Aprendendo a Discernir (I)

     As companhias de cinema, Tv, música, entretenimento em geral, gastam milhões de contos todos os anos para nos seduzir. Para nos protegermos temos que aprender a discernir.

     Eze 44:23  «E a meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o impuro e o puro».

     Job 6.30 «Há porventura iniquidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar distinguir coisas iníquas?»

     O comportamento sexual pré-matrimonial de muitos jovens crentes tem sido virtualmente idêntico aos dos descrentes. Há estudos que revelam isso, e infelizmente vê-se …

     Isto acontece pela formação que tiveram nos seus tenros anos, devido à pressão da moda do mundo (que se sente mais pelo seu pouco envolvimento na igreja), e pela falta de comunicação com os pais.

     Uma das influências menos levadas a sério, e por isso, mais esquecidas e subestimadas tem sido a da cultura do entretenimento – música, cinema, Tv, publicidade – com mensagens hostis aos princípios bíblicos que se impregnam em todos, mas particularmente nas crianças e jovens.

     Os valores negativos dos media estão a ser postos diante dos nossos olhos para que os interiorizemos. Nunca nos esquecemos que foi por um olhar que o diabo conquistou Eva. A táctica continua a ser a mesma, embora sob nova roupagem.

     Resultados: “carros discoteca” ‘ assumem que todo o mundo quer partilhar a sua música preferida, ou então são surdos. Alguns carros parecem conter no interior um F-16. Outros usam um aparelho aos ombros pela rua fora em altos berros. Isto apenas como exemplo da sua eficácia no campo musical.


Música e Media – a batalha pelo controlo das mentes.

     3 jovens mataram um amigo – parcialmente por curiosidade – com tacos de basebol. Cada um deles tinha interesse em música black metal – com letra que fala de tortura e destruição. Tinham curiosidade em saber qual era o sentimento de se matar alguém. A vítima perguntava, “Porquê, eu? Porquê eu, Pá?” Eles responderam, “Porque é divertido, Estêvão”.

     Um miúdo de 12 anos violou a meia irmã de 5 anos. Obteve a ideia quando via TV em casa da tia. Saltando de canal em canal este adolescente tropeçou num programa que mostrava uma cena de sexo. A polícia disse que não sabia se era um canal para adultos ou uma opereta. Quando lhe perguntaram porque o fez, respondeu: “Parecia divertido!”.

     Outro jovem matou um colega com um taco de basebol. Inspirou-se numa cassete vídeo, “As Faces da Morte”, que segundo o produtor, retrata experiências de morte real. Para o jovem, ver não chegava. Mais tarde disse aos psiquiatras que queria “ver como era matar alguém”.

     Outro, de 19 anos, matou uma rapariga de 18, tendo sido encontrada no quarto uma cassete da série “Sexta-Feira 13”. Os amigos dizem que ele era um fascinado por Jason, estrela da série. Também queria ver como era matar.

     Ah, o declínio moral do nosso mundo!

     Miúdos de 10 anos vêem em nossas casas Elm Street e Sexta-Feira 13. Sem nos apercebermos disso, quer queiramos quer não estão-se a dar passos de gigante para a delinquência.

     Muitos bons rapazes de “bons” lares estão em risco, sem que se apercebam.

     Miúdos com 10 anos conhecem tudo acerca de Sexta-Feira 13 e Elm Street, e não foi nas escolas que aprenderam.

     Um miúdo com 11 anos desde a letra das músicas ao último vídeo do MTV, durante 2 horas, cansou um crente, contando-lhe detalhada e exaustivamente dúzias das suas bandas favoritas. As razões que apresentou para gostar da música Rap explícita:  “A violência e o abuso da mesma é realmente “fixe””.

     Numa aula os estudantes estavam sonolentos com a Matemática. Alguém entrou com uma máscara de hóquei e rapidamente despertaram todos. Só se ouvia: “É a máscara do Jason (Sexta-Feira 13). Eles descreveram animados os últimos actos violentos de desmembramentos e mutilações com um rigor impressionante.

     Onde estão os pais? Os guardiães da próxima geração adormeceram, enquanto os jovens descem vertiginosamente a estrada da decadência moral.

