
Era uma tarde de Outono, fria e chuvosa. A noite aproximava-se, o vento do Norte soprava com violência. Numa rua dos arredores de Londres podia distinguir-se dois homens. Um era missionário no bairro, que regressava a casa, depois de ter percorrido durante todo o dia em diversas direcções estas paragens miseráveis, indo de casa em casa para ler o Evangelho aos doentes, advertir os pecadores e falar do amor de Deus. O outro era um vendedor de peixe. Conduzia à cabeça um cabaz cheio de arenques
1 frescos. Numa das mãos segurava três peixes e apregoava: «Três arenques; por dois vinténs»! Mas ninguém se mostrava disposto a comprá-los. Apregoava e o eco da sua voz repercutia-se naquela rua sem que um só pobre parasse ou se apresentasse para comprar. O missionário e o vendedor de peixe encontraram-se à esquina da rua.