades: falam da visão do seu coração, não da boca do Senhor” (Jer. 23:16).
 
     Citando apenas alguns exemplos, hoje “profetas que profetizam mentiras” (Jer. 23:26) pretendem impingir-nos falsidades como pastorado feminino, pastorado gay, casamento gay, igrejas gay, recasamento, secularismo, mundanismo, individualismo, modismo, liberalismo, teologia da prosperidade, amuletos, talismãs e feitiços, “louvor” dançante, músicas “dark”, ovações, etc., etc. – “um abismo chama outro abismo”
 
     Vivemos dias em que não há diferença entre o santo e o profano, o consagrado e o amaldiçoado, o lícito e o proibido, o justo e o injusto. Qualquer coisa serve. 
 
     “Como se escureceu o ouro! como se mudou o ouro fino e bom! como estão espalhadas as pedras do santuário ao canto de todas as ruas!” (Lam. Jer. 4:1).
 
     Tem sido desolador constatar que o sólido e glorioso edifício espiritual dos primeiros séculos se tenha transformado num edifício em ruínas que se vai sustendo já só com escassas ripas de verdade. 
 
     Ora, a verdade do VÉU FEMININO, como veremos, é uma das “grossas traves” (Eze. 41:26) que foi retirada em muitas igrejas ao “templo de Deus”, mas devem ter cuidado os responsáveis por isso, pois 
 
     “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo” (1 Cor. 3:17).
 
 
Um plano estratégico “invisível” 
 
     Quem estiver atento à panorâmica do quadro global deteta e descortina facilmente que por detrás do que está a acontecer existe um plano estratégico “invisível” que tem estado em execução há muito tempo – as mudanças têm ocorrido lenta e subtilmente de modo quase impercetível ao longo do tempo. Por detrás desse plano percebe-se que tem estado a operar nos bastidores uma mente, um espírito invisível que não provém do Senhor – “o espírito do mundo”, “o espírito do erro”, o “espírito que agora opera nos filhos da desobediência”, “o espírito maligno”. 
 
     É claro que para se chegar ao ponto de as mulheres passarem a pregar, serem “pastoras”, “bispas”, “apóstolas”, havia que primeiro minar, por assim dizer, o terreno, a fim de eliminar os impedimentos para esse objetivo. Havia que eliminar a diferença entre sexos. Seria praticamente impossível haver êxito na mudança passando-se abruptamente da situação vigente no início da igreja, no primeiro século, para a situação com que nos estamos a confrontar atualmente. Por isso a mudança foi-se fazendo lenta, progressiva, mas eficazmente.
 
     O objetivo último de Satanás é destruir a humanidade através da confusão dos sexos. Não é, portanto, estranho vermos em Apocalipse emanarem do abismo criaturas estranhas descritas nos seguintes termos:
 
     “… os seus rostos eram como rostos de homens. E tinham cabelos como cabelos de mulheres …” (9:7,8). 
 
     A masculinização das mulheres e a efeminação dos homens faz parte da estratégia maligna para a confusão dos sexos.
 
     A implementação insistente do conceito da igualdade do género foi um entre os muitos passos dados ao longo dos tempos para Satanás conseguir o seu intento. As primeiras sementes destas mudanças foram lançadas no séc. XX com a revolução sexual e o feminismo. A implementação da moda unissexo foi crucial no processo para tal e a eliminação de algumas barreiras como o VÉU FEMININO era importante para se eliminar toda a diferença
 
     Satanás sempre quis unir o que Deus separou e separar o que deus uniu. Urge aqui repetir a pergunta que o Senhor fez quando esteve aqui na Terra:
 
     “Não tendes lido que Aquele que os fez no princípio, macho e fêmea os fez?” (Mateus 19:4).
 
     Estamos a viver uma época não apenas de crise económica, mas também de identidade. A Igreja também tem perdido a sua. Em época de grande secularização, muitas coisas - coisas que antes eram valorizadas1 - como O VÉU, estão a perder o seu valor. Só venceremos a crise de identidade que a igreja passa nos dias atuais se atentarmos para o que a Palavra de Deus nos ensina. A perda de identidade da igreja está relacionada com a negligência do estudo da Bíblia. A igreja deixou de reter "os preceitos" como Paulo os entregou (1 Cor. 11:2) para seguir os modismos de hoje, porém saiba-se que nós não somente procuraremos tudo fazer para preservar as “grossas traves”, como as cobriremos “com ouro”, conforme fez Salomão (2 Crón. 3:7).
 
____________________________
1 Veremos a seguir, em “O registo da história”, como o véu foi universalmente valorizado desde o apóstolo Paulo até há pouco menos de 100 anos.
 
(Continua)
 
- C.M.O.

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