Responsabilidade Evangelística

É muito mais confortável, naturalmente, continuar rotineiramente proclamando o Evangelho apenas em frases familiares àqueles que constituem a classe média. Isso, entretanto, seria tão injustificável quanto o teria sido, por exemplo, se Hudson Taylor enviasse missionários à China e lhes determinasse que aprendessem apenas um dos três dialectos diferentes falados por aquele povo.
Tal fosse o caso, apenas um dentre os três grupos teria condições de ouvir o Evangelho. Não podemos imaginar que Hudson Taylor fosse de coração tão empedernido. É claro que ele sabia que os homens não crêem sem a obra do Espírito Santo nos seus corações e a sua vida foi toda de oração para que isso acontecesse; mas, ao mesmo tempo, ele sabia que os homens não podem crer sem ouvir o Evangelho. Cada geração da igreja, em suas circunstâncias particulares, em seu cenário próprio, tem a responsabilidade de comunicar o Evangelho em termos que se possam entender, consideradas a linguagem e as formas de pensamento do ambiente ou período específico em que a comunicação se processa.
Será que um marinheiro ficaria parado se ouvisse o clamor de um náufrago? Será que um médico permaneceria sentado comodamente, deixando os seus pacientes morrerem? Será que um bombeiro, ao saber que alguém está a perecer no fogo, ficaria parado e não prestaria socorro?
E tu, consegues ficar à vontade em Sião vendo o mundo ao teu redor a ser condenado?



