O que falhou? II

Humanismo não é humanitarismo; é perverso

 

          “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Colossenses 2:8). 

     O humanismo tem causado um impacto negativo na nossa cultura e isso merece-nos uma atenção especial. Tem causado impacto em todas as pessoas, e especialmente sobre a vulnerável e ingénua juventude nas escolas e universidades, e muitos produtos adultos dessas instituições que ainda trazem as cicatrizes espirituais.

     Nós somos todos a favor do ser humano, mas humanismo não é o mesmo que humanitarismo. O humanismo é uma filosofia ímpia que tem permeado os nossos governos e instituições, e se tem tornado num pretexto para as nossas instituições educacionais mais importantes.

     Os principais humanistas codificaram o seu credo em 1933 com o Manifesto Humanista, que diz: “Os humanistas religiosos olham para o universo como auto-existente e não criado. O humanismo afirma que a natureza do universo descrito pela ciência moderna torna inaceitável qualquer garantia sobrenatural ou cósmica dos valores humanos”.

     Os humanistas creem que Deus não existe. O homem é por conseguinte responsável pelo seu próprio destino e é comandante do seu próprio destino e senhor da sua própria alma.

     O 2º Manifesto Humanista, publicado em 1973, declarou de novo a hostilidade dos humanistas para com o Cristianismo: “Como em 1933, os humanistas ainda creem que o teísmo tradicional, especialmente a fé no Deus que ouve a oração, presume amar e cuidar das pessoas, ouvir e compreender as suas orações, e poder fazer algo por elas, é uma fé não provada e antiquada.  O salvacionismo, baseado na mera afirmação, ainda se revela muito nocivo, enganando as pessoas com falsas esperanças do Céu no futuro. As mentes racionais e lógicas olham para outros meios de sobrevivência”.

Este segundo Manifesto Humanista foi assinado por Americanos de relevo, como Ed Doerr, director executivo da Liberdade Religiosa para os Americanos, e Betty Friedan, fundadora da Organização Nacional de Mulheres.

     Num manifesto Cristão, o saudoso Dr. Francis Schaeffer, respondeu ao Manifesto Humanista com a sua famosa resposta, “[Os humanistas] reduziram o Homem a menos do que a sua finitude natural ao vê-lo apenas como um arranjo complexo de moléculas, tornado complexo por uma casualidade cega”. 

     O humanismo tem encontrado o seu caminho nos currículos, compêndios e classes da escola e da universidade. Muitos dos nossos jovens estão a ser ensinados que não existe Deus, nem Lei Divina, nem responsabilidade, nem propósito na vida, e que eles são resultado de alguma colisão primitiva, aleatória de moléculas e que descendem dos macacos. Será de admirar que muitos tenham perdido o respeito pela vida, quer nas ruas quer nos úteros?

Bill Bright

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