"Acidente" Salvador


Autocarro     Um dia um condutor de um autocarro teve por missão transportar uma série de crianças numa pequena excursão. O itinerário incluía a passagem por uma montanha.

     Quando a desciam o autocarro perdeu os travões. O condutor sabia que, à velocidade que iam, esmagar-se-iam de encontro às rochas laterais se procurasse deter a marcha do autocarro lançando-o sobre elas, e desfazer-se-iam se optasse por enveredá-lo pela direcção contrária onde se estendia um enorme abismo.

     Só lhe restava uma alternativa.

     Ele conhecia bem aquela região e sabia que um pouco mais abaixo do sítio onde se apercebeu da avaria havia um pequeno campo plano ao lado da estrada, e que se conseguisse levar o autocarro até lá conseguiria salvar as vidas de todas aquelas crianças que transportava. Com enorme perícia ele conduziu perigosamente o veículo por entre curvas e contra-curvas perigosíssimas numa descida vertiginosa. Depois de conseguir desfazer a última curva de forma bem sucedida e ao avistar ao fundo o referido campo começou a respirar de alívio. Porém, ao aproximar-se, verificou que a única porta de salvação que possuíam e que se lhes deparava já diante dos seus olhos estava semi-fechada. Precisamente à entrada do campo estava um menino a brincar.

     E agora? Que faria ele? Pouparia o menino e todas aquelas crianças morreriam, ou para salvar aquelas crianças teria inevitavelmente que matar o menino?

     Ele optou pela última opção. O autocarro direccionou-se ao campo, embateu violentamente no menino, matando-o, e após ter percorrido mais alguns metros deteve-se no meio do campo.

     Grande azáfama se seguiu depois com a vinda de bombeiros e ambulâncias e a chegada de uma série de jornalistas representantes dos diversos órgãos da comunicação social.

     Estes queriam a todo o custo entrevistar o condutor e inteirarem-se das causas do acidente. Um agente policial informou-os que ele se encontrava incomunicável, pois tinha o coração desfeito com a morte daquele menino. É que tratava-se do seu próprio filho.

     Ora foi assim que procedeu o nosso Deus para connosco. Ao iniciarmos a viagem desta vida cedo nos apercebemos que esta se trata duma descida vertiginosa para uma morte inevitável. Para nos salvar Deus só encontrou uma forma de o fazer – através da morte do Seu próprio Filho, o Senhor Jesus Cristo.

     Podemos imaginar o quanto Deus nos amou! «Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigénito para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna» (João 3.16).

     Mas há uma diferença entre a morte daquele menino e a morte do Senhor Jesus Cristo por nós. O menino não teve escolha possível, mas o Senhor Jesus Cristo poderia ter escolhido não morrer por nós. Todavia não foi isso que aconteceu, pois lemos nas Escrituras:

     «E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, OFERECENDO-SE uma vez para tirar os pecados de muitos aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que O esperam para a salvação» (Hebreus 9.27,28).

     Perante isto, bem podemos fazer a mesma pergunta que a Bíblia diz ter sido feita por alguém certa ocasião, «Que é necessário que eu faça para me salvar?». E bem podemos escutar das Escrituras a mesma resposta que tanto precisamos, «Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo» (Actos 16.30,31).

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