Aprendendo a Discernir (XI)

De acordo com a Palavra de Deus é no interesse do crente que ele deve ser determinado em ser um discernente, respeitando e exibindo as características anteriormente enunciadas e a seguir serão desenvolvidas.

1. Tem firmemente desenvolvida a noção de certo e errado e prefere a sabedoria à loucura.

     Esta guerra actualmente desenvolvida pelo controlo cultural é muito mais danosa do que as perseguições do passado. Os inimigos visíveis da guerra convencional são mais fáceis de combater do que os invisíveis na guerra de guerrilha. A aflição física por amor a Cristo (mesmo até ao sacrifício da própria vida) é uma cruz pesada, mas é facilmente reconhecida como prova da nossa fé. Agora, a erosão do carácter, o rombo dos prazeres inocentes, e a degradação da própria vida que acompanha a moderna cultura popular, ocorre são subtilmente que nem nos apercebemos que esteja a acontecer algo. O diabo é muito astuto e nós não devemos ignorar os seus ardis.

     O discernente tem de ter a consciência que o ataque destas hostes à sua mente é um processo lento e insidioso. Uma compreensão clara do certo e do errado livra-o do “purgatório” da confusão cinzenta.

     David sabia que a melhor defesa é uma boa ofensiva. Ele estudava afincadamente a Palavra de Deus para poder ser mais sábio do que os seus inimigos. No Salmo 119.97,98,101,104,105 apercebemo-nos da afeição que ele tinha pela instrução de Deus. “Oh! quanto amo a Tua lei é a minha meditação em todo o dia. Tu, pelos Teus mandamentos, me fazes mais sábio que meus inimigos; pois estão sempre comigo. Desviei os meus pés de todo o caminho mau, para observar a Tua Palavra. Pelos Teus mandamentos alcancei entendimento; pelo que aborreço todo o falso caminho. Lâmpada para os meus pés é Tua Palavra, e luz para o meu caminho.” É uma maior familiarização com a Palavra de Deus que nos dará um maior discernimento. A familiarização com as Escrituras prepara-nos para discernirmos as mensagens perigosas da cultura popular. Está aqui o segredo para vencermos tudo quanto temos estado a abordar.

2. Compreende que nem toda a música, media, e entretenimento se trata de diversão inofensiva.

     Muitos acham que uma diversão, por se tratar de uma diversão, não pode causar danos. Não se esqueçam que Satanás é o príncipe deste mundo. Ele governa, inspira, influencia e move tudo. Ele está por detrás de onde menos imaginamos. I Pedro 5.8 revela que Satanás odeia-nos e tem um terrível plano para a nossa vida. Ele não olha a meios. Madonna, Calvin Klein, etc. não são os inimigos, mas apenas vítimas e instrumentos. Todos os dias há uma enorme batalha a que nenhum de nós é alheio. Precisamos de estar permanentemente conscientes de Efésios 6.10-13: “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau, e, havendo feito tudo, ficar firmes.”

3. Reconhece que os que são responsáveis pela criação e promoção do entretenimento popular não têm, na maioria dos casos, valores bíblico-cristãos.

     Não é novidade alguma o facto de a programação televisiva estar nas mãos de apenas uma mão cheia de escritores, produtores, directores e executivos. Quando se toca no aspecto moral no que é que eles crêem?

     Foi feito um inquérito junto destes indivíduos de vários meios dos media. Resultado? São pouquíssimos os que frequentam uma igreja. 90% acha que uma mulher tem o direito de decidir por si se deve ou não ter um aborto; 79% concorda mesmo com o aborto. ¾ acha que o comportamento homossexual está correcto. Só 9% achava que a homossexualidade é algo errado. 54% achava que o adultério não está errado. Só 15% achou que as relações extra-conjugais são imorais. Conclusão? Estes indivíduos, na sua esmagadora maioria, são fortes apoiantes da libertinagem e permissividade sexual.

     É claro que o discernente abraça um padrão que colide com o destes indivíduos. Por exemplo em Gálatas 5.16,19-21 aprendemos as fronteiras de uma conduta correcta. “Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: Prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.” É triste vê-los celebrar o que as Escrituras reprovam e condenam.

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