Segurança Eterna

NÓS CREMOS que “Todos os salvos estão eternamente seguros em Cristo (Col. 3:1-4; Fil. 1:6; Rom. 8:1; 8:29-34; Rom. 8:38, 39; João 10:27-29; Ef. 1:13-14)”.
Ter vida eterna é ter segurança eterna. Uma vida de segurança que pode acabar é uma vida de segurança temporária. É uma contradição de palavras falar do fim da vida eterna. Ninguém que é derradeiramente lançado na segunda morte alguma vez teve vida eterna. A palavra eterna refere-se indubitavelmente a uma qualidade de existência, mas é uma existência permanente, sem fim. Podemos também falar em “um milhão de anos durar talvez não mais do que um segundo”, do mesmo modo como falamos da “cessação da vida eterna um, cinco ou cinquenta anos após uma pessoa ser salva”.
Porque é que esta verdade é contrariada
Se a Bíblia claramente afirma que Deus concede aos que salva a dádiva gratuita da vida eterna (Rom. 6:23) porque é que então muitos dos Cristãos professos não acreditam nesta verdade, e alguns ainda lhe chamam heresia condenável dos quintos dos infernos? Muitas razões e explicações podem ser dadas, mas nós acreditamos que a básica e subjacente causa desta estranha situação é a falha da grande maioria dos Cristãos em reconhecer a distintiva e singular revelação contida nas epístolas Paulinas. Não se quer com isto dizer que a vida eterna e a segurança eterna somente podem ser encontradas nos escritos de Paulo; pois tanto o Evangelho como as Epístolas de João são extraordinários a este respeito, mas é só quando nos concentramos na dispensação da graça de Deus, tal como expressa por Paulo, para explicar o que Deus fez em Cristo no Calvário e o que Ele pelo Espírito Santo faz quando o pecador crê no Evangelho, que nós compreendemos como Deus pode dar a vida eterna a um pecador que na sua pessoa não é dela merecedor tanto antes como depois de ser salvo. A verdade da vida eterna não é, no verdadeiro sentido da palavra, uma parte particular da revelação do mistério, mas é na revelação do mistério que nós encontramos o segredo dado pelo Evangelho, sem o qual jamais poderíamos entender na plenitude como Deus poderia doar a vida eterna completamente à margem do princípio das obras e méritos próprios ao homem.
Duas formas de abordagem
O próprio Paulo explica os dois distintos e opostos princípios sob os quais o homem se pode aproximar de Deus e pelos quais a vida eterna pode concetualmente ser obtida. Em Romanos 2:6-7 ele avança com o caminho das “obras”: «O qual recompensará cada um segundo as suas obras; a saber: a vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção”. Esta é a base da justiça de Deus. Mas Paulo revela no capítulo seguinte que, em matéria de facto e de experiência, não existe ninguém que busque a Deus ou que faça o bem. Deste modo, este facto afasta qualquer possibilidade de alguém obter a vida eterna sob a base das obras. Se algum homem algum dia conseguir a vida eterna terá de ser sob uma base completamente distinta. Terá de vir como algo de graça oferecida e como uma dádiva gratuita. E isto é exactamente o que Paulo afirma: “a graça de Deus é vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor”. Esta é a única forma de se obter a vida eterna: pela via da graça – a via da fé. Estes dois caminhos são novamente referenciados por Paulo em Rom. 4:4-5: “Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.” Aproximando-se de Deus com base no princípio das “obras”, é evidente que uma pessoa teria que chegar ao fim da vida e ter as suas obras acabadas antes que ela pudesse saber o resultado, antes que ela pudesse saber se merecia a vida eterna. Não haveria ideia sobre se a pessoa poderia possuir a vida eterna até que as suas obras fossem todas julgadas. Mas segundo o outro princípio, pela via da “graça”, Deus pode conceder a vida eterna ao crente imediatamente, e isto é exatamente o que as Escrituras afirmam. Nós temos (presente do indicativo) a vida eterna. E já que ela foi dada como uma dádiva gratuita da graça de Deus, nem a sua aceitação nem sua posse continuada dependem de algum modo do mérito do homem. Se ela dependesse em algum grau, seja ele qual for, do mérito do homem, então Deus não a poderia dar até que o mérito do homem fosse completamente testado e aprovado; pois nós já vimos que ela é de caráter eterno e que seria uma contradição da parte de Deus dar algo eterno que mais tarde se provaria ser temporário.
