Casamento e lar (1)

Casamento, lar

 

     “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.” - Génesis 2:18.

     “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará.” – Hebreus 13:4.

     “Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.” – Mateus 19:4-6.

     Alguém disse que as três palavras mais doces no idioma inglês são Mãe, Lar e Céu. Essas três palavras estão centradas na do meio. Ninguém pensa em Mãe sem pensar em Lar. E o próprio Lar deve ser um quadro, um lembrete, do Céu. Quase todo mundo que pensa no Céu pensa nos entes queridos com quem espera encontrar-se lá. Assim, o Lar está enraizado na devoção, lembranças e aspirações, apaixonadas de todas as pessoas normais.

     No Salmo 68:6, as Escrituras dizem: “Deus faz que o solitário viva em família”. Isso significa que uma das grandes bênçãos que Deus dá é o lar e a família. Quão melhor é que a unidade da família exista, com os seus laços ternos, com a sua proteção segura, com a sua provisão certa para aqueles que não podem estar sós. Um pintainho é capaz de colher a sua própria comida, com um pouco de supervisão e proteção da mãe, logo após ser chocado e sai fora da casca. E dentro de poucas semanas o pintainho não precisa mais de uma mãe. Mesmo um gatinho ou um cachorrinho conseguem logo comer e ficar sem a proteção e os cuidados dos pais. Mas um bebé deve ser alimentado, normalmente, no seio da mãe durante dez ou doze meses e, depois, tem que se prover para ele e protegê-lo, alimentá-lo e vesti-lo durante muitos anos antes da criança poder cuidar das suas próprias necessidades e viver a sua vida independente. Deus evidentemente estendeu o período de crescimento das crianças para que elas pudessem estar num lar e ali serem moldadas, protegidas, ensinadas e desenvolvidas no seio da família. Graças a Deus que nós não temos que esgravatar a nossa própria comida num espaço de escassas semanas, como fazem os pintainhos! A grande misericórdia de Deus proporcionou esse benefício, esse conforto, esse privilégio aos seres humanos; “Deus faz que o solitário viva em família”. Que doce provisão de Deus para todos nós é o Lar!

     Algumas pessoas vivem vidas solitárias depois que já são crescidas. Algumas poucas pessoas, insociais, misantrópicas e subnormais nos instintos sociais, parecem contentar-se em viver sozinhas depois de crescidas. Mas à criança mais pobre e mais fraca que nasceu, Deus concede o privilégio (se as coisas funcionarem como devem) de viver num lar para iniciar o seu curso neste mundo.

     Dizem que John Howard Paine nunca conheceu na vida adulta o conforto de um lar, mas ele foi ainda mais capaz de escrever a seguinte música palpitante de apertar o coração, “Home, Sweet Home” (Lar, Doce Lar):

     Embora possamos deambular por prazerosos palácios,
     Apesar de muito humilde, não há lugar como o lar!
     Um enlevo do céu parece ali nos santificar,
     Todos os seus concorrentes têm menores rácios.
     Lar! Lar! Doce, doce lar;
     Não há lugar como o lar, não há lugar como o lar!

     Se exilado do lar, o esplendor deslumbra em vão;
    Oh! deem-me de volta a minha cabana do coração.
    Os pássaros cantando alegremente, vêm ali ao meu chamar;
    Deem-me essa paz de espírito única, que ali existe no ar.
    Lar! Lar! Doce, doce lar;
    Não há lugar como o lar, não há lugar como o lar!

     Quão doce é sentar sob o sorriso afetuoso do pai,
    E ser seduzido pelo cuidado da mãe que faz acalmar
    Que os outros se deleitem em prazer que se esvai,
    Porém deem-me, oh! Deem-me os prazeres do lar.
    Lar! Lar! Doce, doce lar;
    Porém deem-me, oh! Deem-me os prazeres do lar.

    A ti voltarei, sobrecarregado, cansado.
    Para o consolo mais querido e tão desejado;
    Não mais daquela cabana me vou ausentar,
    Por mais humilde, não há lugar como o lar.
    Lar! Lar! Doce, doce lar;
    Não há lugar como o lar, não há lugar como o lar!

     Quando vou de um lado para o outro e prego sobre o lar nas minhas campanhas de avivamento, descubro para minha surpresa e tristeza que a maioria das pessoas se esqueceu deste velho clássico americano tão conhecido. A maioria das pessoas não consegue lembrar-se das palavras nem da melodia, exceto talvez parte do refrão. Para mim não é tão fácil esquecer. Estou longe de casa, semana após semana, na maior parte do ano, um ano após outro. Isso faz parte do sacrifício que um evangelista faz pelo Senhor. Mas, conhecendo toda a fome de coração, toda a solidão, todas as necessidades e anseios insatisfeitos do coração de quem está longe de casa, acho essa música antiga uma coisa santa e bela; e o meu coração canta repetidamente: “Lar! Lar! Doce, doce lar”, “Apesar de muito humilde, não há lugar como o lar!”.

     Um lar envolve necessariamente um casamento. Algumas pessoas viverem juntas não as torna um lar. Duas, três ou quatro meninas terem um apartamento em conjunto enquanto saem e cada uma ganha a vida, não é realmente um lar. Às vezes, quando um pai ou mãe deixa este mundo e o outro cônjuge permanece com os filhos, o lugar é um lar, em parte por causa das lembranças da doce comunhão dos dois cônjuges, unidos em coração, corpo, vida, esperanças e ambições; sim, e de terem estado unidos no nascimento e criação dos seus filhos. A bênção num lar em que um companheiro já foi para o Céu jaz na fragrância do casamento permanecer, em certo sentido, com os filhos e com o cônjuge enlutado. Repito que é preciso um casamento para que esteja constituído um lar.

     Consideremos, então, neste capítulo, algumas coisas sobre a natureza do casamento.

- John Rice
The Home (O Lar)
(Continua)

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