O Estado dos Mortos (IV)

 Donald Webb1

 

JUÍZO

     “E vi um grande trono branco, e O que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles” (Apocalipse 20:11).

     Este grande trono branco é o julgamento final de Deus antes do início do novo Céu e nova Terra. Nós não cremos que haja algum indivíduo salvo no grande branco trono. Esta é a ressurreição dos injustosde que Daniel, o Senhor e Paulo, todos, falaram. Todos os perdidos de todas as idades, incluindo os desta presente dispensação da graça estarão ali para ser julgados pelas suas obras. Aquele que se assentará naquele trono não será outro que não o Senhor Jesus Cristo:

      “E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo” (João 5:22).

     “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão. Porque, como o Pai tem a vida em Si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em Si mesmo. E deu-Lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do homem” (João 5:25-27).

     É como o Filho do homem que o Senhor julgará os homens. Ele é redentor do homem, e ele também será o juiz do homem. Que admirável perceber que todos aqueles que O rejeitaram como Salvador um dia erguer-se-ão diante d’Ele como seu Juiz. Naquele dia não haverá nenhum evangelho da graça, nenhuma oportunidade para salvação, mas somente a Sua justiça para com pecadores ímpios.

     “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida: e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras” (Apocalipse 20:12).

     Estes livros que são abertos são prova de que Deus guarda cuidadosamente os registos de todas as obras que os homens fazem nesta vida. O versículo 13 continua, dizendo:

     “E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras” (Apocalipse 20:13).

     A primeira característica proeminente aqui é a ressurreição. Os mortos, pequenos e grandes, estarão diante de Deus. O mar dará os mortos que estão nele. A morte e o hadesdão os mortos que neles há. Essas distinções são algo obscuras para nós, mas recordamos que haverá uma ressurreição corporal dos perdidos. Assim, quando se fala do mar dar os seus mortos, não há dúvida que se refere à ressurreição dos corpos daqueles que morreram no mar. Da mesma forma, os corpos dos que estão na morte e no hadesserão ressuscitados  para enfrentar este julgamento.

     A outra característica proeminente é que todo homem é julgado segundo as suas obras. Estas obras são as ações feitas durante a sua vida, demonstrando que ele é pecador e que como tal escolheu ser julgado. Estes são simplesmente todos aqueles que morreram nos seus pecados. As pessoas que morrem sem Salvador não terão os seus pecados perdoados e terão que responder pelos seus próprios pecados.

     Embora seja verdade que Cristo morreu pelos pecados do mundo, é porque Ele é a propiciação pelos pecados do todo mundo que Deus pode e oferece salvação a qualquer pessoa que confie em Cristo como Salvador e Senhor. Mas os homens não são realmente colocados na morte de Cristo antes de eles crerem no Evangelho; ou seja, a obra de Cristo não é realmente substituta para o pecador até que ele creia  na verdade.

     Deus é propiciado ou fica satisfeito por a obra de Cristo ser suficiente para salvar qualquer pessoa e está disponível para salvar qualquer homem, mas o a substituição real não ocorre até que a fé se expresse na mensagem da salvação de Deus. As pessoas que rejeitam a verdade de Deus terão de suportar o julgamento dos seus próprios pecados. Paulo fez referência a isso:

     “Porque bem sabeis isto: que nenhum fornicário, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Efésios 5:5,6).

     É por causa do pecado que Deus julgará os perdidos. Estes são pecados que eles próprios terão que arcar porque não têm Salvador. Eles tê-Lo-ão rejeitado e à graça que lhes foi oferecida para perdoar os seus pecados. Eles confrontar-se-ão com a Ira de Deus e a separação eterna de seu reino santo. 

     Quando diz que eles serão julgados pelas suas obras, significa que o princípio da graça foi rejeitado e eles agora encontram-se sob o princípio das obras. Paulo fez referência a esta questão em Romanos 2:5-16. Como o versículo 5 ensina, o julgamento de Deus naquele dia será um julgamento justo. Todo homem receberá ali exatamente ao que vem.

     Às vezes ouvimos pessoas dizer: "Tudo que eu quero é justiça", contudo essa declaração é tola. O que realmente merecemos é ser julgados e separados de Deus para sempre por causa das nossas obras más. Em vez disso, Ele, pela Sua graça, oferece algo que não merecemos - o perdão dos pecados com base na obra consumada de Cristo. 

     Aqueles que querem justiça ficarão surpreendidos. O versículo 6 diz que Deus dará a cada homem segundo as suas obras. Lendo até ao versículo 10, vemos que existem duas possibilidades para aqueles que escolhem ser julgados pelas obras. Aqueles que foram perfeitos, de facto, receberão a vida eterna, mas aqueles que têm pecado receberão a ira e indignação de Deus. O verso 11 avisa solenemente que com Deus não há respeito de pessoas. Ninguém será esquecido por causa de quem era; as obras serão o único problema.

- Donald Webb
Doutrinas Básicas da Bíblia
Capítulo 15
O Estado dos Mortos

(Continua)

O Estado dos Mortos (I)
O Estado dos Mortos (II)
O Estado dos Mortos (III)
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