Valentine Burke - Um ladrão preso, transformado pelo Evangelho

Jornal de St. Louis, Globe-Democrat

 

     Em 1880, o famoso evangelista americano Dwight. L. Moody  foi a St. Louis, Missouri, nos EUA, participar em reuniões evangelísticas.

     O jornal local, o Globe-Democrat (na imagem acima), anunciou que publicaria as mensagens que ele pregaria. Moody resolveu incluir uma série de textos da Bíblia para que o Globe-Democrat os publicasse no caso das suas próprias palavras falharem.

     Valentine Burke era um ladrão que tinha passado 20 anos da sua vida na prisão. Burke estava nessa altura na cadeia de St. Louis a aguardar julgamento. A solitária estava a desgastá-lo. Numa certa manhã alguém atirou-lhe um jornal para a cela, e a primeira coisa que prendeu a sua atenção foi o título: “Como o Carcereiro de Filipos foi Preso”. Com uma risada, sentou-se para ler a história do carcereiro em apuros. “Filipos!”, proferiu com conhecimento, “isso fica em Illinois. Já lá estive”.

     Tratava-se do sermão de Moody na noite anterior. “Que despropósito é este?”, exclamou Burke. “Paulo e Silas – ‘O que é necessário que eu faça para me salvar?’ O Globe-Democrat publicou este disparate? Ele olhou para a data. Sim, era o jornal da manhã de Sexta-feira. Burke atirou-o ao chão com uma maldição, e pôs-se a andar pela cela como um leão enjaulado. Mas acabou por ler o sermão todo. O seu coração estava inquieto. Pegou no jornal repetidas vezes e leu aquela história estranha. “O que significa isto?”, interrogou-se. “Em todo o caso, o que significa ser salvo? Se um tal Deus existe, como pregador diz, creio que o encontrarei”.

     Perto da meia-noite, depois de passar horas de amargo remorso ao recordar a sua vida desperdiçada, ele orou. Foi a primeira vez que o fez depois de o ter feito em miúdo, de joelhos, com a sua mãe. Burke passou a saber que existe um Deus que pode e quer eliminar o registo mais negro de uma assentada.

     Passadas umas semanas Burke foi a julgamento; e foi libertado. Sem amigos, e com um registo criminal manchado, passou por tempos difíceis durante meses. Mas, sendo tão bravo como Cristão como fora como ladrão, esforçou-se, não desistindo. Foi para Nova Iorque, esperando encontrar ali trabalho honesto. Não tendo conseguido, passados seis meses voltou a St. Louis.

     Um dia, recebeu uma carta para se apresentar no tribunal. Ele pensou: “Devem estar a chamar-me por algum caso antigo que ainda penda sobre mim, mas se for culpado disso confesso-o sem problema”. O Xerife Mason saudou-o amigavelmente. “Por onde tens andado, Burke?” Ele respondeu-lhe que tinha ido a Nova Iorque tentar encontrar um trabalho decente.

     “Burke”, disse o Xerife, “eu segui-te durante todo o tempo que estiveste em Nova Iorque. Suspeitava que a tua religiosidade era uma fraude; mas sei que tens vivido uma vida honesta, e mandei-te chamar para te oferecer um emprego como agente da autoridade”.

     Mais tarde Moody encontrou-se com Burke numa sala do tribunal onde o outrora ladrão agora trabalhava guardando um saco de diamantes.

     “Senhor Moody”, disse ele, “veja o que a graça de Deus pode fazer num ladrão. Olhe para isto!”

     Numa outra ocasião, o Xerife Mason deu a Burke o seu velho álbum de fotos como vilão. Valentine Burke gravou as seguintes palavras nas costas do álbum:

     “[Ele] Levanta o pobre do pó, e do monturo levanta o necessitado, para o fazer assentar com os príncipes, mesmo com os príncipes do Seu povo” (Salmo 113:7,8).

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