Mas a grande questão paira nas nossas mentes: Como poderia Deus dar a vida eterna como uma dádiva gratuita, completamente à parte do que o homem merece? Ou noutras palavras: Como poderia Deus ser justo em justificar pecadores profanos? É esta a questão que é respondida de forma tão bela na revelação Paulina do evangelho. Vê o contexto em Rom. 3:26. Toda a reivindicação santa, justa que Deus tinha contra o pecador foi completamente satisfeita pela morte do Seu Filho. Ele é perfeitamente justo em conceder vida eterna aos indignos pecadores que não fazem mais do que ir de encontro às simples palavras do Seu Evangelho de graça – crendo que Cristo morreu pelos seus pecados, foi sepultado, e ressuscitou no terceiro dia. As pessoas justas, claro, que pensam ter alguma justiça própria, odeiam e desprezam tal doutrina, e no seu zelo iriam sentenciar à perdição alguém que ensinasse tamanha "heresia". Lembra-nos as palavras de defesa de Paulo perante Félix: “Mas confesso-te isto que, conforme aquele caminho que chamam seita (heresia), assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas.” (Actos 24:14)
As chamadas Passagens Anti-segurança
“Tudo isto soa a lógico”, poderão dizer, “mas em relação a todos os versículos da Bíblia que parecem ensinar exactamente o contrário?” As Escrituras de facto contêm muitos avisos solenes, mas levantá-los todos em conjunto e dizer que se eles realmente significam alguma coisa eles ensinam a possibilidade dos crentes estarem perdidos, demonstra muito pouca inteligência no domínio da Palavra de Deus. Estes avisos podem ser classificados segundo os seguintes critérios:
1. Os aplicáveis a uma outra dispensação. Muitas das advertências do Antigo Testamento e dos Evangelhos têm a ver não com a salvação da alma mas com as consequências temporais da quebra da lei. Veja-se Ezequiel 33:13. A maldição resultante da lei quebrada trouxe morte física sobre muitos que, sem dúvida, eram pessoas salvas. Nos dias de hoje santos morrem fisicamente por causa do percurso de pecado que existe nos seus corpos, mas isso não significa que eles não estejam salvos. Outros avisos, como em Mateus 18:23-35; 24:13; 25:30; etc., referem-se a um tempo após a saída da Igreja deste mundo.
2. Os aplicáveis aos pregadores não regenerados dos últimos tempos. (1ª Timóteo 4:1,2; 2ª Pedro 2:1-22; Judas 17-19; etc.). As igrejas estão hoje cheias deste tipo de pregadores. Eles nunca foram salvos.
3. Os aplicáveis às recompensas e não à salvação. (1ª Coríntios 3:11-15; 9:24-27; 2ª Coríntios 5:9,10; Colossenses 3:24,25). A salvação é algo completamente à parte das boas obras do homem. Ela existe, portanto, pela graça. As recompensas são dadas pela fidelidade após sermos salvos.
4. Os que admoestam os crentes sobre coisas que eles podem perder. Os crentes estão em perigo de perder muitas bênçãos que o Senhor tem providenciado para eles. Qualquer pecado, desobediência, falta de fé, negligência da Palavra de Deus, ou falta de oração está destinado(a) a resultar em perda de alegria, perda de poder, perda de frutificação, perda de relacionamento, e perda de recompensa. Típicos de tais avisos são Colossenses 2:4,8,18. O método de Deus na abordagem a estas falhas da parte do Seu próprio povo é castigá-los, veja-se 1ª Coríntios 11:32; Hebreus 12:5-11. Ele não pune o descrente.
5. Os que admoestam descrentes. Romanos 11:21 não é um aviso em que se tema que Deus lance fora alguns dos Seus próprios santos, mas é uma admoestação aos Gentios, os quais no presente têm um lugar de grande privilégio espiritual, de tal modo que a sua continuada descrença lhes cause serem expulsos tal como Deus expulsou a nação de Israel. Os Israelitas antes deste tempo eram os ramos da boa oliveira, mas isso não significou que todo o israelita estivesse salvo; pois muitos rejeitaram a Cristo e por causa disso eles foram arrancados. As nações têm sido enxertadas, mas enquanto nações elas não são salvas. Mas o dia aproxima-se em que as nações serão arrancadas e Israel será restaurado à sua posição prévia. Se Paulo estava aqui a falar da salvação pessoal, nós seríamos forçados a concluir que os ramos naturais que foram arrancados seriam homens como Judas Iscariotes e que o dia se aproxima em que Judas será recuperado e enxertado novamente na árvore. Esta passagem não está a lidar com a salvação pessoal, mas sim com o privilégio nacional.
6. Os que atestam a Vida Cristã pelos frutos produzidos (João 8:31; 15:6; 1ª Cor. 15:1, 2; Hebreus 3:6,14; Tiago 2:14-26; 2ª Pedro 1:10; Colossenses 1:23). Se houve um trabalho de regeneração no coração, existirá uma manifestação associada dessa nova vida divina, tão certamente como um recém-nascido chorar ou dar qualquer outra indicação de que está vivo. Se passagens como Heb. 6:4-6; 10:26,27; Col. 1:21-23, Gálatas 5:4; João 15:6 e Mateus 24:13 forem estudadas dispensacionalmente e semanticamente no seu contexto, vemos que elas não militam de modo algum contra a verdade de que todos os verdadeiros crentes na realidade têm, como presente e eterna possessão, a vida eterna.
