Não invertas a ordem!

A ordem correta é para manter, se não queremos falhar.

 

     "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Tessalonicenses 5:23)

     Quando nós, crentes em Cristo, listamos as três partes do nosso ser, tipicamente dizemos "corpo, alma e espírito". Na maioria das vezes, pensamos no corpo primeiro! PORÉM DEUS COLOCA A ORDEM COMO “ESPÍRITO, ALMA E CORPO”. DO PONTO DE VISTA DE DEUS, O ESPÍRITO É DE PRIMORDIAL IMPORTÂNCIA, OCUPANDO O CORPO O ÚLTIMO LUGAR.

     "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Tes. 5:23b).

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A Absoluta Importância do Motivo

 

Verifica bem o que te move, pois pode não ser bom

 
 

     A prova pela qual toda a conduta será finalmente julgada é o motivo. Como a água não pode subir mais alto do que o nível, assim a qualidade moral de um ato nunca pode ser mais elevada do que o motivo que o inspira. Por esta razão, nenhum ato procedente de um motivo mau pode ser bom, ainda que algum bem pareça resultar dele. Toda a acção praticada pela ira ou despeito, por exemplo, ver-se-á, afinal, que foi praticada a favor do inimigo e contra o reino de Deus.     Infelizmente, a atividade religiosa possui tal natureza, que muito desse tipo de atividade pode ser realizada por motivos maus, como a raiva, a inveja, a vaidade e a avareza. Toda a atividade desse tipo é essencialmente má e como tal será avaliada no juízo.

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Provocação

A. W. Tozer

 

     A palavra provocação significa incitação, estímulo. Pode ser usada num bom sentido, embora raramente seja usada dessa forma. Na maioria das vezes, refere-se ao ato de enfurecer alguém por meio de uma afronta, real ou imaginária.  

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Cristão incrível

Sê incrível - o Cristão incrível

     O Cristão acredita estar morto em Cristo, mas encontra-se mais vivo do que nunca e espera viver realmente para sempre. Ele anda na Terra embora sentado no Céu e apesar de ter nascido neste mundo, depois da sua conversão descobre que este não é o seu lar. Como o falcão, que no ar é a essência da graça e formosura mas no chão mostra-se desajeitado e feio, o Cristão também se destaca nos lugares celestiais mas não se adapta muito bem na sociedade em que nasceu.

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Os benefícios de meditar na Palavra de Deus

Como é importante meditar na Palavra de Deus diariamente!

 

     Há muitos anos atrás, o Senhor ensinou-me uma verdade, até onde sei sem a instrumentalidade humana, cujo benefício conservo até hoje, mais de quarenta anos depois.

     O caso é o seguinte: eu vi de forma mais clara do que nunca que a principal e fundamental ocupação a que eu precisava me dedicar todos os dias era que a minha alma sentisse prazer na presença e no favor de Deus. A primeira coisa com que me preocupar não era o quanto eu devia servir ao Senhor, como eu deveria glorificar o Senhor — mas como eu conseguiria levar a minha alma a um estado de alegria, e como o meu homem interior podia ser alimentado. Porque eu poderia apresentar a verdade aos não convertidos, poderia tentar beneficiar os crentes, procurar socorrer os aflitos, poderia de outras maneiras tentar comportar-me como convém a um filho de Deus neste mundo; e mesmo assim, não estando alegre no Senhor, e não estando alimentado e fortalecido no meu homem interior dia a dia, tudo isso poderia ser desempenhado sem um espírito correto. 

     Antes desse tempo, pelo menos nos últimos dez anos, a minha prática habitual havia sido dedicar-me à oração depois de me levantar de manhã. Agora eu via que a coisa mais importante que eu devia fazer era entregar-me à leitura da Palavra de Deus e meditar nela para o meu coração ser confortado, alertado, encorajado, reprovado, instruído; e que, assim, ao meditar, o meu coração fosse trazido a uma comunhão prática com o Senhor.

     Comecei, então, a meditar no Novo Testamento cedo de manhã. A primeira coisa que fiz, depois de pedir em poucas palavras a bênção do Senhor sobre a Sua preciosa Palavra, foi começar a meditar na Palavra de Deus, investigando por assim dizer cada versículo para extrair dele alguma bênção— não com a finalidade de ministrar publicamente a Palavra, não para pregar com base no que eu tinha meditado, mas com a finalidade de conseguir comida para a minha própria alma. O resultado que tenho obtido quase sempre é o seguinte: depois de poucos minutos, a minha alma tem sido levada a confessar, a dar graças, a interceder ou a suplicar; de forma que, embora eu não tenha me entregado à oração e sim à meditação — mesmo assim ela se voltou quase que de imediato à oração, às vezes com mais, às vezes com menos intensidade. Depois de algum tempo em confissão, intercessão ou súplica ou ações de graças — prossigo para as palavras seguintes ou o versículo seguinte, transformando tudo, à medida que eu avanço, em oração por mim mesmo ou pelos outros, conforme a Palavra oriente; mas sempre tendo diante de mim que o objetivo da minha meditação é conseguir alimento para a minha própria alma.

