BATIZADOS EM CRISTO (2)

(Continuação)
O Batismo Bíblico
Comecemos em Mateus, capítulo 3, onde encontramos o ministério de João Batista.
«E, naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia, e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.»
Logo nas primeiras páginas do Novo Testamento, lemos acerca de João Batista a pregar o reino.
É interessante passar ao capítulo 1 de João e ler acerca do ministério de João Batista, vendo como os líderes de Israel foram ter com ele para observar e interrogá-lo acerca do seu ministério. Perguntaram-lhe:
«Porque estás a fazer isto aqui no deserto? Quem te enviou? Com que autoridade batizas?» (Ver. 25)
É interessante que nunca tenham ido ter com ele para lhe perguntar: «O que estás a fazer?» ou «Porque estás a mergulhar (ou a aspergir, ou a derramar água sobre) estas pessoas neste rio?»
Não precisavam de lhe perguntar o que estava a fazer, porque sabiam. Já o tinham visto muitas vezes.
O próprio batismo não era uma prática nova. Era antiga. Remonta, no Antigo Testamento, ao livro de Levítico.
No capítulo 8, vemos a consagração de um sacerdote para a nação de Israel.
«Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Toma a Aarão e a seus filhos com ele, e as vestes, e o azeite da unção, e o novilho da expiação do pecado, e dois carneiros, e um cesto de pães asmos; e ajunta toda a congregação à porta da tenda da congregação. Fez, pois, Moisés como o Senhor lhe ordenara; e a congregação se ajuntou à porta da tenda da congregação. Então disse Moisés à congregação: Isto é o que o Senhor ordenou que se fizesse» (vv. 1-5).
Começa agora a cerimónia de consagração de Aarão e dos seus filhos para se tornarem sacerdotes na nação de Israel.
«Então Moisés fez chegar a Aarão e a seus filhos, e os lavou com água» (v. 6).
O primeiro passo para alguém se tornar sacerdote na nação de Israel era ser lavado com água à porta do tabernáculo. Assim, Moisés lavou-os.
Mas há outra coisa que nos é mostrada à medida que a cerimónia prossegue, no versículo 10:
«Então Moisés tomou o azeite da unção, e ungiu o tabernáculo, e tudo o que havia nele, e o santificou. E dele espargiu sete vezes sobre o altar, e ungiu o altar e todos os seus utensílios, como também a pia e a sua base, para os santificar. Depois derramou do azeite da unção sobre a cabeça de Aarão, e ungiu-o, para o santificar» (vv. 10-12).
Primeiro, Aarão é lavado com água. Segundo, Moisés derrama sobre ele um recipiente de azeite.
Depois, avançamos na passagem até ao versículo 14, e começam os sacrifícios:
«Então fez chegar o novilho da expiação do pecado; e Aarão e seus filhos puseram as suas mãos sobre a cabeça do novilho da expiação do pecado, e Moisés o degolou.»
Depois, no versículo 22:
«Então fez chegar o outro carneiro, o carneiro da consagração; e Aarão e seus filhos puseram as suas mãos sobre a cabeça do carneiro. E Moisés o degolou; e tomou do seu sangue, e o pôs sobre a ponta da orelha direita de Aarão, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o dedo grande do seu pé direito.»
Vemos, assim, Aarão com o cabelo molhado, azeite a escorrer-lhe pela cabeça, pelo pescoço e pela roupa, e agora com sangue na orelha, sangue no polegar e sangue no dedo do pé.
E não é tudo. No versículo 30, lemos:
«Também Moisés tomou do azeite da unção, e do sangue que estava sobre o altar, e o espargiu sobre Aarão, sobre as suas vestes, e sobre os seus filhos, e sobre as vestes dos seus filhos com ele; e santificou Aarão, as suas vestes, e os seus filhos, e as vestes dos seus filhos com ele.»
Moisés pega na mistura de sangue e azeite e salpica aqueles homens.
Vemo-los vestidos com roupas finas e bonitas, mas como estão eles? Têm sangue na cara, sangue nas mãos e as roupas manchadas de sangue.
No capítulo 9, os sacerdotes, depois de consagrados, começam o seu ministério.
Avancemos agora 1500 anos, até ao rio Jordão, e veremos que estas figuras se tornam realidade.
Apareceu o maior dos profetas, João Batista, proclamando:
«Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.»
Que tipo de reino seria esse? Em Êxodo 19:6, Deus diz que Israel seria um reino de sacerdotes e uma nação santa.
