Casamento e lar (4)

II. Porque é que as pessoas se devem casar?
Existem muitas razões sensatas, razões incorporadas na necessidade e consciência da humanidade, que tornam o casamento desejável e adequado, como algo de sempre.
Primeiro de tudo, a humanidade precisa de comunhão.
Deus tenciona que o casamento seja a resposta para um coração solitário, que faculte comunhão, conforto e alegria. Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só”. Acha que o estômago cheio de comida satisfaz tudo o que há de mais elevado e melhor no homem? Acredita que o suprimento das necessidades do corpo humano é tudo o que é necessário? Obviamente que não. O homem precisa de comunhão. Se uma mulher cozinha, ela não pode gostar de cozinhar, a menos que alguém que a ame coma essa comida. Muitas mulheres que moram sozinhas quase morrem de fome porque não gostam de cozinhar e não gostam de comer quando não há ninguém para quem cozinhar e com quem comer. Afinal, a comunhão é mais importante.
Porque haveria de agradar a um homem ser sábio se não houvesse alguém para ouvir a sua sabedoria? Porque deveria agradar a um homem ser corajoso se não houvesse alguém para proteger e alguém para elogiar a sua coragem? E o que importaria a uma mulher ela poder cantar lindamente se não houver alguém que a ame para a ouvir cantar?
O Salvador enviou Seus discípulos dois a dois. Ele enviou os setenta do mesmo modo, dois a dois. Nas grandes jornadas missionárias, descobrimos que Paulo e Barnabé foram juntos: depois Paulo e Silas. Isso ilustra apenas o facto de que a companhia é essencial, não apenas para a nossa felicidade, como para nossa utilidade. E as Escrituras dizem-nos como Jesus disse: “Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus” (Mat. 18:19). Note bem que mesmo na oração, uma pessoa pode fazer melhor se tiver ajuda. É mais provável que Deus ouça a oração de duas pessoas do que a oração de uma.
Quando duas pessoas andam juntas, se uma tropeça, a outra pode segurá-la. Se uma fica desencorajada, a outra pode encorajá-la. Se uma é ferida, a outra pode ajudá-la. Duas pessoas podem dormir juntas mais quentes do que se dormissem sozinhas. Dois corações juntos podem ser mais alegres e felizes do que qualquer um deles só. Como vê, o homem, ou mulher, precisa necessariamente de comunhão. Na melhor das hipóteses, é suficientemente solitário neste mundo. Na melhor das hipóteses, há muitos dos segredos do coração, dos anseios, das aspirações, das memórias, dos escaldões de consciência, que não se pode contar a todos. Oh, como cada um de nós precisa de alguém querido, doce e próximo, amoroso e perdoador, compreensivo e crente, que compartilhe connosco!
O casamento supre a necessidade de companheirismo. O homem que tem uma esposa verdadeira que o ama e acredita nele pode enfrentar o mundo e não ter medo. Quantas vezes nobres pregadores têm pregado o Evangelho recebendo em troca desdém, incredulidade e até abuso e perseguição, mas fê-lo com ousadia e até com alegria, porque sabia que havia alguém por perto que amava, entendia e acreditava nele e na sua mensagem e o sustentava em oração! Note bem que na própria natureza da humanidade está escrita a necessidade do casamento. O casamento é para comunhão e conforto.
Na linguagem comum das pessoas o marido, ou a esposa, é normalmente mencionado como “o meu companheiro [ou, a minha companheira]”. Esse velho uso do termo retrata realmente o que é um marido ou uma esposa. Deus tencionou que o casamento facultasse uma companhia para o coração. Essa é uma das razões porque as pessoas necessitam de casar.
- John Rice
The Home (O Lar)
(Continua)
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