09-01-2018 - A falta de amor não justifica o divórcio

A falta de amor não justifica o divórcio, diz John Piper
O divórcio não não se justifica simplesmente porque um cônjuge deixou de amar, diz o fundador de Desiring God (Desejando Deus), John Piper.
Numa publicação feita na sexta-feira no site Desiring God, Piper recebeu uma pergunta de um ouvinte anónimo cujo filho adulto estava a planear o seu divórcio.
"Estou totalmente perplexo com o tempo. Não entendo porque ele se sente infeliz, mas ele diz que ‘já não’ está ‘apaixonado’ pela sua esposa", disse o ouvinte.
"O que diria a alguém que deixou de amar o seu cônjuge e porque razão isso não é motivo de divórcio?"
Piper respondeu que o deixar de amar é uma péssima razão para o divórcio, porque, na opinião dele, os casais muitas vezes amam e deixam de amar, mas permanecem juntos.
"É, a meu ver, quase ridículo pensar que se fica apaixonado à mesma pessoa durante 60 anos inteiros, como no início da relação", disse Piper.
"Numa relação entre dois pecadores forçados a viver tão perto como os casados vivem, é ingénuo pensar que o tempo é todo calor, doçura e romance sexual. Isso é apenas contrário a quase toda a história do mundo e ao contrário de toda a constituição da natureza humana decaída ".
Piper continuou dizendo que o manter casado tem a ver com o "honrar a aliança" e "honrar a promessa" em vez de ter a ver com o “continuar apaixonado".
"Sejam homens e mulheres de palavra, homens e mulheres que honrem os votos a que se comprometeram seja melhor ou pior a sorte, homens e mulheres de caráter. É disso que se trata", continuou Piper.
"O casamento é o relacionamento mais difícil de permanecer e o único que promete alegrias gloriosas, únicas e duradouras àqueles que têm caráter para honrar a sua aliança".
De acordo com um artigo da Psychology Today (Psicologia Hoje) em 2013, nos últimos tempos, "deixar de amar" tornou-se no principal motivo de divórcio dos casais.
"É o número um na lista de abandonos do casamento como justificação para se ter uma aventura. As infidelidades parecem exigir que os casais desistam do seu relacionamento. Mas a cura da infidelidade agora parece possível a mais casais", observou a Psychology Today.
Tal como Piper, a Psychology Today também explicou que o deixar de amar "não é uma sentença de morte para um relacionamento", comparando relacionamentos saudáveis a longo prazo "tipicamente em harmonia com períodos de maior proximidade e de distância".
"A chave é estar atento a sinais de distância excessiva e fazer algo para retomar a relação. Normalmente, os casais conseguem fazer isso por si mesmos, se não, uma forma de aconselhamento pode ajudar", acrescentou a Psychology Today.
- in The Christian Post



