A língua
Deus deu-nos uma língua, e deu-nos dois ouvidos. Devemos ouvir duas vezes mais do que falamos. Deus colocou a língua interiormente de forma a evitar danos, enquanto os ouvidos estão exteriormente, construídos para não serem fechados. Nós devemos escutar sempre, mas nem sempre falar. Há um ouvido em cada lado da cabeça de modo a que se perdemos uma palavra de um lado podemos apanhá-la com o outro. Além disso, uma ponta da língua está fixa. Mesmo com a ponta presa que terríveis danos ela tem provocado. Além disso foram-nos dados dois pares de cercas para impedir que devaneie. Primeiro os nossos dentes que estão ali para nos capacitar a morder a ponta da nossa língua quando somos inclinados a dizer algo de errado. Isto é bastante evidente, pois um bebé no nascimento tem todos os membros do corpo presentes, menos os dentes, pela simples razão de ele ainda não poder falar. Mas a partir do momento que começa a falar recebe os dentes para poder trincar a sua língua. Uma outra cerca são os lábios, e apesar de todas estas precauções ainda necessitamos de uma vigilância constante à sua porta, como ora o Salmista no Salmo 141:3: “Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca: guarda a porta dos meus lábios.”
August Van Ryn

