
"Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido [ou, apanhado, NTLH] nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai [ou, restaurai, VB] o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado"(Gal. 6:1 RC). “
A primeira coisa que notamos aqui nas palavras de Paulo é como elas diferem radicalmente das suas instruções aos Coríntios, a quem ele disse para excomungar o homem que estava a viver em fornicação (I Cor. 5: 1,2,13). Longe de ser uma contradição, o apóstolo deu diferentes instruções para tratar de problemas diferentes! O fornicador estava a viver numa relação ilícita continuada com o pecado, enquanto aqui Paulo está a falar de um homem que foi "surpreendido, ou apanhado" num pecado.
A palavra “surpreendido, ou apanhado” sugere alguém que está a fugir do pecado, tentando escapar, mas sendo alcançado por ele. Os filhos de Israel não estavam a tentar escapar do Egito, quando Faraó os “alcançou, ou apanhou” junto ao Mar Vermelho (Ex. 14: 9; 15: 9)? Esta imagem vívida do que significa ser surpreendido, ou apanhado, explica porque razão Paulo se dirigiu aos Gálatas para que lidassem com alguém surpreendido, ou apanhado, nalguma falta, com graça, enquanto aos Coríntios ordenou que tratassem com a disciplina da igreja o homem que vivia numa falta.
Ler mais …A restauração na graça (I)

Em 1975, um quadro de Rembrandt conhecido como Ronda Noturna foi cortado por um desequilibrado mental armado de faca, que conseguiu infligir vários cortes grandes na obra-prima, antes de ser detido. Não é preciso ser génio para saber o que aconteceu depois. No dia seguinte, quando o pessoal de limpeza chegou, descobriram esta obra de arte valiosa no meio do lixo, dispondo-se a levá-la com este, certo?
Claro que não! Os funcionários do Rijksmuseum em Amsterdão chamaram logo homens que eram especialistas em restauração de pinturas danificadas. O Ronda Noturna era muito valioso para simplesmente ser atirado para a lixeira, e o crente é demasiado valioso para “ser lançado no lixo” quando é surpreendido nalguma falta. No entanto, esta é muitas vezes a reação dos Cristãos legalistas que deixam de obedecer à ordem de Paulo para encaminhar “o tal com espírito de mansidão".
Eu não sei se os especialistas em restauração de arte podem restaurar uma pintura a ponto de a deixar como nova, mas eu sei que um homem surpreendido numa falha pode ser restaurado a ponto de ser melhor do que novo. Os Cristãos legalistas que duvidam disto devem comparar o uso que Paulo faz da palavra "restaurar", aqui, com a do momento em que os discípulos perguntaram ao Senhor em Atos 1: 6, "restaurarás Tu neste tempo o reino a Israel?". Os estudiosos cuidadosos da Bíblia sabem que eles estavam a perguntar sobre a restauração do reino que Israel conheceu sob Salomão, quando o seu reino atingiu o zénite da sua grandeza. Depois da queda desse grande reino, Deus prometeu ao Seu povo: "… te restituirei [ou, restaurarei] os teus juízes, como eram dantes" (Is. 1:26), e os apóstolos escolhidos para serem esses juízes (Mat. 19:28) estavam a perguntar ao Senhor sobre essa mesma restauração.
Ler mais …A restauração na graça (II)