O Castigo Eterno (IX)

4. O desespero (falta de esperança) absoluto do perdido.

     Já vimos que o juízo dos ímpios é certo, que a morte sela a sua condenação; que na morte as almas dos descrentes vão para o Hades, para o compartimento reservado aos perdidos, onde são atormentados numa chama. Ali permanecem até ao dia do juízo, quando serão ressuscitados e levados diante do Grande Trono Branco a fim de receberem a sua sentença final. Agora vamos ver que quando os ímpios saírem do Hades para serem julgados não poderão ser salvos. A primeira passagem que apresento como prova é João 5.29: «E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação». É este o anúncio solene do Filho de Deus. Pesemos bem as Suas palavras. Ele diz-nos aqui em resumo o que espera à totalidade dos mortos. Eles estão divididos em duas classes: os que fizeram o bem, e os que fizeram o mal. Para os primeiros há a “ressurreição da vida”; para os outros “ a ressurreição da condenação”. Para os que fazem o mal não há ressurreição de prova, nem de salvação; mas simplesmente e tão-somente ressurreição de condenação. Como isto remove qualquer sustentação de algum desejo para edificar uma esperança futura para os ímpios!

     Em 1 Tessalonicenses 4.13 lemos, «Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança». Ao perdido só o aguarda o desespero. Não têm esperança.

     Efésios 2.12,13, «que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto». Esta passagem mostra que enquanto os perdidos estão vivos podem, passar da ausência de esperança para a bem-aventurada esperança, como sucedeu com os Efésios.

     Depois da morte não haverá mais hipóteses. Quaisquer que sejam as vãs esperanças que possam nutrir, «a expectação dos ímpios perecerá» (Prov. 10.28). Lemos antes que a esperança dos justos é alegria.

     Uma outra passagem que prova o estado de desespero (falta de esperança) dos que rejeitam a verdade de Deus encontra-se em Hebreus 10.26-29: «Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo e ardor de fogo, que há-de devorar os adversários. Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do testamento, com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?»  Esta passagem fala, em suma, de pessoas que voluntariamente resistiram à luz. Para esses é-nos dito que já não resta mais sacrifício pelos pecados. Se já não lhes resta mais sacrifício pelos pecados então têm que sofrer eles mesmo a justa condenação. Esta passagem diz-nos em que consiste a pena - uma certa expectação horrível de juízo e ardor de fogo. É um juízo sem misericórdia. É uma punição mais pesada do que a que caiu sobre os que desprezaram a Lei de Moisés.

     «Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa sobre o juízo» (Tiago 2.13). Apesar de a misericórdia triunfar sobre o juízo, como se vê claramente no Calvário, o juízo será sem misericórdia. Juízo sem misericórdia é linguagem de Isaías 27.11: «... este povo não é povo de entendimento; por isso, aquele que o fez não se compadecerá dele e Aquele que o formou não lhe mostrará nenhum favor». Ezequiel 8:18: «Pelo que também Eu procederei com furor; o meu olho não poupará, nem terei piedade; ainda que Me gritem aos ouvidos com grande voz, Eu não os ouvirei». Será assim no juízo final! Uma outra passagem pode ainda ser considerada nesta relação: «ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações, estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas» (Judas 13). Quão solene! Este versículo refere-se aos «que convertem em dissolução a graça de Deus e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo» (ver.4).  Está-lhes reservada a negrura das trevas! A noite interminável da sua condenação nunca será amenizada por uma única estrela de esperança.

(Continua)

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