João aparece e anuncia a chegada iminente do reino. Os israelitas precisavam de assumir o seu devido lugar nesse reino de sacerdotes. A primeira coisa que precisavam de fazer era ser consagrados.
Como deviam os sacerdotes ser consagrados? Voltemos a Levítico... Precisavam de ser lavados com água, ungidos com azeite e aspergidos com sangue.
E assim, aquelas pessoas formaram uma fila junto ao rio, prontas para serem batizadas com água. A cerimónia de consagração tinha começado.
Tinham visto aquilo muitas vezes no templo. Tinham visto sacerdote após sacerdote ser lavado (batizado), ungido e aspergido durante a sua consagração para o ministério.
Sabiam do que se tratava e, por isso, desceram em multidão até ao Jordão.
Mas esperem! Veio outra pessoa.
«Então veio Jesus da Galileia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele. Mas João opunha-se-Lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por Ti, e vens Tu a mim? Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele o permitiu» (Mateus 3:13-15).
Que justiça precisava Cristo de cumprir? A justiça da Lei, conforme ordenado por Deus em Levítico, capítulo 8.
O Senhor Jesus Cristo seria o Sumo Sacerdote de Israel e precisava de ser consagrado. Veio ao rio, e João disse:
— Não. Não vou fazer isso.
O Senhor respondeu:
— Sim, vais, porque vamos cumprir toda a justiça. A Lei diz que tenho de ser lavado com água para me tornar sacerdote.
Imediatamente a seguir, nos versículos 16 e 17, lemos:
«E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se Lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre Ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo.»
O Senhor Jesus Cristo foi primeiro lavado na água, como Aarão. Mas, ao contrário de Aarão, sobre quem foi derramado azeite para o ungir para o seu ministério sacerdotal, o Senhor Jesus Cristo foi ungido pelo próprio Deus com nada menos do que o Espírito Santo.
Pedro compreendeu isto, pois diz:
«Esta palavra, vós bem sabeis, veio por toda a Judeia, começando desde a Galileia, depois do batismo que João pregou; como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude...» (Atos 10:37-38).
O próprio Deus interveio na consagração e ungiu o Seu Filho — não com azeite, mas com a realidade que o azeite apenas simbolizava como figura.
Houve muitas pessoas na história de Israel que foram ungidas — sacerdotes, reis e profetas —, mas este Homem era o Ungido por excelência.
Pedro diz acerca d’Ele:
«Deus o fez Senhor e Cristo» (Atos 2:36).
A palavra «Cristo» vem do termo grego Christos, que significa «o Messias ungido».
Como se torna alguém sacerdote? Primeiro, é lavado — batizado — na água. Depois, é ungido com azeite. Finalmente, é marcado com sangue, desde a orelha até ao pé.
Cristo tinha sido lavado com água no Jordão. Depois, foi ungido pelo próprio Espírito Santo.
Mas faltava ainda um batismo.
«Vim lançar fogo na terra; e que mais quero, se já está aceso? Importa, porém, que seja batizado com um certo batismo; e como Me angustio até que venha a cumprir-se!» (Lucas 12:49-50).
Quando vemos, no Antigo Testamento, Moisés a colocar sangue na orelha, na mão e no pé de Aarão, e depois a aspergi-lo, salpicando os sacerdotes com aquele sangue, compreendemos agora que tudo isso apontava para Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote.
Depois de ser batizado com água no Jordão e ungido por Deus com o Espírito Santo, o Sumo Sacerdote Ungido de Israel foi batizado com sangue — salpicado da cabeça aos pés — quando o chicote lhe abriu a pele, os espinhos lhe perfuraram a testa e os pregos lhe rasgaram as mãos e os pés.
Foi batizado no Seu próprio sangue para completar a Sua consagração e oferecer-Se a Si mesmo como sacrifício.
Já analisámos a consagração de Aarão e a consagração do Senhor. Voltemos agora ao povo de Israel.
O povo de Israel devia tornar-se um reino de sacerdotes e precisava de ser consagrado para entrar no sacerdócio do Messias.
João Batista iniciou esta cerimónia para preparar o povo, mas disse:
«Eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas Aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu, cujas alparcas não sou digno de levar; Ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo» (Mateus 3:11).
João estava, na prática, a dizer:
«Só vos posso conduzir até aqui, através de uma parte da consagração. Mas Aquele que vem depois de mim batizar-vos-á com o Espírito Santo e com fogo.»
