Para onde apontam os sinais? (4)

BATISMO NA ÁGUA
O seguinte grande concerto que Deus fez com Israel foi feito com o Rei David. Este concerto tinha a ver com o reino de Deus a ser estabelecido através de Israel. 2 Samuel 7:12-16 regista o Concerto Davídico, cuja essência está capturada nas palavras: “teu [de David] trono será firme para sempre”.
Este reino havia sido prometido há muito à nação de Israel. De facto o propósito de Deus ao dar início à nação centrava-se neste reino. O próprio Deus tinha prometido a Israel por meio de Moisés:
“E VÓS ME SEREIS UM REINO SACERDOTAL E O POVO SANTO …” (Êxodo 19:6).
Apesar de nenhum “sinal” específico estar diretamente identificado com o Concerto Davídico1, à luz de Êxodo 19:6 não é difícil identificar a marca de entrada no reino.
Notemos que Israel tornar-se-ia “um reino sacerdotal”. Em Êxodo 29 aprendemos que a ordenação ao ofício sacerdotal se fazia com uma cerimónia que incluía dois ritos muito importantes: primeiro, uma lavagem com água; segundo, uma unção com azeite. Por outras palavras, a preparação de um sacerdote para cumprir os deveres do seu ofício requeria que se fizessem primeiro duas coisas: primeiro, lavá-los “com água” (ver. 4) e depois, ungi-los (ver. 7,29).
Estas duas coisas veem-se lindamente unidas quando o nosso Senhor, verdadeiro Sumo Sacerdote de Israel, (Hebreus 3:1), apareceu para ser batizado por João a fim de “cumprir toda a justiça”.
Primeiro, Ele foi lavado com água e depois ungido com o Espírito Santo pelo Pai (Mateus 3:13-17). Portanto, a Sua ordenação para o Seu ministério, como Profeta, Sacerdote e Rei de Israel foi completa.
O batismo na água é o sinal do Concerto do Reino – o Concerto Davídico. É “a porta” pela qual o israelita crente se identificava como parte do “pequeno rebanho” a quem o Pai propôs dar o reino (Lucas 12:32. Ver Lucas 7:29,30).
Foi por causa disto, é claro, que João Batista veio pregar “o batismo de arrependimento, para remissão dos pecados” (Marcos 1:4). Nós aprendemos em Atos 13:24 que João pregou “a todo o povo d’Israel o batismo do arrependimento”.
Por outras palavras, João pregou um batismo nacional à nação de Israel como um meio de arrependimento nacional e de preparação para serem o reino de sacerdotes que Deus ordenara que a nação favorecida seria. O batismo na água, nas Escrituras, está claramente associado ao reino dado à nação de Israel.
Em Atos 2:38, Pedro ecoa as palavras de João em Marcos 1:4 quando Ele declara à sua nação:
“… Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo”.
O apelo de Pedro a Israel é um desenvolvimento adicional da anterior chamada de arrependimento feita por João, chamando Israel a colocar fé no seu Messias e a preparar-se para desempenhar o papel que Deus lhes deu como “sacerdócio real, a nação santa” (1 Pedro 2:9).
Do mesmo modo que a circuncisão é o sinal do Concerto Abraâmico e o sábado é o sinal do Concerto Mosaico, o batismo na água é o sinal do Concerto Davídico.
E assim como aconteceu com os outros sinais, a colocação de parte da nação de Israel resultou na colocação de parte da prática do batismo na água. O batismo na água não tem qualquer lugar no atual e corrente programa de Deus.
Do mesmo modo que o programa de Deus para Israel foi substituído pelo Seu programa para o Corpo de Cristo, a cerimónia do batismo na água de Israel foi substituída pelo batismo pelo Espírito de Deus no Corpo de Cristo:
“Assim, também, todos nós, judeus e não-judeus, escravos e livres, fomos batizados pelo mesmo Espírito para formar um só corpo. E a todos nós foi dado de beber do mesmo Espírito” (1 Coríntios 12:13 NTLH).
Este é o “um só batismo”, de Efésios 4:5, que está em vigor atualmente.
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1 Nós cremos que isto é porque o batismo na água (como demonstramos neste artigo) seria facilmente compreendido pelo que era: o rito de iniciação no “sacerdócio real”. Assim, no Livro dos Atos, o batismo na água está sempre associado a “sinais e maravilhas”.
- Richard Jordan
(Continua)
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