Questões sobre a fé Cristã (XVIII)

Lee StrobelPergunta: O que são os evangelhos gnósticos? E porque foram excluídos da Bíblia?

Resposta: Tem havido muitas reivindicações à volta dos evangelhos gnósticos. Na verdade, os estudiosos teologicamente liberais que compõem o (ironicamente chamado) Seminário de Jesus publicaram Os Evangelhos Completos, apresentando outros 16 (assim chamados) evangelhos juntos com Mateus, Marcos, Lucas e João, sugerindo assim que são igualmente válidos.

     Mas serão? Nem de perto, afirma o estudioso Bruce Metzger. “Eles foram escritos mais tarde do que os quatro Evangelhos, nos segundo, terceiro, quarto, quinto e até mesmo sexto séculos, muito depois de Jesus, e são, de um modo geral, bastante vulgares. Eles têm nomes tais como Evangelho de Pedro e Evangellho de Maria, que não têm qualquer relação com a sua real autoria”.

     Mesmo os exemplos mais antigos como o Evangelho de Tomé e o Evangelho de Judas foram escritos entre os anos 175 e 200, mais de 140 anos depois da vida de Jesus. Quem pensas que seria mais preciso na escrita da história de Abraham Lincoln: um contemporâneo seu que pôde recolher relatos de testemunhas, ou alguém que se baseou em histórias e rumores que circularam durante um século e meio? A resposta é óbvia.

     Além disso, há ensinamentos problemáticos nesses (assim chamados) evangelhos. N. T. Wright afirma em Judas e o Evangelho de Jesus que os gnósticos consideravam quatro ideias básicas: “um mundo perverso; um deus perverso que o criou; salvação que consistia em ser resgatado dele; e resgate que vinha através da transmissão de conhecimento secreto, especialmente o conhecimento de que cada um tem a centelha divina dentro de si”. Mesmo uma leitura apressada dos evangelhos bíblicos mostrará que estas ideias são estranhas aos ensinamentos de Jesus. Por exemplo, neles Ele explica que Deus é bom (João 18:19), que Ele quer que sejamos uma influência no mundo e não que sejamos retirados dele (João 17:15), e que a salvação não vem através do conhecimento secreto mas através do conhecimento do verdadeiro Deus (João 17:3).

     O que importa reter é que nenhuns outros relatos sobre Jesus passam no teste como Mateus, Marcos, Lucas e João. Podemos confiar nos quatro Evangelhos porque eles foram escritos pouco tempo depois da vida de Jesus, basearam-se em relatos de testemunhas, têm referências a lugares-chave corroborados pela arqueologia e são coerentes com os outros ensinos bíblicos. Nada disto acontece com os evangelhos gnósticos.

     “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão connosco.” I João 1:3
 

The Case for Christianity Answer Book
(Livro de Respostas em Defesa do Cristianismo)
Answers About The Bible
(Respostas sobre a Bíblia)

Question 18 (Questão 18)
Tradução de Daniel Ferreira 

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