Para onde apontam os sinais? (1)

O livro de Marcos conclui com uma passagem que todo o crente e obreiro cristão deveria ponderar em espírito de oração:
“Ora o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no Céu, e assentou-se à direita de Deus.
“E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, E CONFIRMANDO A PALAVRA COM OS SINAIS QUE SE SEGUIRAM. Amém”.
Para percebermos o pleno significado desta última cláusula precisamos de considerar como os “sinais”, no seu todo, são usados nas Escrituras e para o que eles apontam. A este respeito, o Salmo 74:9 é um bom lugar para se começar. Falando da condição da nação de Israel o salmista diz:
“Já NÃO VEMOS OS NOSSOS SINAIS, já não há profeta: nem há entre nós alguém que saiba até quando isto durará”.
Os sinais pertencem claramente à nação de Israel. São seu património; são “os nossos sinais”, diz Israel.
A nação de Israel nasceu no meio de sinais e milagres, exatamente como Moisés lhes lembra em Deuteronómio 26:8,
“E o Senhor nos tirou do Egito com mão forte, e com braço estendido, e com grande espanto, e COM SINAIS, E COM MILAGRES”.
Quando Moisés foi comissionado para libertar Israel do Egito foram-lhe dados dois sinais específicos concebidos para levar a nação a crer. O Senhor declarou-lhe em Êxodo 4:8:
“E acontecerá que, se eles te não crerem, nem ouvirem a voz do primeiro sinal, crerão a voz do derradeiro sinal”.
Os primeiros sinais realizados na Escrituras são por conseguinte sinais efetuados para Israel em relação à sua libertação do Egito e estabelecimento como nação.
Ao longo da história de Israel, os sinais foram parte do seu património, um direito inato. Quando a nação estrava onde devia, fazendo o que Deus lhe deu a fazer, estes sinais estavam no seu meio. Por outro lado, os sinais paravam quando Israel caía em pecado e incredulidade – como foi o caso mencionado no Salmo 74. Provérbios 29:18 também fala disto: “Não havendo profecia, o povo se corrompe …”
Assim, quando o Senhor Jesus Cristo apareceu e começou a realizar sinais e maravilhas, ou milagres, isso não era nada novo para Israel. Eles sabiam exatamente o que se estava a passar. João 4:48 diz-nos:
“Então Jesus lhe disse: SE NÃO VIRDES SINAIS E MILAGRES, NÃO CREREIS”.
O nosso Senhor sabia que Israel não creria se não visse sinais e maravilhas. Porquê? Porque a nação esperava por eles – os sinais eram seu património. Eles eram parte do programa de Israel e a nação tinha o direito de os esperar.
Foi por isso que Pedro, em Pentecostes, declarou à sua nação:
“Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, VARÃO APROVADO POR DEUS ENTRE VÓS COM MARAVILHAS, PRODÍGIOS E SINAIS, que Deus por Ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis” (Atos 2:22).
Como foi Jesus Cristo “aprovado por Deus”? “Com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por Ele fez”. Eles não creriam n’Ele se Ele não tivesse sinais e maravilhas, as credenciais que Deus Lhe deu para demonstrar quem Ele era.
Mais tarde o Apóstolo Paulo seguiu esta mesma linha de pensamento ao escrever em 1 Coríntios 1:22:
“PORQUE OS JUDEUS PEDEM SINAL, e os gregos buscam sabedoria”.
Notemos o enunciado: “Os Judeus pedem sinal”. Eles simplesmente não creriam sem tal confirmação. Eles esperavam-na. Exigiam-na. Era seu direito inato, seu património.
À luz disto, não devemos ficar surpreendidos de vermos que cada concerto que Deus fez com a nação de Israel parece ter tido um sinal a acompanhá-lo. Embora este facto muitas vezes pareça ser subestimado, é realmente um ponto importante na compreensão do significado dos sinais e para onde apontavam.
- Richard Jordan
(Continua)
Para onde apontam os sinais (1)
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