Jesus ser Deus - a maior dificuldade de todas? (2)

Não tenhas dúvidas: Jesus é mesmo Deus

 

     Mas ele poderia estar genuinamente enganado, dirá, sem ser uma fraude deliberada. Porém, nesse caso, pense no que isso significa. As pessoas que equivocadamente pensam ser Deus, são insensatas. Jesus Cristo era um insensato, então? Bem, se Ele era, então pouquíssimas pessoas foram sãs! É impossível estudar o comportamento e as palavras de Cristo como descritos no Novo Testamento e chegar a qualquer conclusão semelhante. O Jesus que podia dizer com convicção: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mateus 11:28-29), não era nenhum Hitler ou Mussolini! É um facto simples que Jesus Cristo foi responsável por mais saúde e estabilidade mental do que qualquer outro no mundo. A leitura das Suas palavras tem trazido paz a milhões. A fé n’Ele e no Seu sacrifício libertou milhões da tortura de uma consciência culpada. A comunhão diária com Ele, para milhões, rompeu o domínio de hábitos destrutivos e deu-lhes um novo respeito por si mesmos, um senso de propósito na vida e a libertação do medo da morte.

     Foi Jesus Cristo, é claro, que nos ensinou que Deus é amor. Se acredita em Deus de qualquer forma, provavelmente toma por certo que Ele é amor. Pode até supor que qualquer pessoa, em qualquer século, podia ver que Deus é amor. Mas, em toda a minha leitura dos autores antigos Gregos e Latinos, eu nunca encontrei qualquer autor ou filósofo que dissesse que Deus era amor. Todo-poderoso, sim; bom em um sentido individual e absoluto, aprovando o bom comportamento do homem e desaprovando seus atos maus. Mas amor? Amor positivo, de coração bondoso, envolvido, generoso e sacrificial pela humanidade? Ninguém nunca pensou nisso ou o ensinou como Jesus Cristo o fez, nem com comoventes afirmações diretas como, por exemplo: “Não se vendem cinco passarinhos por dois ceitis? Entretanto, nenhum deles está em esquecimento diante de Deus. Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais! Bem mais valeis do que muitos passarinhos” (Lucas 12:6-7). Estas palavras serão de um lunático?

     Também, é claro, ninguém alguma vez expressou pessoalmente o amor de Deus pela humanidade como Jesus o fez pelo sacrifício de Si mesmo no Calvário. Milhares de nobres, e homens e mulheres corajosos, suportaram tortura e sofrimento, e, eventualmente, sacrificaram a sua vida pelos seus amigos ou pelo seu país, ou em protesto contra algum mau regime. Nós, com razão, aclamamo-los como heróis. Mas nós não compreendemos, se supomos que o Novo Testamento nada mais alega além de que Jesus Cristo foi um herói. O que o Novo Testamento afirma sobre Jesus, na verdade, o que Ele afirmava sobre Si mesmo, é único tanto na história da literatura quanto na religião. No início do Seu ministério público (não depois da Sua crucificação), o Seu introdutor oficial, João Batista, anunciou que Jesus viera como o Cordeiro de Deus para tirar o pecado do mundo (João 1:29); e o termo usado, “o Cordeiro de Deus”, indicava que Jesus viera para morrer como sacrifício para remover o pecado. Ou, como o apóstolo Pedro, mais tarde, apresentou: “Fostes resgatados... pelo precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo... carregando Ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça... Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o Justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus” (1 Pedro 1:18-19; 2:24; 3:18).

     E era isso o que o próprio Jesus Cristo considerava ser o principal propósito da Sua vinda ao mundo, sendo mostrado pelo seguinte facto: na noite anterior à Sua crucificação, ele instituiu uma cerimónia pela qual os Seus seguidores poderiam lembrar-se d’Ele. É muito instrutivo observar os detalhes dessa cerimónia. Ele não pediu que, quando os Seus seguidores se reunissem, recitassem a história de um dos seus espetaculares milagres. Isso sugeriria que a coisa principal acerca do Seu ministério era Ele ter sido um fazedor de milagres. Ele também não disse que eles deveriam selecionar uma parte do Seu ensinamento moral e recitá-lo. Isso sugeriria que o principal propósito da Sua vida era ser um mestre-filósofo. Ele disse que eles deveriam pegar pão e vinho para representar o Seu corpo e o Seu sangue, e comer aquele e beber este em memória do facto de que, na cruz, Ele dera o Seu corpo e derramara o Seu sangue para garantir-lhes o perdão dos pecados (Mateus 26:26-28).

     Os primeiros cristãos compreenderam que o propósito principal da vinda de Cristo ao mundo era dar-Se por eles como um sacrifício pelos seus pecados; isso é indicado pelo facto de que, desde o início, como mostram os registos, eles foram encontrados reunidos para realizarem aquela cerimónia. Encontra-se no centro e no coração de tudo o que Cristo afirmou e representou. É este abnegado amor de Cristo que tem derrubado a resistência das pessoas a Ele e ganhado para Si a gratidão e a devoção pessoal dos Seus milhões de seguidores. Todos dizem com Paulo, o apóstolo de Cristo: “A vida que, agora, vivo na carne, vivo-a na fé no Filho de Deus, o Qual me amou, e a Si mesmo Se entregou por mim”. (Gálatas 2:20).

- David Gooding & John Lennox




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