A verdade bíblica do dom de línguas (II)

Ricky Kurth

As línguas dos homens e dos anjos

     Para começar, a palavra para línguas na epístola aos Coríntios é a mesma palavra - tanto no Grego, como no Português - que a que é utilizada para a capacidade de se falar línguas humanas identificáveis em Actos 2. Com isso em mente, é inverosímil que Deus usasse a mesma palavra para descrever um dom diferente. Além disso, nenhum outro dom espiritual mencionado nas  Escrituras é alguma vez dito que tenha evoluído para uma forma diferente. Ninguém lendo I Coríntios 12:9, concluiria que o dom de curar encontrado entre os Coríntios fosse de alguma forma diferente do dom de curar encontrado entre os Apóstolos em Pentecostes (Actos 3:1-9). Então porque é que havemos de pensar que o dom de línguas em Corinto era diferente do de Pentecostes?

     Além disso, não há nenhuma indicação nas Escrituras de que os anjos tenham a sua própria língua privada. Sempre que eles falam aos homens, eles falam na língua dos homens, sem necessidade de um intérprete. Isto também é verdade quando os anjos falam a animais (Apocalipse 19:17), a Deus (Ap 7:11,12; 16:5), ou a outros anjos (7:2,3). Em cada um destes casos, os anjos que falaram usaram palavras que João compreendeu quando as registava, sem qualquer necessidade de intérprete.

     Encontramos uma prova adicional de que as línguas de Corinto eram línguas conhecidas identificáveis, quando Paulo encorajou os que falavam línguas a procurar interpretar as suas palavras (I Coríntios 14:13.), argumentando:

     "Doutra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua acção de graças, visto que não sabes o que dizes?" (I Coríntios. 14:16).

     Quando Paulo diz que os indoutos não podiam entender os Coríntios quando eles falavam línguas, isto implica claramente que os doutos, ou instruídos, podiam entender as suas línguas. Naqueles dias, os homens doutos como o Apóstolo Paulo falavam frequentemente mais do que uma língua, como acontece muitas vezes com os instruídos hoje. Porém nenhuma quantidade de aprendizagem poderia preparar um homem para entender os Coríntios se eles falassem numa língua conhecida apenas por anjos.

     Tudo isto ajuda-nos a chegar à conclusão de que quando Paulo fala das "línguas dos homens e dos anjos" (I Coríntios. 13:1), as línguas dos homens e dos anjos são uma e a mesma coisa. Esta fraseologia pode soar estranho para nós, mas é semelhante a Apocalipse 21:17, onde João dá as dimensões, em côvados, do muro da Nova Jerusalém, e em seguida se apressa a acrescentar que os côvados de que ele falava eram "conforme à medida de homem, que é a dum anjo." João está a dizer que os côvados dos anjos eram o mesmo que os côvados dos homens e, servindo-se de uma fraseologia semelhante, Paulo está a dizer que as línguas dos anjos são o mesmo que as línguas dos homens. 1


1 Se os anjos têm uma língua nativa, talvez seja o Hebraico, que só poderia ser a língua natural do próprio Deus. A língua Hebraica não tem tempo passado nem futuro, tornando-se numa língua ajustada ao grande "EU SOU", que habita na eternidade, e aos que habitam no céu com Ele (cf. Actos 26:14). 
 
Ricky Kurth
(Continua)

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