Sete Vezes Um Fracasso (II)

C. R. Stam
 

A DISPENSAÇÃO DA INOCÊNCIA

     Antes da queda, o homem era inocente. Ele não sabia distinguir o bem do mal, simplesmente porque apenas conhecia o bem. Ele não tinha desejo nem inclinação de desobedecer ou de se rebelar contra Deus sob forma alguma. Encontrava-se nu sem que disso tivesse vergonha, mesmo na presença de Deus. Ainda assim tudo isto não o impediu de por fim se render à tentação de Satanás e desobedecer a Deus.
 

     Adão, criado auspiciosamente pela mão de Deus, graciosamente sustentado por Ele, e ainda desfrutando com Ele duma docíssima comunhão, fracassou e caiu, e com ele caiu todas a espécie humana, pois todas as gerações de homens que se lhe sucederam ainda se encontravam em Adão.

     “… por um homem entrou pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Rom. 5.12).

     Deste ponto em diante o registo de toda a dispensação principia com uma narrativa que indica claramente que sob as condições alteradas o homem fracassará de novo. Assim, toda a dispensação demonstra de novo a profunda necessidade que o homem tem da graça de Deus em Cristo.


A DISPENSAÇÃO DA CONSCIÊNCIA

     Com a entrada do pecado o homem entrou na posse do conhecimento do bem e do mal, e com ele a consciência. Um sentimento de culpa feria-o agora sempre que agia mal. Poder-se-ia pensar que em si isso seria um forte impedimento para o mal e que, talvez, isso impedisse o homem de tornar a cair no pecado.

     Longe disso, contudo, pois agora o homem possuía uma natureza pecaminosa, e quando nos volvemos para o capítulo seguinte do registo sagrado, encontramos uma narrativa que nos conta que o primogénito de Adão recusa trazer a Deus o sacrifício cruento requerido – era demasiado perfeito para tal! Mas não foi suficientemente perfeito quando feriu mortalmente o seu próprio irmão por o sacrifício deste ter sido aceite por Deus e o seu não (Gén. 4.1-8).

     Assim, a Dispensação da Consciência principia com o relato dum homicida, e antes da dispensação ser trazida ao seu término lemos que a terra se encontrava “cheia de violência” e que “os seus pés são ligeiros para derramar sangue” (Gén. 6.11; Rom. 3.15); de tal forma que Deus teve de destruir toda a humanidade com um dilúvio, excepto Noé e a sua família.

(Continua)

Sete Vezes Um Fracasso (I) 
Sete Vezes Um Fracasso (II)
Sete Vezes Um Fracasso (III)



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