Jesus ser Deus - a maior dificuldade de todas? (3)

Não tenhas dúvidas: Jesus é mesmo Deus

 

     Tudo isso, no entanto, nos leva ao cerne da questão. Há uma razão muito boa e óbvia que é nunca alguém alguma vez ter afirmado que ele, ou ela, veio ao mundo para morrer como um sacrifício pelo pecado do mesmo. Afirmar tal não afirmar ser um herói, ou mesmo um mártir, mas ser mais do que humano, ser Deus encarnado. Somente Aquele, que era o próprio Deus infinito, poderia oferecer um sacrifício adequado pelo pecado de todo o mundo.

Verá isso a partir do simples facto de que, se um dos seus amigos declarasse seriamente que o propósito do seu nascimento neste mundo era morrer pelos pecados do mundo, provavelmente procuraria um psiquiatra para ele. Consideraria a sua afirmação como um sinal de loucura. E, no entanto, quando Jesus Cristo faz esta afirmação — e ele fê-la: vemos claramente que tal não foi inventado pelos autores do Novo Testamento, nem carrega a mais leve sugestão de que ele era um lunático.

Na verdade, essa Sua afirmação, se me permitem falar pessoalmente por um momento, é um dos factos que me convence de que ele é realmente o Filho de Deus, pois ela diagnostica qual é o meu problema fundamental como um ser humano e me oferece a única solução aceitável para esse problema. Deixe-me explicar.

Todas as religiões e todas as filosofias constantemente me informam, cada uma nas suas várias formas, que eu devo ser bom. Isso é útil, suponho; mas isso não toca no meu verdadeiro problema. Eu já sei que eu devo ser bom. Eu não preciso da ajuda da religião ou da filosofia para me dizer isso! O meu problema não é não saber que eu devo ser bom, mas, o facto de incontáveis vezes eu não ter sido bom. (E os que me rodeiam, percebo, estão na mesma posição). Isso é um enorme problema. O que eu digo sobre os meus pecados do passado? Eu quebrei até mesmo os meus próprios padrões, quanto mais os de Deus. Eu comprometi os meus próprios valores e sujei-os. Como, então, posso encontrar perdão? Se eu decidir que os meus pecados passados não importam afinal, então estou a dizer que os meus valores também não importam. E, se o que eu faço não importa, então eu, que sou responsável por isso, afinal de contas, não importo. Mas suponha que os meus valores importam. E suponha que os padrões de Deus importam e que Ele não irá diminuí-los por mim ou por qualquer outra pessoa. Então os meus pecados importam. Como posso encontrar um perdão para o meu passado que, por implicação, não destrua a minha própria importância, os meus próprios valores, e os de todos os demais? E o mesmo vale para si, não só para mim.

É justamente aqui que Cristo nos encontra. Ele afirma ter autoridade para conceder-nos perdão, mas sem fechar os olhos ao nosso pecado ou rebaixar os padrões de Deus. Ele não diz que o que fizemos não importa. Ele insiste que a pena por isso tem que ser paga. Mas, então, Ele explica, este é o motivo central pelo qual Ele veio à Terra: ele é o Deus que define e insiste numa penalidade para o pecado, o Deus cuja lei transgredimos e, portanto, merecemos tal punição. Contudo, ele é o Criador que nos fez, e, em amor e em fidelidade a nós, levou o fardo dos nossos pecados sobre Si e pagou a sua pena pelo Seu sofrimento no Calvário. Assim, Ele confirmou a Sua lei e os nossos valores e ainda tornou possível que a nós seja concedido perdão, se nós o quisermos.

Isso, então, é exatamente o que eu preciso, e o leitor também. Cristo viu a nossa necessidade e foi ao encontro dela como ninguém poderia. Nisto, ele é único. Ao encarar as Suas afirmações, pode estar certo disto: só terá de decidir esta questão uma vez na sua vida. Nenhum outro alguma vez veio, ou jamais virá, a si para lhe dizer que é o Criador que o fez e o ama, que veio como Deus encarnado para morrer por si, para que possa ser perdoado. Jesus Cristo é o único que já o declarou. A Sua afirmação é tão direta e tão pessoal: ele diz que morreu por si; isso significa que deve dar pessoalmente a sua resposta individual a Ele e à Sua declaração.

- David Gooding & John Lennox




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