Amaldiçoado por Deus

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     Quão maravilhoso o Senhor Jesus ter sido "feito maldição por nós"! A ameaça de juízo pairava sobre cada transgressor da lei, Gal. 3:10, e a pena tinha de ser executada. Para remir o Seu povo dessa ameaça, Ele assumiu a culpa e suportou a ira prometida. Para tornar isso evidente, a Sua morte implicou que Ele fosse "pendurado num madeiro", Actos 5:30. Assim, Ele foi "feito maldição por nós", Gal. 3:13, pois “Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro.”

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O acorde perdido


Acorde perdido

     Hoje em dia a pergunta feita muitas vezes é: “Porque é que eu sinto tão pouco gozo no Senhor?” A pergunta às vezes traz-nos lembranças tristes, porque houve um tempo (não é verdade?) quando à alma não era estranho esse gozo. Naqueles dias passados o coração estava cheio do amor de Cristo. Quão precioso Ele era naquela época! Que prazer havia na oração e na comunhão com Ele na Palavra.
 

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Uma vida de valor - Avalia aqui o valor da tua vida

valor vida

 

     É sempre bom trazer à memória que a vida é semelhante a uma moeda. Podemos gastá-la da maneira que desejarmos. Mas só podemos gastá-la uma vez. Portanto, é de grande importância que paremos com frequência para reflectir sobre quais deveriam ser os ingredientes na formação de uma vida. Eu tentei especificar algumas considerações que parecem ser cruciais neste sentido.

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O Gozo Do Senhor

fruto

 

O Senhor Jesus disse:

“Tenho-vos dito isto, para que o Meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo”, João 15:11.

Gozo abundante é a primeira característica da nossa vida cristã – gozo inefável e glorioso. Se a sua vida está com falta de gozo, a causa deve ser algum pecado. Pro­cure, pois, a razão pela qual a sua harpa está pendurada no salgueiro e o gozo desapareceu da sua vida. O Senhor Jesus disse: “Tenho-vos dito isto, para que o Meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo”, João 15:11. Se o seu gozo não é completo, é porque ainda não entrou no âmado da mensagem do Senhor sobre a videira e as varas.

Paulo disse: “O fruto do Espírito é … gozo”, Gálatas 5:22. Ora, fruto é uma coisa natural; não se faz esforço para produzir fruto. Se o galho está devidamente ligado ao tronco, ele dá fruto; e se o leitor estiver devidamente ligado ao Senhor, o gozo será para si tão natural como o canto dulcíssono das aves .

A vida cristã é para si uma coisa sombria e severa? Não há nela espontaneidade e largueza? Se assim é, há alguma coisa errada na sua vida interior, que está a sufocar a fonte de gozo.

Há alguns anos atrás, um amigo meu visitou as ruínas do Fórum Romano. Enquanto estava ali, presenciou uma limpeza que se fazia no local, e eis que, em dado momento, quando se removiam entulhos e lixos, saltaram repentinamente as águas de uma fonte que estivera ali oculta durante séculos. Pobre fonte! Anelante por expressar-se e derramar as suas águas à luz do sol, mas obstruída por aquelas coisas que se haviam acumulado no correr dos anos!

Assim, se o leitor é de facto nova cria­tura em Cristo, há no seu coração uma fonte de gozo que tem estado obstruída e sufocada.

Abra a sua Bíblia em II Crónicas 29:27, e leia: “E ao tempo em que começou o holocausto, começou também o canto do Senhor”.

A palavra “começou” indica que havia cessado. Se examinar o capítulo precedente verá que durante dezasseis anos o canto do Senhor esteve ausente dos lábios dos levitas, e não se fizera ouvir nos átrios do templo. Aqueles recintos, nos quais, segundo a intenção de David, deveriam ressoar os louvores e ado­ração a Deus, estavam silenciosos. Neste aspeto, eles fazem lembrar o seu coração, pois o seu coração foi feito para música, e se esta cessou terá sido provavelmente pela mes­ma razão.