     Razões para o adormecimento:

     1. Há uma ampla negação de que haja algum problema com o entretenimento popular. Embora achemos que as coisas não são perfeitas, assumimos erradamente que não estão piores que as da era do Elvis, que abalava a sociedade com o girar da bacia.

     2. Crê-se que os jovens não estão relacionados com os excessos de Hollywood, negando-se assim o alarmismo.

     3. Achamos que isso não afecta o comportamento.

     Entretanto os jovens estão a despertar para uma cultura que os ensina a equiparar a violência como sendo  “uma boa”.

     Numa sondagem: “Ama a violência. A violência é fixe”.

     Miolos de fora, sangue por todo o lado, pernas partidas, gargantas cortadas, fá-los sentir bem.

     Certos tipos de música representam uma ameaça real à saúde física e bem-estar emocional de crianças, adolescentes e jovens, especialmente vulneráveis.

     Há músicas que advogam o abuso do álcool, drogas, suicídio, adoração satânica, exploração sexual, e racismo.

     Isto tende a conduzir à participação activa ou à aceitação passiva de comportamentos destrutivos.

     Há alguém a transformar a nossa geração em pessoas moralmente paralisadas.

     Estás sem fazer nada? Os teus pais deixam-te sozinho em casa a comeres TV?  Junta-te aos crentes.

     Houve um tempo, no princípio da nossa história, em que os centros de aprendizagem eram 3: a escola, o lar e a igreja.

     Se os miúdos forem colocados numa boa escola, num bom lar, numa boa igreja, podemos estar descansados que estarão protegidos por bons fundamentos.

     Hoje há um quarto centro de aprendizagem: o mundo do entretenimento popular personificado num coro de “vozes” – indústria da música, televisão, cinema, publicidade, Internet, livros, videogames, e media em geral.

     Apesar de se apresentarem empacotados em pacotes de inocência chamada entretenimento, são capazes de transmitir valores, morais, ideologias, e atitudes acerca das grandes questões da vida.

     A combinação de Educação + Entretenimento pode ser denominado de Edutenimento.

     A recente tecnologia, World Wide Web, vídeos, Televisão por Cabo e por  Satélite, são os servidores da mensagem do 4º centro de aprendizagem, e os jovens sintonizam melhor estas vozes  do que as da escola, do lar e da igreja. Tens dúvidas? As personagens dali são melhor conhecidas que os próprios líderes nacionais. Por exemplo, na América, numa sondagem, 66% de jovens podia identificar Freddy Krueger (Pesadelo em Elm Street), enquanto só 36% conhecia Abrahm Lincoln como Presidente dos EUA. Robert England, o actor que desempenha o papel de Freddy Krueger, confessou que obteve a inspiração e as ideias  no serial killer Ted Bundy.

     Os jovens hoje escrevem muito mal, tanto na construção de frases como nos erros de palavras, mas são peritos em corrigir as letras de bandas musicais, etc.

     Devido ao pouco tempo despendido pelos pais com os filhos, o vazio criado é preenchido pela cultura do entretenimento popular para servir como baby-sitter.

     É uma tragédia as crianças despenderem mais tempo a verem TV quando atingem a idade de 6 anos do que o tempo de despenderão com os pais o resto da vida.

     Os presentes desvalores desta cultura iníqua estão a substituir os valores da chamada cultura Judaico-Cristã. Por exemplo, apesar de serem muitas as passagens Bíblicas que falam da nossa contenção sexual, a virtude da virgindade está a ser um conceito estranho na presente cultura juvenil. De facto a virtude da virgindade é quase sempre zombada.

     Foi perguntado a miúdos da 4ª classe, quando falavam de virgindade e da música “Like a Virgin”, da Madonna, se sabiam definir virgindade. Uma miúda disse, “É uma rapariga que não pratica sexo”. Depois foi perguntado, “Os rapazes também podem ser virgens?”. Um miúdo irrompeu, “Eu sou, eu sou”. Só na 4ª classe é que se pode ouvir alguém assumir esse rótulo de forma livre, confiante e orgulhosa.