Voltemos ao livro de Atos e vejamos a concretização disto no Dia de Pentecostes.
«E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem» (Atos 2:1-4).
O que estava a acontecer? Pedro explica-o no versículo 16:
«Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do Meu Espírito derramarei sobre toda a carne.»
Aqui, Deus está a batizar por meio do derramamento do Seu Espírito, derramando o azeite da unção sobre aqueles que desejam entrar no reino de sacerdotes.
Continuando nos versículos 32 e 33, Pedro diz:
«Deus ressuscitou a Este Jesus, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela dextra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis.»
Falta uma última parte da consagração. Na sua primeira epístola, Pedro revela a etapa final da iniciação sacerdotal:
«Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo» (1 Pedro 2:5).
Pedro chama a estas pessoas «sacerdócio santo».
Como foram consagradas? Foram lavadas na água, foram ungidas pelo Messias com o Espírito e, ao olharmos para o início da epístola, vemos que eram:
«Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo» (1 Pedro 1:2).
Tinham sido plenamente consagradas — lavadas na água, ungidas com o Espírito e aspergidas, não com o sangue de um bode ou de um carneiro, mas com o sangue de Jesus Cristo.
Todos estes batismos que vimos até agora, por mais belos que sejam, faziam parte de um programa de Deus anunciado por profecia. Eram parte de uma mensagem que prometia a entrada num reino aqui na Terra.
Este era o plano de Deus para a nação de Israel. Eram batismos judaicos.
Sabemos, pela continuação da leitura da Bíblia, ao longo do livro de Atos, que chegou um momento em que Deus pôs de lado a nação de Israel e adiou o seu reino.
Deus tinha enviado João Batista. O Senhor Jesus Cristo tinha vindo à nação. O Espírito Santo tinha vindo e enchido os discípulos.
A resposta de Israel foi: morte, morte, morte.
Assistiram à decapitação de João Batista. Entregaram o Senhor Jesus Cristo para ser crucificado. Eles próprios pegaram em pedras e apedrejaram Estêvão, um homem cheio do Espírito Santo.
Em Atos 7 e 8, a nação de Israel foi rejeitada, e aquele reino terreno foi colocado «em suspenso».
Então aconteceu algo maravilhoso.
Da glória celestial, o Senhor Jesus Cristo estendeu a mão, numa graça e misericórdia insondáveis, a um homem que seguia por uma estrada, com vingança e amargura no coração — um homem chamado Saulo —, que ia a caminho de perseguir os santos de Deus.
Era um homem chamado «o principal dos pecadores» e o líder da rebelião de Israel contra o Senhor.
O Senhor deteve-o no seu caminho e salvou-o pela Sua graça.
O nome deste homem foi mudado de «Saulo» para «Paulo», e Deus fez dele um apóstolo. Foi chamado como apóstolo não para a nação de Israel, mas para os gentios. Não como apóstolo de um reino terreno, mas do Corpo do Senhor Jesus Cristo. Não como apóstolo de um programa anunciado por profecia, mas de um segredo — um mistério — que esteve oculto em Deus desde antes da fundação do mundo (Efésios 3:9).
Uma parte dessa revelação, chamada «o mistério», que o Senhor Jesus Cristo revelou a Paulo, era um batismo.
Não era um batismo de água, nem um batismo de azeite, nem um batismo de sangue. Era um batismo desconhecido antes do apóstolo Paulo.
Pode pesquisar as Escrituras desde Génesis até aos escritos de Paulo e não encontrará sequer um indício deste batismo.
A primeira referência a este novo batismo encontra-se em Romanos, capítulo 6:
«Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na Sua morte?» (v. 3).
Em 1 Coríntios 12:12-13, Paulo escreve:
«Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.»
Paulo escreve acerca de um batismo que faz parte exclusivamente do «mistério», encontrado apenas nas suas epístolas — um batismo singular para nós, que vivemos na dispensação da graça de Deus.
Este batismo não tem qualquer relação com a entrada num reino terreno. É um batismo que nos introduz no Corpo de Cristo.
Não é um batismo do sacerdócio — não é uma lavagem com água, nem uma unção com azeite, nem uma aspersão de sangue. Também não é um batismo em que o Messias derrama o Seu Espírito sobre o Seu povo.
É um batismo realizado pelo próprio Espírito Santo, que toma um crente, no momento em que este deposita a sua fé no Senhor Jesus Cristo, e o une ao corpo e à pessoa do Senhor Jesus Cristo, de tal modo que se torna um com Ele (1 Coríntios 12:12).