Curió Orkut
A Causa do Silêncio

O que acontecera durante aqueles dezasseis anos? Voltemo-nos para o capítulo 28:24,25: “E ajuntou Acaz os vasos da casa do Senhor, e fez em peda­ços os vasos da casa de Deus, e fechou as portas da casa do Senhor, e fez para si altares em todos os cantos de Jerusa­lém. Também em cada cidade de Judá fez altos para queimar incenso a outros deuses; assim provocou a ira do Senhor, Deus de seus pais”.

O rei Acaz enfadara-se da adora­ção a Deus. Apagou então as luzes da casa do Senhor, fechou-lhe as portas, tomou-lhe as chaves, e dispersou os levitas. Nem Acaz, nem os sacerdo­tes, nem os levitas frequentavam o lugar santo.

Então veio uma mudança. Ezequias tornou-se rei, e no ano primeiro do seu reinado, no mês primeiro, abriu as portas da casa do Senhor, e reparou-as. E trouxe os sacerdotes, e os levitas, e ajuntou-os na praça oriental, e disse-lhes: “Ouvi-me, ó levitas, santificai-vos agora, e santificai a casa do Senhor, Deus de vossos pais, e tirai do santuário a imundícia”. Vers. 3 e 4.

“Tirai … a imundícia”, é isso que precisa ser feito. Este é o apelo do Apóstolo Paulo: “Purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito”, II Coríntios 7:1.

Os sacerdotes e levitas reuni­ram-se com a chamada de Ezequias, e entraram dentro da casa do Senhor, para a purificar, e tiraram para fora toda imundícia que acharam no templo do Senhor, v.16.

E o que se seguiu a isto? Fizeram uma oferta pelo pecado, e assim o pecado foi purificado.

Apliquemos, agora, estas verdades às nossas vidas. Está regenerado, prontos a reparar velhas questões? A deixar de lado certas coisas dos seus negócios, que sabem não estarem perfeitamente de acordo com os mandamentos de Cristo?

Se assim for, aperte as mãos daquele irmão, escreva aquela carta, pague aquela dívida, acabe com aquela fonte de irritação. Deixe que o amor de Deus seja derramado na sua alma, e então o gozo virá.

Voltemo-nos agora para o seu próprio coração, Há algum pecado secreto abrigado ali? Encara a sua verdadeira condição. Muitas vezes somos como alguém que receia estar com os pulmões doentes, mas teme ser examinado pelo médico, não venha este, porventura, revelar-lhe sua verdadeira condição. Nós não faremos progresso algum enquanto não estivermos limpos. Tem a certeza de que não há nada no seu coração que não gostaria que Cristo lhe apontasse? Antes de poder ter o melhor que Deus tem para si, precisa que O deixe sondar a sua alma e mostrar-lhe qual é a coisa impura que ali entrou há anos atrás e tem sufocado desde então a sua vi­talidade espiritual.

Começou o canto. Ezequias tinha preparado o altar. De um lado estavam os sacerdotes com todo o holocausto – que significava a inteira consagração de Cristo a Deus na sua morte, como também a inteira consagração dos crentes a Cristo em vida. Do outro lado estavam: o coro dos levitas, em vestiduras brancas, e outros levitas com címbalos, saltérios e harpas. A um determinado sinal, o holocausto foi colocado no altar. Eu não sei se Deus enviou fogo do céu, ou se foi trazido fogo sagrado que de alguma maneira tivesse sido conservado a arder por todos aqueles anos. Mas quando o fogo começou, as vozes dos coristas irromperam em cântico e novamente fez-se ouvir a música dos instrumentos. Quando começou o holocausto, o canto co­meçou.

“Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”, Romanos 12:1,2.

Quanto eu lutei contra a vontade de Deus! Achava que ela era dura, implacável, terrível; mas quando um homem se entrega a ela, descobre que é boa, agradável e perfeita. O que odeia torna-se no seu gozo. E ao olhar para a face de Cristo e a dizer-Lhe, “Rabboni – Mestre” – brotará na sua alma o gozo da manhã da ressurreição.

O Senhor o ajude a tirar para fora toda a imundícia e a se render a Ele. E então, quer tenha voz para cantar ou não, o canto do Senhor co­meçará na sua alma!

- F. B. Meyer

Revista Reavivamento – Maio de 1956

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