O Bebé exaltado de Belém
Os registos bíblicos do nascimento de Cristo são na realidade tocantes. Os anúncios angélicos, a virgem grávida, profundamente embaraçada, apesar de altamente honrada; o santo Bebé no estábulo por não haver lugar na estalagem, envolto em panos e colocado numa manjedoura; a noite que subitamente se transformou em dia, a multidão de exércitos celestiais a louvar a Deus! Certamente que é congruente lembrarmo-nos de tudo isto e celebrarmo-lo, especialmente ao tomarmos em conta que o nosso Senhor Se humilhou a fim de poder morrer pelos nossos pecados. No entanto devemos de ter aqui cuidado em não nos transviarmos, para não O conhecermos apenas como um doce bebé numa manjedoura e não como o poderoso Salvador que Ele é.
Como Americanos [e Portugueses] celebramos os aniversários dos grandes homens, mas não enfatizamos a sua mais tenra infância! Honramo-los antes pelo que realizaram, regozijando-nos por estes homens terem nascido.
O nosso Senhor não é mais um bebé e Ele não deseja ser lembrado como bebé, mas antes como Aquele que, tendo morrido pelos nossos pecados no Calvário, agora vive para dispensar as riquezas da Sua graça a um mundo de pecadores perdidos.
Foi da Sua glória no céu que Ele Se revelou ao Apóstolo Paulo e o instruiu para que escrevesse: “Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já O não conhecemos deste modo” (2 Cor. 5:16).
E de novo em Hebreus 2:8,9, o Apóstolo declara: “…agora ainda não vemos que todas as coisas Lhe estejam sujeitas; vemos, porém, coroado de glória e de honra … Jesus” como Aquele que provou “a morte por todos”.
É maravilhoso lembrarmo-nos do nosso Senhor como o Bebé nascido em Belém, mas é ainda mais maravilhoso conhecê-Lo agora como Aquele que “pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Heb. 7:25).
Cornelius R. Stam



