Entendendo os tempos (I)

Tempestade de areia

     "Um estudante universitário foi visto com um grande K impresso na sua T-shirt. Quando alguém lhe perguntou o que o K representava, ele disse, ‘Confuso’. "

     "’Mas, ‘respondeu o autor da pergunta’, “não se soletra ‘confuso’ com um K”. O estudante respondeu: ‘Não sabe quão confuso estou.’"

     Quando se trata de entender os tempos em que estamos a viver, a Igreja está quase tão confusa quanto este jovem estudante universitário. A grande maioria dos crentes hoje estão convencidos de que os acontecimentos catastróficos preditos por nosso Senhor no Sermão do Monte estão a desenrolar-se diante dos nossos olhos (Mat. 24: 3-8). Estes, dizem eles, são "o princípio das dores" precedendo a vinda do Senhor. Com isto em mente, aqui está uma breve lista dos recentes acontecimentos que eles acreditam ser prova de que estes são o fim dos tempos:

      • O furacão Katrina não é senão um exemplo do aumento de tempestades tropicais no golfo. A tempestade atingiu a costa da Louisiana em 29 de agosto de 2005 deixando 1.800 mortos como resultado. Foi o mais forte furacão de sempre a atingir aquela parte do país, tão forte que a tempestade sobrecarregou o sistema de diques, inundando quase toda a cidade de Nova Orleans.

     • Em 11 de março de 2011, um terramoto devastador atingiu o Japão inesperadamente. O terremoto de magnitude 9,0 durou cerca de 6 minutos, o que provavelmente parecia uma eternidade para aqueles que realmente o experimentaram. O terramoto foi tão poderoso que moveu a terra do Japão 2 metros e meio para leste. De acordo com os sismólogos, foi um dos terremotos mais fortes jamais registados desde que os seus registos começaram a ser efetuados em 1900. Esta mudança dramática das placas tectónicas profundas no Pacífico produziram um tsunami que varreu as ilhas do norte do Japão, provocando morte e destruição numa escala sem precedentes. Estima-se que 10 mil morreram nesse terramoto e tsunami.

     • Novas imagens da recente tempestade de areia no Arizona, parecem claramente revelar um evento do fim do mundo. A tempestade de areia, que subiu cerca de 1.500 metros na atmosfera, estranhamente moveu-se por toda a cidade de Phoenix, conduzindo a uma paralisação total. A isto seguiu-se uma onda de calor que quase tomou conta de todo o país, com temperaturas superiores a 100 graus. A temperatura era tão elevada em Oklahoma e Texas que um repórter de uma das agências de notícias nacionais grelhou um bife médio no painel do seu automóvel. Que calor!

     Apesar de todos estes eventos serem terrivelmente trágicos, para além da compreensão, eles não aconteceram em cumprimento das coisas preditas nas Escrituras, conhecidas como os Últimos Dias. Trataram-se simplesmente de catástrofes naturais, resultado de se viver num mundo amaldiçoado pelo pecado. Além disso, devemos ter em mente que, de acordo com o Espírito de Deus, a criação está num estado de declínio que muitas vezes contribui para esses incidentes. "E: Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, e os céus são obra de Tuas mãos: Eles perecerão, mas Tu permanecerás; e todos eles, como roupa, envelhecerão, e como um manto os enrolarás, e como um vestido se mudarão, mas Tu és o mesmo, e os Teus anos não acabarão”.

     A maioria de nós provavelmente tem peças de vestuário que nos faz sentir tão confortáveis vesti-las que muitas vezes ignoramos o facto de que a sua substituição já deveria ter sido operada. Talvez tenhamos feito algumas alterações ou costurado os buracos nos bolsos ao longo do tempo, mas acabamos por ser confrontados com o inevitável. É um facto da vida que todas as coisas tendem a degradar-se e a desgastar-se. Após a queda, Deus soberanamente instituiu uma lei universal que os cientistas chamam de "a segunda lei da termodinâmica. Esta lei estabelece que todos os sistemas, se deixados entregues a si mesmos, tendem a tornar-se degradados ou desordenados”. Essa tendência é geralmente chamada de entropia.

     Assim, a ciência e as Escrituras concordam que a criação de Deus está a revelar sinais de deterioração gradual. Por exemplo, a camada do ozono na atmosfera superior está a diminuir lentamente. É por isso que se aplica protetor solar com mais frequência, que agora é de até 100 FPS, para proteção dos nocivos raios solares ultravioletas. Não fazer isso deixa-nos vulneráveis às queimaduras solares dolorosas e até mesmo ao cancro de pele. Damos graças a Deus porque quando entramos no estado eterno, Deus irá renovar os Céus e a Terra, para que eles deixem de estar sujeitos ao declínio e ruína devido ao pecado do homem (II Pe. 3: 12,13).

     Assim, os eventos cataclísmicos que todos nós temos vindo a assistir nos últimos anos devem-se à maldição e ao envelhecimento da Terra. E eu acho que é justo dizer que essas ocorrências irão, provavelmente, tornar-se mais frequentes e mais graves no futuro. No entanto, estes acontecimentos não são cumprimento do Sermão do Monte, como muitos afirmam.

     Se comparar o Sermão do Monte com os juízos dos selos em Apocalipse capítulo 6, descobrirá que eles combinam perfeitamente uns com os outros (Mateus 24: 1-8. Cf. Apocalipse 6: 1-17). Esta é uma clara indicação de que os eventos do Sermão do Monte - as guerras e rumores de guerras, nação contra a, fomes, pestes, e terremotos -, terá tudo lugar na futura Grande Tribulação. Nesse dia, os tais serão resultado direto de uma intervenção divina, quando Deus derramar a Sua ira. Não haverá absolutamente nenhuma dúvida nas mentes daqueles que estão abrangidos por estas decisões de que eles vêm da mão de Deus (ver Apocalipse 6: 15-17). Estes são os últimos tempos que o Senhor falou no Sermão do Monte que precederão a Sua segunda vinda à Terra.

     Assim então, a atual turbulência no Médio Oriente, as fomes em África, e as doenças, são tudo produto de se viver no dia do homem, e não o cumprimento da profecia! Vamos admitir, porém, que essas coisas poderiam muito bem estar a preparar o palco para o futuro dia do Senhor, quando Deus irá retomar o Seu programa profético, após o Arrebatamento da Igreja.

- Paul Sadler
(Continua)

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