33 Provas Bíblicas da Segurança
Pelo lado positivo, o facto da segurança eterna é visto como assente nos seguintes factos de revelação divina:
1. Se nós por meio de verdadeira fé salvadora cremos no Filho de Deus, nós temos a VIDA ETERNA, e nunca pereceremos ou entraremos em condenação (João 3: 16,36; 5:24; 6:40,47; 10:28; Romanos 8:1; 1ª João 5:12,13).
2. Nós nascemos de Deus, e quem quer que seja nascido de Deus venceu o mundo (João 3:3; 1ª Pedro 1:23; 1ª João 5:4,5).
3. Nós somos artefacto Divino, e o que quer que Deus faça será para sempre (Efésios 2:10; Eclesiastes 3:14).
4. Deus tem a capacidade de desenvolver até ao fim aquela boa obra que Ele iniciou em nós (Fil. 1:6).
5. Nós somos guardados pelo poder de Deus (1ª Pedro 1:5; Judas 24).
6. Cristo como supra Sumo-sacerdote promete Ele próprio salvar até ao derradeiro momento TODOS os que vêm a Deus por Ele, e Ele pode; pois Ele vive para sempre para interceder por eles (Heb. 7:25; Rom. 8:34).
7. Deus prometeu não permitir que os Seus filhos fossem tentados excessivamente em relação ao que podem suportar, e o Senhor sabe como livrar os santos da tentação (1ª Cor. 10:13; 1ª Pedro 2:9).
8. Todo o verdadeiro filho de Deus é habitado pelo Espírito Santo, e Ele é mais poderoso que qualquer inimigo (1ª João 4:4).
9. O Pai é maior do que TODOS e ninguém tem o poder para nos arrancar da Sua mão (João 10:29).
10. O Nosso Senhor Jesus já obteve a redenção ETERNA por nós (Heb. 9:12).
11. Ele é o Autor da Salvação ETERNA, e o Autor e Consumador da nossa fé (Heb. 5:8; 12:2).
12. Ele oferece-nos esta salvação eterna como uma dádiva gratuita, a qual já foi por Ele próprio completamente paga. Nós não merecíamos a oferta logo à partida, e consequentemente Ele não a irá tirar-nos se permanecermos indignos dela (Rom. 6:23; 5:20; 1ª Ped. 1:19).
13. O pecado é o que nos separa de Deus, e Deus já nos perdoou TODAS as faltas (Col. 2:13).
14. Nós não somos salvos pelas nossas obras de justiça, e sendo assim a ausência de tais obras não pode causar a perda da salvação (Tito 3:5; Ef. 2:8; Rom. 3:28; 4:6).
15. Cristo é o nosso alicerce, e esse alicerce permanece seguro (1ª Cor. 3:11; 2ª Tim. 2:19).
16. Ele prometeu: “Não te deixarei, nem te desampararei” (Heb. 13:5).
17. Cristo disse: “TODO o que o Pai me dá virá a Mim; e o que vem a Mim de maneira nenhuma o lançarei fora… E a vontade do Pai que Me enviou é esta: Que NENHUM de TODOS aqueles que Me deu se perca…Ninguém pode vir a Mim, se o Pai que Me enviou o não trouxer” (João 6:37,39,44). A lógica disto é avassaladora. Se alguma vez a salvação fosse perdida, seria Cristo, não nós, a perdê-la.
18. Cristo prometeu: “E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco PARA SEMPRE, o Espírito de verdade” (João 14:16-17). Poderia uma pessoa perder-se e ter o Espírito Santo resistindo com ela para sempre?
19. Nós somos chamados por Deus, e foi-nos oferecida a dádiva da vida eterna (Rom. 8:29,30; 6:23). “Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento.” (Rom. 11:29).
20. Cristo lavou-nos dos nossos pecados no Seu próprio sangue (Apoc. 1:5), e “Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo” (João 13:10).
21. Deus tem a capacidade de fazer permanecer o Seu filho mais frágil. “Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar” (Rom. 14:4).
22. Mesmo se nós falharmos e formos infiéis “Ele permanece fiel; não pode negar-Se a Si mesmo” (2ª Tim. 2:13).
23. Deus não irá imputar pecados aos Seus filhos (Rom. 4:8). Quando pecamos, Ele repreende-nos de modo a que não sejamos condenados com o mundo (1ª Cor. 11:32).
