Porquê Paulo? (I)

Richard Jordan

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um estudo sobre o seu apostolado único 

     Há uma questão perturbadora que a igreja de Jesus Cristo parece nunca abordar - que faculta o antídoto para a confusão religiosa à nossa volta. É uma questão realmente muito simples: Porquê Paulo? Porque é que, exatamente, o Senhor, da glória do Céu, estendeu a mão e salvou o seu principal adversário, Saulo de Tarso, e o tornou no Apóstolo Paulo?

     A resposta bíblica a esta pergunta não é difícil de encontrar. Um simples versículo será suficiente: 

     "Porque convosco falo, gentios, que, enquanto for apóstolo dos gentios, GLORIFICAREI O MEU MINISTÉRIO" (Romanos 11:13). 

     Notemos cuidadosamente que Paulo diz: "glorificarei o meu ministério". É claro que Paulo não estava a exaltar-se a si mesmo. Antes glorificava o seu ministério que Deus lhe concedeu como "o apóstolo dos gentios". Assim, longe de glorificar Paulo, ao mencionarmos e exaltarmos o facto de ele ser o apóstolo escolhido de Deus para hoje damos muito valor ao que o próprio Deus glorifica: o ministério que Jesus Cristo deu a Paulo – e o ministério e mensagem que Ele nos deu a nós através dele. 

     Pense por um momento: as Escrituras referem-se repetidamente à "lei de Moisés" - mas quem iria questionar que ela é, na realidade, "a lei de Deus"? Moisés era simplesmente alguém através de quem a lei foi dada a Israel. Por isso, Moisés declarou ousadamente, 

     “Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os juízos que EU VOS ENSINO …

     “Não acrescentareis à palavra que VOS MANDO, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que EU VOS MANDO” (Deuteronómio 4:1,2). 

     Foi isto exaltação arrogante por parte de Moisés? Será que Israel estaria a "seguir o homem e não a Deus" quando eles "obedeceram a Moisés"? Será que o nosso Senhor poderia estar a exaltar Moisés acima de Si mesmo quando ordenou ao leproso que oferecesse "o que Moisés determinou" (Marcos 1:44)? Claro que não! 

     Nada disto exalta o homem Moisés; trata-se antes de um reconhecimento de que Deus lhe deu um ministério como o dador da Lei a Israel, o instrumento através do qual o Senhor lhes revelou a Sua lei. De modo semelhante, Paulo é aquele através de quem o Senhor Jesus deu a conhecer a verdade de "o mistério". O nosso reconhecimento do seu ministério especial exalta Paulo acima de Cristo tanto quanto o reconhecimento da posição exaltada de Moisés o exaltava acima de Jeová. 

     As epístolas de Paulo estabelecem claramente a sua posição como o "dispenseiro da graça" na presente dispensação. Por exemplo, 

     "Por esta causa eu, Paulo, sou o prisioneiro de Jesus Cristo por vós, os gentios;

     “Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada;

     “Como ME FOI ESTE MISTÉRIO MANIFESTADO PELA REVELAÇÃO como acima em pouco vos escrevi ...” (Ef 3:1-3). 

     Foi por, revelação pessoal direta do próprio Cristo que Paulo recebeu uma nova revelação sobre o propósito secreto de Deus na dispensação da graça. Assim, ele escreve sobre "graça que por Deus me foi dada; que seja ministro de Jesus Cristo entre os Gentios" (Romanos 15: 15,16). 

     O reconhecimento do lugar especial confiado ao Apóstolo Paulo no programa de Deus não significa a exaltação do homem Paulo. Significa simplesmente honrar a posição que Deus lhe deu como "nosso apóstolo".

por Richard Jordan
(Continua) 

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