Os anos perdidos

Existem muitas pessoas que não têm remorsos. Fiéis, piedosas, sem vacilar no seu amor e lealdade a Cristo, demonstram a beleza do seu andar e o consequente poder das suas palavras apresentando uma vida de devoção sem desvios. Depois, há outras entre nós que poderiam cantar o velho hino: "Ó, os anos gastos no pecado, se fosse possível recuperá-los Eu os entregaria ao meu Salvador, e me curvaria à Sua vontade".
Conta-se, que no tempo do império romano, um jovem crente foi enviado desde as catacumbas de Roma com uma mensagem para uma igreja distante. Enquanto atravessava uma zona de selva ouviu uns rugidos de agonia de leão. Aproximou-se cautelosamente do lugar de onde ouvia os rugidos e viu que a fera tinha uma estaca de madeira espetada numa das patas dianteiras. Trouxe água para o animal, e corajosamente tratou-lhe a ferida, depois de lhe ter retirado a estaca da pata, e com resinas a ter untado, ligando-a depois com tiras de pano que fez das suas vestes.
Ontem eu vi-te quando começavas o teu dia. Acordaste e nem sequer oraste ao teu Deus. Ou melhor, durante todo o dia não oraste, e nem te lembraste de agradecer a tua comida. Tu és muito ingrato para com o teu Deus, e isso em ti agrada-me muito. Eu também gosto da enorme fraqueza que sempre demonstras no que diz respeito ao teu crescimento espiritual, em seres um Cristão.


