A "BÍBLIA para todos" (também para os deputados da nação) - presente envenenado?

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     A "Bíblia para todos" foi ontem (17 NOV 10) entregue ao Presidente da Assembleia da República. Todos os deputados tiveram também direito a um destes exemplares.

     Colocar a Bíblia nas mãos de qualquer mortal é o melhor presente (e futuro) que se lhe pode oferecer. Colocar a Bíblia nas mãos dos deputados da nação é maravilhoso. 

     Porém há uma questão que importa aqui levantar. Terão sido mesmo oferecidos exemplares da Bíblia  aos deputados da nação?

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Já vimos isto antes: ROB BELL e o ressurgimento da teologia liberal

Albert Mohler Jr.     O romancista Saul Bellow ressaltou, certa vez, que ser um profeta é uma obra excelente se você pode consegui-la. O único problema, ele sugeriu, é que, mais cedo ou mais tarde, um profeta tem de falar sobre Deus. E, nesse ponto, o profeta tem de falar com clareza. Em outras palavras, o profeta terá de falar com especificidade a respeito de quem é Deus, e, nesse ponto, as opções se restringem.

Durante os últimos vinte anos, um movimento identificado como cristianismo emergente tem feito o seu melhor para evitar o discurso com especificidade. Figuras importantes no movimento ofereceram críticas mordazes dos principais segmentos do evangelismo. Mais enfaticamente, eles têm acusado, de diversas maneiras, o cristianismo evangélico de ser excessivamente preocupado com doutrina, fora de sintonia com a cultura, muito proposicional, ofensivo além do necessário, esteticamente mal nutrido e monótono.

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A Cabana – O fim do discernimento evangélico

A Cabana     O mundo editorial vê poucos livros alcançarem o status de blockbuster, mas A Cabana, de William Paul Young já ultrapassou esse ponto. O livro, originalmente auto-publicado por Young e mais dois amigos, já vendeu mais de 10 milhões de cópias e foi traduzido para em mais de trinta línguas. Já é um dos livros mais vendidos dois últimos tempos, e seus leitores são muito entusiasmados.

 

     De acordo com Young, o livro foi escrito originalmente para seus filhos. Essencialmente, a história pode ser descrita como uma teodicéia narrativa – uma tentativa de responder às questões sobre o mal e o caráter de Deus por meio de uma história. Nessa história, o personagem principal está enfrentando grande sofrimento após o seqüestro e homicídio brutal de sua filha de sete anos, quando recebe um convite que se torna um chamado de Deus para encontrá-lo na mesma cabana onde sua filha foi assassinada.
 
     Na cabana, “Mack” se encontra com a divina Trindade: “Papa”, uma mulher afro-americana; Jesus, um carpinteiro judeu; e “Sarayu”, uma mulher asiática revelada como sendo o Espírito Santo. O livro é na maior parte uma série de diálogos entre Mack, Papa, Jesus e Sarayu. Essas conversas revelam um Deus bem diferente do Deus da Bíblia. “Papa” é alguém que nunca faz algum julgamento e parece muito determinado em afirmar que toda a humanidade já foi redimida.

 

 

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Os Judaizantes do Século XXI

Carlos M. Oliveira     Ultimamente temos sido, aqui e ali, confrontados com linguagem, práticas e costumes Judaizantes 1 por parte de muitos que se confessam parte integrante da Igreja, o Corpo de Cristo.

     Ora fazem muita questão que se pronuncie a Palavra Messias em Hebraico (????, traduzido por M?šîª?, Mashíach, Mashíyach), ora fazem questão que se observem festas e costumes Judaicos, ora procuram distinguir-se nos seus cultos pelo uso de instrumentos, objetos e cultura Judaicos, usando Shofares, castiçais, músicas, danças e outras coisas mais.

     Quando Paulo escreveu aos Gálatas, os judeus estavam presentes em todo o Império Romano, principalmente nas cidades mais importantes. Muitos deles converteram-se ao Cristianismo e, dentre os convertidos, havia aqueles que queriam impor a lei mosaica sobre os Cristãos Gentios. Eram os "judaizantes". Paulo combateu-os, todavia eles deixaram, infelizmente, descendência.

    Aqueles judeus davam a entender que o Evangelho estava incompleto. Para conseguirem uma influência maior sobre as igrejas, eles procuraram minar a autoridade de Paulo. Para isso, atacavam a legitimidade do seu apostolado, como tinham feito em Corinto. Não admira que os Judaizantes do nosso tempo sejam avessos à verdade do apostolado único de Paulo e ao que isso significa, quando a demonstramos e evidenciamos pelas Escrituras.