     Como sabem a norma agora ouvida no meio da juventude é, “Não há nada de errado com o sexo antes do casamento, desde que seguro”. Uma rapariga disse, “Quem és tu para criticar o sexo antes do casamento? Não conheço ninguém virgem, por isso porque hei-de esperar? Além disso sou dona do meu corpo e por isso uso-o como bem me apetecer. Hoje, permanecer virgem até ao casamento parece ser um objectivo impossível, para não dizer, indesejável.

     Haverá alguma música das que se ouvem hoje nos Top da rádio e Tv que afirme que esperar pelo casamento para ter sexo é uma boa ideia, um ideal nobre, ou mesmo uma possibilidade?

     Um jovem ou uma jovem que se decida a honrar o Senhor com o seu corpo – tratando o Dom da virgindade com cuidado e respeito – verá essa decisão reforçada pelo que vê na TV, cinema ou ouve nas músicas populares? Temos deixado que este 4º poder reine nos nossos lares?

     Em muitos aspectos encontramo-nos muito como o povo de Israel no VT. O Senhor falou por Ezequiel ao seu povo escolhido, «Os seus sacerdotes violentam a minha lei, e profanam as minhas coisas santas; não fazem diferença entre o santo e o profano, nem discernem o impuro do puro; e de meus sábados escondem os seus olhos, e assim sou profanado no meio deles» (Eze. 22.26).

     Como nós, falharam em equipar as suas famílias com capacidade de discernimento adequado e uma apreciação do que está correcto. Quando a nação falha em moldar esta capacidade nas crianças e jovens, não é de admirar ver neles os desvios de comportamento a que assistimos no entretenimento que eles consomem.

     Há uma diferença entre restringir o acesso ou ensinar as crianças e jovens a pensar por si.  A Sara, quando era mais miúda, e via TV com o pai, ao passar uma cena mais ousada na TV disse ao pai, “pai, fecha os olhos, porque não gostas de ver isto”. Quando apenas desligamos ou mudamos, sem explicar convenientemente, perdemos uma boa oportunidade para ensinar uma lição sobre discernimento. É fácil restringir enquanto estão sob a nossa cerca de pais, mas quando saem dessa alçada não têm as ferramentas que os levem a fazer boas escolhas por si mesmos.

     O nosso objectivo com este estudo resume-se em Aprender a Discernir. O nosso lema é Provérbios 3.21, «Filho meu, não se apartem estas coisas dos teus olhos: guarda a verdadeira sabedoria e o bom siso».

     Consideraremos o que pensamos serem as 4 vozes mais poderosas dos media: publicidade, TV e Cinema, a Internet, e a música. Descobrirás foste assaltado pelos media sem que te apercebesses. Analisaremos depois passos estratégicos para ajudar a reconquistar terreno perdido no lar. Recomendaremos conselhos práticos para ajudar as crianças e jovens a desenvolverem a sua capacidade de discernimento.

     Hoje, revistas inocentes, trazem anúncios mais explícitos e fotos, que a revista Playboy. O Elvis Presley coraria de vergonha com os músicos hodiernos.

     Nunca é demasiado cedo para ensinar as crianças e jovens a pensarem criticamente e cristãmente acerca de todas as formas dos media. Quanto mais cedo o processo for activado melhor.

     Já na sua República Platão perguntava sabiamente, “Poderemos ser negligentes a ponto de nos permitirmos que os nossos filhos ouçam quaisquer histórias fortuitas inventadas por pessoas fortuitas, e recebam nas suas mentes ideias na sua maioria opostas às que desejaríamos que tivessem quando fossem adultos? Não podemos!”

Sermões e Estudos

David Gomes 26SET21
Como lidar com portas fechadas

Tema abordado por David Gomes em 26 de setembro de 2021

Carlos Oliveira 24SET21
As religiões são todas boas?

Tema abordado por Carlos Oliveira em 24 de setembro de 2021

Alberto Verissimo 19SET21
Crer ou Crer, eis a questão

Tema abordado por Alberto Veríssimo em 19 de setembro de 2021

Estudo Bíblico
Estudo Bíblico

Sobre a Epístola aos Colossenses 4:3 em 22 de setembro de 2021

 
ver mais
 
  • Avenida da Liberdade 356 
    2975-192 QUINTA DO CONDE 





     
  • geral@iqc.pt 
  • 966 208 045
    961 085 412
    939 797 455
  • QUINTA DO CONDE
    Clique aqui para ver horário