O Bebé e o Senhor da Glória
Para todos nós, nesta altura do ano, o “bebé Jesus” é tema de debate e atenção. De facto, ao longo de todo o ano o Bebé nos braços da mãe e o Sofredor moribundo na cruz são mantidos constantemente diante das multidões, enquanto à ressurreição, ascensão e presente glória no céu do nosso Senhor é dada escassa atenção. Isto deve-se ao facto de tão poucos terem tomado nota da grande mensagem do Apóstolo Paulo sobre o Senhor glorificado no céu. Em 2 Cor. 5:16, o Apóstolo escreveu:“…ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já O não conhecemos deste modo.”
É triste que haja tantos que ainda só conheçam “Cristo segundo a carne.” Eles gostam de abordar as “histórias evangélicas” sobre o “Homem da Galileia,” mas sentem-se estrangeiros nas grandes Epístolas de Paulo.
Paulo era o apóstolo desta presente “dispensação da graça de Deus.” É ele que apresenta Cristo na Sua presente glória como o grande Dispenseiro da graça redentora, por meio dos méritos que Ele ganhou no Calvário. Em Efé. 1:15-23 temos registada a oração do Apóstolo por nós para que nos seja dado “em Seu [de Cristo] conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação”, a fim de podermos experimentar ...
“... qual a sobreexcelente grandeza do Seu [de Deus] poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder,
“Que manifestou em Cristo, ressuscitando-O dos mortos, e pondo-O à Sua direita nos céus.
“Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro” (Efé 1:19-21).
Agradeçamos a Deus o facto do bebé Jesus ter morrido pelos nossos pecados e de Se ter tornado no Salvador ressurrecto, vivo, à mão direita de Deus, que “pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus” (Heb. 7:25).
Cornelius R. Stam