Paulo era capaz de olhar para a igreja em Corinto e ver Cristo, e não apenas muitos membros individuais. Eles eram um com Ele. Eles eram Cristo!
Creio que não pode haver dúvida de que o «um só batismo» de que Paulo escreve em Efésios 4:5 é o mesmo batismo acerca do qual escreveu em Romanos 6 e em 1 Coríntios 12.
É o facto de um só Espírito nos ter batizado num só Corpo. Este é o único batismo para a dispensação da graça de Deus em que vivemos.
Alguém dirá inevitavelmente:
— Espera lá! Não batizou Paulo algumas pessoas com água? E, se ele as batizou com água e o Espírito Santo também as batizou, então são dois batismos, certo?
Vamos analisar isso.
Precisamos de compreender que, no início do ministério do apóstolo Paulo, no livro de Atos, ele não só batizou pessoas, como também as circuncidou (Atos 16:3).
Apesar de tudo o que Paulo tinha escrito aos Gálatas contra a prática da circuncisão, pegou num dos Gálatas, Timóteo, e circuncidou-o.
Continuando a ler o mesmo livro, vemos Paulo a cortar o cabelo para cumprir um voto judaico. Vemos Paulo a entrar no templo para oferecer um sacrifício judaico. Ouvimos Paulo a falar em línguas. Vemos Paulo a batizar pessoas com um batismo judaico.
A questão é: «Devemos segui-lo?» ou «Será isso um exemplo para nós?»
Veja o que ele diz em 1 Coríntios, capítulo 1:
«Dou graças a Deus porque a nenhum de vós batizei...» (v. 14a).
Um bom batista, não é?
Mas depois lembra-se de alguns:
«... senão a Crispo e a Gaio... E batizei também a família de Estéfanas; além destes, não sei se batizei algum outro. Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã» (vv. 14, 16-17).
Entre as muitas coisas que poderiam ser ditas, quero destacar um ponto: quando Paulo pregava o seu Evangelho — o Evangelho da graça de Deus —, desde o início até ao fim do seu ministério, não tinha de pregar o batismo na água juntamente com ele.
Quando Pedro pregava o seu Evangelho — o Evangelho do reino —, tinha de pregar o batismo na água. Em todo o lado onde Pedro pregava, pregava também o batismo na água. Cristo tinha-o enviado para pregar o batismo na água e o reino (Mateus 28:19-20; Marcos 16:15-18).
Paulo diz: «Não fui enviado para batizar.»
O batismo na água nunca foi uma parte intrínseca do seu Evangelho.
De facto, ao lermos as epístolas de Paulo, não encontramos em lado nenhum uma súplica, uma ordem, uma exortação, uma recomendação ou qualquer afirmação no sentido de que os membros do Corpo de Cristo devam ser batizados na água.
Por que razão, então, batizou ele?
Paulo escreve:
«Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido» (1 Coríntios 13:12).
A palavra grega traduzida por «enigma» (na KJV, «obscuramente») significa «um quebra-cabeças».
Nesta fase do seu ministério, durante o período abrangido pelo livro de Atos, Paulo, ao olhar para o seu próprio ministério, poderia dizer: «Ainda não sei tudo.»
Poderíamos perguntar-lhe:
«Paulo, porque cortaste o cabelo? Porque cumpriste aquele voto? Porque ofereceste aquele sacrifício? Porque falaste em línguas? Porque batizaste aquelas pessoas com aquele batismo judaico?»
Há várias razões, mas creio que houve ocasiões em que Paulo teria dito:
«É um pouco enigmático, não é? Até eu, naquela altura, ainda não conhecia toda a questão.»
Mas chegou o dia em que o Senhor Jesus Cristo completou a revelação do mistério ao apóstolo Paulo, quando este estava preso em Roma.
Nessa altura, Paulo passou a conhecer plenamente a revelação que Cristo lhe tinha dado.
Lemos acerca disso nas epístolas da prisão — Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom — e nas epístolas pastorais.
Paulo diz agora, tendo pleno conhecimento do mistério:
«Há um só batismo» — um só Espírito que nos batiza num só Corpo (Efésios 4:5).
E, em Colossenses 2:15, diz-nos que, quando estamos nesse único Corpo, batizados em Cristo, estamos «completos, ou perfeitos, n’Ele».
(Continua)
Por Dennis Kiszonas
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