     Há que dizer “Basta!” e corrigir os erros que pululam à nossa volta. Não somente é errado chamar o Senhor Jesus Cristo de Messias, em Hebraico, como é errado simplesmente chamá-lo de Messias.

     Messias é o prometido de Israel; é uma das formas de Jesus se relacionar com o Seu povo terreno. Em relação à Igreja, o Corpo de Cristo, o nosso Senhor nunca se apresenta como Messias, mas como Senhor, Salvador e Cabeça do Corpo. O mesmo Senhor relaciona-Se com o Seu povo terreno, Israel, de uma maneira e com o Seu povo celestial, a Igreja, de outra.

     Esta questão dos nomes do Senhor é mais significativa e importante do que possa parecer. Quantos há que, por exemplo, pensam que Mateus 24:37-42 se refere ao arrebatamento da igreja? Já explicámos o significado desta passagem em O Arrebatamento da Igreja – uma verdade Paulina (I). Para poder perceber ainda melhor esta passagem e ver como ela não se pode referir ao arrebatamento da igreja, mas à vinda do Senhor à Terra em poder e grande glória, note-se como ela começa: “E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem”. Ora, o Senhor Jesus nunca é chamado Filho do Homem em relação à Igreja, o Corpo de Cristo. A expressão “Filho do Homem” nunca surge nas epístolas de Paulo. Porquê? Porque Filho do homem é um título que o Senhor tem como Juiz (João 5:27). Em Mateus 24 Ele vem para julgar, pois “será levado um, e deixado o outro”; é-Lhe portanto apropriado o título Filho do Homem. Mas em relação à Igreja, o Corpo de Cristo, o Senhor é “o Salvador do corpo” (Efé. 5:23); Ele nunca é apresentado como Juiz da Igreja.

     Um chefe de família relaciona-se com os filhos, como pai, e com os que trabalham com ele no seu emprego, como colega. Apesar de ser o mesmo, ele relaciona-se com estes dois grupos de modo diferente. Não faz sentido os seus colegas chamarem-no de pai.  Isto ajuda a compreender a forma de relacionamento que o nosso Senhor tem com os dois grupos distintos em apreço – Israel e Igreja.

     Além disso, não nos podemos esquecer que como Gentios estávamos “separados da comunidade d’Israel, e estranhos aos concertos da promessa” (Efé. 2:12). O Messias não nos foi prometido. É verdade que recebemos o Senhor, porém como Senhor Jesus Cristo, e por graça, não por promessa.

     Qualquer Judeu ou Gentio que se converta ao Senhor Jesus Cristo na atual dispensação da graça, ao ser batizado no Corpo de Cristo pelo Seu Espírito, perde a sua identidade. Assim sendo, Judeus e Gentios passam a ser um, em Cristo, e deixa de fazer sentido trazer para a igreja a sua cultura.

     O apóstolo Paulo teve de dizer aos Judaizantes do seu tempo:

     “Mas agora, conhecendo a Deus, ou antes, sendo conhecidos de Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?

     “Guardais dias, e meses, e tempos, e anos” (Gálatas 4:9,10).

     O Apóstolo Paulo, nas suas epístolas, condena que imposições judaizantes sejam praticadas por Gentios e que Gentios vivam como judeus. Ainda no século IV em oito homílias Adversus Judaeos (Contra os Judeus), João Crisóstomo (347 - 407) prega contra essa doutrina.

     E o que ainda torna mais caricata e ridícula a postura dos atuais Judaizantes é o facto de que segundo o próprio Judaísmo, “os Gentios estão proibidos de qualquer prática Judaica, e os que o fazem, cometem grave pecado, pois se fazem de Judeus sem de facto o serem, desobedecendo e afrontando o Eterno através da prática da Avodah Zarah (idolatria) e tornam-se malditos por transgredirem a Lei do Eterno.” O Judaísmo vê, pois, essa prática como um sacrilégio às suas próprias tradições sagradas.

     A igreja tem cultura própria; é preciso fomentá-la. “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idóneos para também ensinarem os outros” (2 Tim. 2:2).

     Precisamos de ser confirmados segundo o Evangelho de Paulo e “e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto” (Rom. 16:25); precisamos se ser “confirmados na PRESENTE verdade” (2 Ped. 1:12).

     A missão do Cristão neste mundo é Cristianizarnão judaizar. “Que evangelizando, proponha de graça o Evangelho de Cristo” (1 Cor. 9:18).

______________________
1 Judaizantes são pessoas que, não sendo geneticamente israelitas, nem tendo passado por uma conversão formal ao Judaísmo, seguem partes da religião e tradição judaicas. O termo foi usado na Igreja para referir os Cristãos Hebreus que requeriam que os Cristãos Gentios seguissem leis mosaicas.

- C. M. O.

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