Sete Vezes Um Fracasso (VII)

C. R. Stam
 

O REINO DE CRISTO

     O Reino de Cristo, muitas vezes chamado o Milénio, certamente que ainda é futuro, mas até mesmo esta dispensação começará com uma indicação clara de que o reino beneficente de nosso Senhor não alterará o coração irregenerado. O homem ainda é um fracasso.
 

     Isto será evidente pelo facto de, para o Senhor reprimir a rebelião de amplitude mundial, Ele ter de “esmigalhar” as nações “com uma vara de ferro” e “despedaçá-las como a um vaso de oleiro” (Sal. 2.9). Na verdade, durante o Seu reino Ele terá de “os reger com uma vara de ferro” (Ap. 2.27). Não é assim estranho que leiamos em Apoca. 20.7-9:

     “E acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão,

     "E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gog e Magog cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.

     "E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu, e os devorou.”

     Esta rebelião final culminará no lançamento de Satanás e de todos os descrentes no lago de fogo, e na introdução dos novos céus e da nova terra nos quais os reconciliados encontrarão o seu tudo em Cristo (Apo. 20.10 – 21.2; Efe. 1.9,10; Col. 1.19,20).

     È solene e instrutivo ver no livro de Apocalipse como naquele dia o Cordeiro morto ocupará o centro da glória do universo. Nenhum dos remidos de qualquer século se gloriará então da sua justiça ou mérito próprios. Todos reconhecerão a sua indignidade e proclamarão os louvores d’Aquele que morreu a fim de eles poderem viver e serem justificados e glorificados. E até os perdidos e todos os demónios e anjos reconhecerão então Jesus Cristo como Senhor. Porque Ele Se humilhou e Se submeteu “à morte de cruz … Deus também O exaltou soberanamente e Lhe deu um nome que é sobre todo o nome:

     “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,

     "E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.” (Fil 2.8-11).


SETE VEZES UM FRACASSO

     Temos assim abundante testemunho histórico a respeito da profunda necessidade do homem de graça e de Cristo, pois ele demonstrou sete vezes sucessivas que com a queda se tornou numa criatura depravada e pecaminosa.

     A Dispensação da Inocência terminou com o homem a rebelar-se contra o seu Criador, tornando-se pecador por natureza. A partir daqui o registo de todas as dispensações principia com evidências claras de que correrão o seu curso e terminarão em fracasso.

     A Dispensação da Consciência principia com a narrativa dum homicídio e antes que outra dispensação seja introduzida, a terra encontra-se “cheia de violência”.

     A Dispensação do Governo Humano principia com o primeiro governador do mundo a dar um triste espectáculo de si próprio por meio da embriaguês. Como poderia esta dispensação ser bem sucedida? Não é de admirar pois encontrarmos bem cedo toda a raça intoxicada com a sua importância própria e, como resultado, tão profundamente humilhada como foi o seu primeiro governador.

     A Dispensação da Promessa principia com o registo do fracasso de Abraão ao não entrar na terra de Canaã devido à incredulidade, e termina com Israel, a sua semente multiplicada a fracassar do mesmo modo ao não entrar também na terra prometida devido à incredulidade.

     A Dispensação da Lei principia com o registo de Israel a adorar o bezerro de ouro e termina com Israel a crucificar “Deus feito carne” e depois a orgulhar-se desse hediondo crime.

     A Dispensação da Graça principia com o embaixador do amor e graça perseguido e aprisionado. Esta dispensação ainda não terminou, mas quando isso acontecer será por os homens “não receberem o amor da verdade para se salvarem” (II Tes. 2.10).

     O Reino de Cristo principiará com o retorno de nosso Senhor em ira a fim de reprimir a rebelião e fazer cumprir a obediência entre todos os Seus súbditos. Porém a obediência forçada raramente é sincera, e assim encontramos esta dispensação ser trazida ao seu término com multidões a seguirem Satanás para a destruição.

     O fracasso séptuplo do homem demonstra historicamente que o homem é, por natureza, um pecador e necessita de Cristo como seu Salvador. Quão abençoado é saber que, em todas as dispensações, Deus tem tido sempre os Seus, os quais “receberam testemunho pela fé” (Heb. 11.39), e foram salvos na base do precioso sangue de Cristo, derramado por eles no Calvário (Rom. 3.25; Heb. 9.15).

 

Fim
- Cornelius R. Stam

Sete Vezes Um Fracasso (I) 
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Sete Vezes Um Fracasso (III)


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