Inescusável
O segundo capítulo da Epístola de Paulo aos Romanos é uma passagem sombria, triste, mas abre a porta à mais rica bênção que o coração humano pode conter: salvação pela graça.
As palavras de abertura: “Portanto, és inescusável [ou, estás sem desculpa],” são na verdade contundentes, mas Deus expõe a nossa condição pecaminosa apenas para nos salvar dela.
É nisto onde a maioria das filosofias e a Bíblia colidem. A maior parte das filosofias fecha os olhos à natureza pecaminosa do homem. Geralmente argumentam que o homem é essencialmente bom, quando evidências irrefutáveis testemunham que ele é essencialmente mau. Consequentemente a filosofia humana não oferece qualquer salvação do pecado e da sua justa condenação. Somente a Bíblia o faz com o seu “Evangelho [boas notícias] da graça de Deus.”
Nos dias de Paulo os filósofos Gregos condenavam os incivilizados pagãos por causa da sua imoralidade e maldade abertas. Mas apesar de pregarem a virtude estes moralistas praticavam eles próprios o vício, e Deus disse: “Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo” (Rom. 2:1).
O mesmo se passa hoje. Multidões de pessoas justas aos seus próprios olhos são exteriormente cultas e moralistas, mas esquecem-se de que Deus olha para o coração e vê o ódio como homicídio, a inveja como roubo e a sensualidade como adultério. Ele considera, não o que fazemos, exteriormente, mas o que desejamos fazer ou desejaríamos ousar fazer. Ele atenta para os desejos e os motivos do coração.
Mas graças a Deus, “Cristo morreu pelos pecadores” – pecadores culpados, e todos os que vêm a Deus pela fé em Cristo são “justificados gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rom. 3:24).
“Inexcusável,” ou “justificado gratuitamente pela Sua graça,” por meio da fé no Cristo que morreu pelos nossos pecados? O que lhe vai acontecer?
Cornelius R. Stam



