Espinhos, cardos
Quando Deus, depois da queda, amaldiçoou a terra por causa do pecado do ser humano, Ele disse que desde então ela produziria espinhos e cardos e que Adão comeria o seu pão no suor do seu rosto (Gn 3:17-19). Desde aquele dia, os cardos e espinhos são uma figura da maldição do pecado que paira sobre a criação, e das pessoas caracterizadas pelo pecado.
David disse: “Porém os filhos de Belial todos serão como os espinhos” (2 Sm 23:6; compare Is 9:18; Is 10:17). Na parábola a respeito dos quatro tipos de solo, os espinhos são explicados como “os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas” (Mt 13:7 e 22).
Quando os soldados romanos puseram uma coroa de espinhos sobre a cabeça do Senhor Jesus como sinal de escárnio, não tinham consciência do significado do seu acto. Na sua maldade, coroaram o único sem pecado com o símbolo da maldição, sem fazer a mínima ideia de que Aquele justo estava designado por Deus para se tornar uma maldição por nós (Mt 27:29; Gl 3:13).
Entretanto, durante o reino milenar, quando Satanás for amarrado e o Senhor Jesus reinar em justiça e paz, segundo Isaías 55:13, “no lugar do espinheiro crescerá a faia, e em lugar da sarça crescerá murta”.