     O resultado disso é que sempre tenho, misturados com a minha meditação, bons motivos para fazer confissão, dar graças, suplicar ou interceder — e que meu homem interior quase invariavelmente é alimentado e fortalecido, e por volta da hora do meu café da manhã, com raras exceções, eu encontro o meu coração cheio de paz e alegria.

     Dessa forma o Senhor também Se agrada em dar-me aquilo que, logo depois, se torna alimento para outros crentes, embora não tenha sido por causa da ministração pública da Palavra que eu tenha me entregado à meditação, mas sim para o benefício do meu próprio homem interior.

     A diferença, então, entre a minha prática anterior e a de agora é a seguinte: anteriormente, quando me levantava, eu começava a orar assim que me fosse possível, e geralmente gastava em oração todo ou quase todo o meu tempo antes do café da manhã. De todo o jeito, eu quase sempre começava com oração, exceto quando eu sentia a minha alma seca mais do que o normal, casos em que eu lia a Palavra de Deus em busca de alimento, ou de refrigério, ou de reavivamento e renovação do meu homem interior, antes de entregar-me à oração.

     Mas qual era o resultado disso? Muitas vezes, eu gastava quinze minutos ou meia hora ou mesmo uma hora de joelhos, antes de perceber que tinha recebido algum conforto, encorajamento, humilhação de alma, etc.; e, muitas vezes, depois de sofrer muito nos primeiros dez, quinze ou trinta minutos com pensamentos que se dispersavam, somente então eu realmente começava a orar.

     Raramente eu tenho dificuldades com isso agora. Porque o meu coração, uma vez que é despertado pela verdade e é trazido à comunhão experimental com Deus, eu falo com o meu Pai e com o meu Amigo (por mais vil que eu seja e indigno disso tudo!) a respeito das coisas que Ele trouxe diante de mim na Sua preciosa Palavra.

     Muitas vezes, fico admirado de não ter visto isso antes. Não li isso em livro nenhum. Não ouvi nenhuma pregação a respeito desse assunto. Não conversei com ninguém que me incentivasse quanto a isso. Mas agora, uma vez que Deus me ensinou esse ponto, para mim ficou mais claro do que nunca que a primeira coisa que o filho de Deus deve fazer todos os dias de manhã é conseguir alimento para o seu homem interior. Assim como o homem exterior não está pronto para trabalhar sem se alimentar, e assim como essa é uma das primeiras coisas que fazemos de manhã, assim deve ser com o homem interior. Não há como negar que precisamos alimentar o nosso homem interior.

     Mas o que é esse alimento para o homem interior? Não é a oração, mas sim a Palavra de Deus. E também não é a simples leitura da Palavra de Deus, de forma que passe pela nossa mente assim como a água passa por um cano. Mas devemos considerar e meditar aquilo que lemos, ponderar na Palavra, e aplicá-la ao nosso coração.

     Quando oramos, nós falamos com Deus. Mas a oração, para durar algum tempo que não seja cheio de formalidades, requer, falando-se de forma geral, uma medida de vigor ou de desejo piedoso. Por isso, o momento em que esse exercício da alma pode ser executado de forma mais efetiva é depois que o homem interior foi alimentado pela meditação na Palavra de Deus, na qual o Pai fala conosco, nos encoraja, conforta, instrui, nos humilha e reprova. Por essa razão é que podemos meditar de forma proveitosa nas Escrituras com a bênção de Deus, por mais fracos que estejamos espiritualmente. Pelo contrário, quanto mais fracos estamos, mais precisamos meditar para o fortalecimento do nosso homem interior. Teremos muito menos dificuldade com pensamentos dispersos se orarmos depois da meditação, do que quando nos dedicamos à oração sem gastar antes algum tempo meditando.

     Insisto tanto nesse assunto porque sei o proveito e o alívio que recebi dessa prática, e carinhosa e solenemente imploro aos meus companheiros Cristãos que considerem o assunto. Pela bênção de Deus, atribuo a esse costume a ajuda e força que obtive de Deus para atravessar em paz profundas provações, mais do que eu tinha anteriormente. E, depois de provar este caminho por mais de quarenta anos, posso recomendá-lo de forma mais plena, no temor de Deus.

     Como é grande a diferença quando a pessoa é refrigerada e se alegra cedo de manhã, da situação em que ela, sem preparação espiritual, já se depara com o serviço, as provações e as tentações do dia!


- George Muller

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