
"Sagrado versus Secular" - Esta dicotomia é correta?
Um pensamento que permeia o pensar de muitos crentes mal esclarecidos é a dicotomia "Sagrado versus Secular". Tal pensamento, vigente na Cristandade, é que se vai à missa para um ato sagrado, enquanto que ir trabalhar é um ato profano. Ainda hoje há uma dificuldade de uma visão unificada da fé Cristã para todas as áreas da vida (cultura, arte, lazer, trabalho, educação, política, etc.). Esta dicotomia permeia não só o pensamento católico, mas muitos protestantes, e não só …
Biblicamente, esta dicotomia não é verdadeira, pois Deus vê tudo como um todo. A vida que o Cristão deve viver para Deus é uma vida integral. Para quem vive realmente para Deus nada é secular, tudo é sagrado.
John Stott diz que "O dualismo, ou o divórcio entre as coisas sagradas e seculares tem sido uma tendência desastrosa na história da igreja". Paulo não pode ser acusado disso. Nas suas cartas, ele transitava simultaneamente entre o sagrado e o secular. Para Paulo "Todas as coisas são puras para os puros" (Tito 1:15). Talvez fosse esse texto que Spurgeon tinha em mente quando disse que "Para um homem que vive para Deus nada é secular, tudo é sagrado".
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Como pode o crente ser político num sistema político ímpio, corrupto?
O Apóstolo Paulo, a quem foi dada a atual Dispensação da Graça de Deus escreveu:
“Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem;
“Isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo” (1 Coríntios 5:9,10).
Num mundo corrupto o Cristão deve fazer sentida a sua presença para fazer a diferença. Infelizmente, alguns isolaram-se de forma errada completamente, enclausurando-se em mosteiros e conventos, contrariando as instruções da Palavra de Deus. Outros, que saíram desse sistema errado com o qual não concordavam parece que querem agora fazer com que também nos retiremos do mundo. Porém Paulo é claro, dizendo que NÃO é “necessário sair do mundo”, mesmo estando com devassos, avarentos, roubadores, idólatras, que, afinal, vemos não apenas na política, mas em todas as esferas da sociedade.
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