Verdadeiro Poder - Ron Jacobs - Ex-gangster

Fui educado desde os 6 anos de idade para ser um criminoso. Toda a minha vida girou em
torno do crime organizado. Concentração de apostas, empréstimo de dinheiro a altíssimos
juros, jogos de azar – rigorosamente assim, estava mesmo nisto. Com cerca de 20 anos eu
era um ex-criminoso com um vasto cadastro criminal. Duas raparigas com quem tinha crescido foram salvas. Elas convidaram-me em 1957 para a Cruzada de Billy Graham em Nova Iorque. Fui lá todas as noites. De facto, estava a tentar impressionar as raparigas. Elas puxaram-me. Eu não queria ouvir o que era ali dito. Era um rufião – que me importava que alguém pregasse sobre Cristo?

Mas uma noite, Billy Graham acertou-me em cheio. Como agente de apostas, eu era uma
pessoa muito lógica, porque os agentes de apostas tratam com probabilidades o dia inteiro. O sr. Graham pregou acerca das profecias da Bíblia e acerca da probabilidade astronómica daquelas profecias cumprirem-se por casualidade. Aquilo realmente impressionou-me e captou a minha atenção. Os pregadores faziam sempre apelos emocionais. Mas este era um apelo intelectual, e atingiu-me.

Na minha mente, a família do crime de que eu fazia parte era a organização mais poderosa no mundo. Se decidissem que irias morrer, matavam-te. Mas no quarto dia da Cruzada, o sr. Graham falou da ressurreição de Lázaro. Se alguém morresse, Jesus podia ressuscitar.

“Fantástico!”, pensei. “Isso é que é verdadeiro poder. O grupo com que eu estava não tinha esse poder. É Jesus que tem o verdadeiro poder”. Na minha mente não havia dúvida de que Cristo é o Salvador, o único caminho para Deus.

Apesar disto eu ainda era um jogador. O meu jogo é que me salvaria mais tarde, por isso não deixaria a vida de crime que eu amava. Durante os anos seguintes, passei a vida a entrar e a sair da prisão. Eu conhecia a verdade do Evangelho e pensava sempre, “serei salvo um dia quando for velho”.

Mais tarde administrei um clube nocturno e um bar. Sempre que uma Cruzada de Billy Graham era televisionada eu via-a num pequeno televisor nas traseiras do meu bar. Eu queria sempre ouvir o que ele tinha a dizer de Cristo. Ele semeou a semente para o que iria acontecer.

Em 1976, a minha mulher, Essie, foi a uma reunião evangelística numa tenda em Coney Island e confiou em Cristo como seu Salvador. Na altura eu estava a ter êxito, tanto nos negócios legítimos como nos ilegítimos. Essie e eu fazíamos viagens a Las Vegas para o alto jogo. Mas de repente, em vez de beber e jogar comigo, ela pôs-se a falar-me de Jesus. Isso abriu realmente os meus olhos. Prometi mudar.

Permiti que ela me levasse à igreja. Fechava o meu estabelecimento fora de horas às 6 horas da manhã, levava à boca 2 pastilhas de hortelã pimenta e às 11 horas ia à igreja com Essie. Era fácil. Tudo o que eu tinha que fazer era dizer “amem” no momento apropriado. No entretanto, eu ia a um restaurante – covil de criminosos – no lado oposto da rua onde nós vivíamos.

Em Agosto de 1976, fui vítima da ira de dois criminosos. Eles armaram-me uma cilada no exterior do restaurante e deixaram-me numa poça de sangue. Essie encontrou-me e levoume para o hospital. Fracturei o crânio. Quebraram-me 27 ossos das minhas mãos. Os médicos operaram-me durante seis horas.

Depois disso a minha cabeça e mãos foram completamente envolvidas por ligaduras. Eu não podia fazer nada por mim. Essie permanecia ao lado da minha cama, lendo-me o livro de João. Se eu necessitasse de algo, dizia-me ela, “se quiseres mais uns versículos, eu leio”. Ele deu-me o Livro de João às colheres.

Então, num domingo de manhã, eu escapei do hospital para apostar $5.000 (dólares) num jogo de basebol. Depois de ter feito a aposta não tinha nenhum lugar para ir, porque perdera as minhas chaves na agressão. Assim fui à Igreja Baptista do Calvário ter com a minha mulher.

Agora o quadro era este: eu estava todo ligado com ligaduras em torno da cabeça e mãos, e o pastor, Donald R. Hubbard, estava a pregar sobre a ressurreição de Lázaro (que estava ligado com faixas para a sepultura) operada por Jesus. O pastor fez um apelo, e eu fui à frente recebendo Cristo como meu Salvador.

A mão de Deus ajudou-me a afastar-me do meu velho estilo de vida. O crime organizado sabia que eu nunca me transformaria num delator, porque eu sempre revelara antipatia pelos delatores. Eles deixaram-me abandonar o crime organizado. Eu comecei a estudar a Palavra de Deus. Abandonei os meus interesses no crime e mantive os meus negócios legais enquanto me para o ministério e ensino da escola Dominical.

Cinco anos depois de ter enveredado pela vida Cristã, fui sentenciado a 4 anos de prisão por um crime cometido antes de eu ter recebido Cristo, Mas esta sentença foi diferente das outras. Duas igrejas comissionaram-me como missionário, e eu servi como capelão presidiário e continuei a preparar-me para o ministério. Na prisão, pude levar alguns dos meus antigos associados a Cristo.

Quando deixei a prisão, trabalhei na minha igreja numa posição administrativa e depois com a Comunhão Prisão como director de área para Nova Iorque e Nova Jersey. Fiz isso durante nove anos, equipando a igreja para ministrar a presidiários, ex-criminosos e suas famílias.

Porque tinha um coração para pastorear, regressei à minha igreja mãe e mais tarde aceitei um convite para trabalhar na Igreja Baptista central, onde ensino classes bíblicas, superintendo um programa de Escola Dominical e discípulo crentes.

Quando soube que Billy Graham regressava a Nova Iorque para uma Cruzada, o meu coração fervilhou. O meu amor pelo ministério de Billy Graham baseia-se no facto de que foi ele que me pregou o Evangelho pela primeira vez. A mensagem do Evangelho mudou tudo, e agora estou no meu 26º ano de ministério. É a minha vida.

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