24. Todos os que creram em Cristo foram escolhidos por Deus antes da criação do mundo, para que fossem santos e irrepreensíveis perante Ele em amor (Ef. 1:4). É impossível supor que os propósitos eternos de Deus alguma vez irão falhar.
25. Cristo já comprou todo o membro da Sua Igreja, e Ele seguramente irá arrebatar, para Sua própria glória, todos aqueles que Ele comprou (1ª Cor. 6:20; Ef. 5:25-27).
26. Aquele que crê nunca cairá em julgamento (João 5:24; Rom. 8:1), porque Cristo já suportou o nosso julgamento. À vista de Deus nós já fomos condenados à morte pelos nossos pecados na pessoa do nosso Substituto, e deste modo todas as reivindicações de justiça da lei de Deus contra nós foram eternamente satisfeitas, e nós fomos libertados do pecado e da lei (Gal. 2:19,20; Rom. 6:2-10; 7:4). Deus não é injusto. Ele não exigirá um pagamento duplo pelos pecados.
27. O crente não está sob a lei mas sim sob a graça, e assim o pecado não pode ter domínio sobre ele (Rom. 6:14).
28. Se Deus pode dizer que não encontrava iniquidade em Jacob, nem via perversidade em Israel, apesar das suas murmurações e pecados (Num. 23:21), seguramente Ele pode dizer o mesmo de pecadores remidos feitos aceitáveis no Amado (Ef. 1:6).
29. Se Deus for por nós, como seguramente Ele é, ninguém conseguirá prevalecer sobre nós (Rom. 8:31).
30. Ninguém jamais terá a capacidade de condenar ou deduzir acusação contra alguém que Deus tenha justificado (Rom. 8:32-34).
31. Nada ou ninguém será capaz de nos separar do amor de Deus que existe em Cristo Jesus nosso Senhor (Rom. 8:39).
32. Se nós pecarmos depois de sermos salvos (e quem não peca?), temos um Advogado junto do Pai, Jesus Cristo o Justo (1ª João 2:1), e Ele é um Advogado que nunca perdeu um caso. Isto está amplamente ilustrado em Lucas 22:31,32 onde Ele orou por Pedro para que a sua fé não desfalecesse, do mesmo modo como Ele ora por todos os que são Dele (João 17:20).
33. A acção do Espírito Santo de Deus garante salvação eterna a todo o crente. Ele é regenerado ou nascido de novo pelo Espírito Santo para a família de Deus (João 1:12,13; 3:5; Tito 3:5). Ele é para sempre habitado pelo Espírito Santo (João 14:16; 1ª Cor. 6:19). Ele é baptizado pelo Espírito no Corpo de Cristo (1ª Cor. 12:13), daí resultando uma relação permanente com esse Corpo. Ele é selado com esse Espírito Santo da promessa até à redenção da possessão adquirida (Ef. 1:13,14; 4:30), O qual garante a sua segurança até esse dia da manifestação em glória com Cristo.
Efeitos Práticos dos Ensinamentos sobre a Segurança
Em conclusão, temos a considerar o efeito prático deste ensinamento na vida do Cristão. Aqueles que se opõem à segurança eterna advogam que ela leva ao desleixo, à indiferença, e à licenciosidade. Isto é exatamente o que aconteceria se a verdade da segurança eterna fosse dada a uma alma mundana, não regenerada. E esta acusação é uma demolidora condenação contra aqueles que a fazem, os quais não sabem nada da experiência da nova vida em Jesus Cristo. O verdadeiro Cristão é alguém que foi regenerado, tendo o Espírito Santo a habitar no seu corpo, e sendo guiado por princípios celestiais. Embora ele tenha a natureza da carne em si, à qual por vezes pode ceder, e contra a qual é avisado em passagens como Gal. 5:13, ele é uma nova criação em Cristo, e nada poderia ser mais conducente a uma vida santa, consagrada, do que conhecer e apreciar as maravilhosas riquezas da Sua graça em lhe conceder a vida eterna por Jesus Cristo nosso Senhor.
Podemos igualmente argumentar como é algo verdadeiramente perigoso repetir os votos de casamento; pois a esposa, tendo sido abonada com todos os bens materiais do seu marido, sai imediatamente porta fora e desbarata-os nas sua próprias luxúrias egoístas. Isto tem acontecido em casos onde a intenção da mulher no casamento se resume a dinheiro em vez de amor, mas o verdadeiro filho de Deus é alguém que ama o Senhor Jesus Cristo (1ª Cor. 16:22), e quanto mais ele sabe da verdade da segurança, mais o seu amor abundará. A alma não regenerada não consegue conceber outro motivo para a obediência que não seja medo de castigo. A alma regenerada clama com Paulo: “Porque o amor de Cristo nos constrange, …, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (2ª Cor. 5:14-15).
Tradução: Luis Macedo



