Sete Vezes Um Fracasso (I)

 

C. R. Stam

 

UMA PANORÂMICA DISPENSACIONAL DA BÍBLIA

Por Cornelius R. Stam

     Da mesma forma que a presente administração política nos Estados Unidos da América, uma administração divina, ou dispensação, cobre naturalmente um período de tempo. Porém, ao contrário do que muitos supõem, em si, não é um período de tempo. O dispensacionalismo não se ocupa com o tempo, mas com o governo de Deus sobre as Suas criaturas.

     Assim, a história sagrada pode ser dividida em muitas ou poucas dispensações, segundo o grau de detalhe tido em consideração. Por exemplo, em Rom. 5 o apóstolo Paulo fala de todo o período decorrido entre a queda do homem e a dádiva da Lei como uma dispensação. “Desde Adão até Moisés”, diz ele, “a morte reinou”, ainda que “não houvesse lei (Mosaica)” (Rom. 5.12-14). No entanto sabemos que vários progressos dispensacionais ocorreram durante este período.


AS SETE DISPENSAÇÕES

     Durante muitos anos temos achado que, basicamente, as Escrituras se desdobram naturalmente em sete dispensações, denominadas na generalidade: (1) Inocência, (2) Consciência, (3) Governo Humano, (4) Promessa, (5) Lei, (6) Graça, e (7) Reino.

     Alguns classificam o período Pentecostal como uma dispensação por o programa do reino ter então sido praticado, mas isso abortou, pois o reino não foi aceite por Israel como nação. O período da grande tribulação também é algumas vezes rotulado de dispensação, mas na realidade esse período é o juízo de Deus sobre um mundo que tem rejeitado a Sua graça e é um preâmbulo ao estabelecimento do reino de Cristo.

     “A dispensação da plenitude dos tempos”, argumenta-se algumas vezes, segue-se ao reino de Cristo e, como tal, deveria ser classificada como uma dispensação separada. Mas “a dispensação da plenitude dos tempos” dificilmente poderá ser classificada com outras dispensações uma vez que será, como o nosso domingo, não meramente um novo dia, mas todo um novo princípio, completamente separado dos sete “dias” precedidos.

     “A dispensação da plenitude dos tempos” (Efé. 1.10), não será, como as sete dispensações precedentes, uma demonstração do pecado do homem e da sua necessidade de Cristo, mas será antes o culminar de todos os tratos de Deus com o homem desde Adão, e o banimento do pecado, do céu e da terra – a necessidade do homem gloriosamente suprida.

     Existem outras divisões dispensacionais que ensinadores capazes têm salientado e às quais não temos nenhuma objecção particular a fazer, mas ao termos considerado pelo menos muitas delas, temos concluído que o ponto de vista das “sete dispensações” é o mais básico e natural.

     O Dr. Scofield e outros têm revelado como cada uma das sete dispensações termina1  com uma visitação do juízo de Deus sobre o homem devido à sua desobediência. Contudo estes irmãos têm aparentemente olvidado o facto de depois da queda o registo e cada nova dispensação começar com uma narrativa, que indica antecipadamente que o homem fracassará de novo.

     Assim, depois da queda as dispensações não somente terminam em fracasso; começam também com fracasso.

     Então, depois de o homem ter fracassado sete vezes, historicamente, e depois de ter sido julgado sete vezes, Deus congregará em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra, na “dispensação da plenitude dos tempos” (Efé. 1.10).

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1 Apenas como um outro avanço no trato de Deus com os homens, e uma demonstração da necessidade do homem, de Cristo. Na realidade algumas das dispensações ainda não terminaram. Por exemplo, apesar da chamada de Abraão ter dado início à dispensação da promessa não trouxe a dispensação anterior ao seu término, pois o governo humano ainda hoje se encontra em força.
 
(Continua)

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