O Evangelho Segundo Paulo

Justin Johnson

     Mateus, Marcos, Lucas e João são comumente referidos como os Quatro Evangelhos. Muitas Bíblias têm mesmo nos títulos destes livros "O Evangelho Segundo  ..." Mateus, Marcos, Lucas ou João.
 
     Os quatro contêm o mesmo Evangelho: o Evangelho do Reino. O Evangelho do Reino declarava o cumprimento do reino profético para a nação de Israel.
 
     O que eles não contêm é o Evangelho da cruz para a salvação. A morte, sepultura e ressurreição de Cristo nem sequer ocorrem a não ser nos capítulos finais dos livros.

     Jesus, no Seu ministério terreno, confirmou as promessas do reino para a circuncisão (Israel):
 
     "Digo pois que Jesus Cristo foi ministro da circuncisão, por causa da verdade de Deus, para que confirmasse as promessas feitas aos pais" - Romanos 15:8.
 
     Cada um dos quatro livros começa com o ministério terreno de Jesus para a circuncisão, e termina com a Sua morte e ressurreição. Isto resume o ministério e mensagem de Pedro, João, e os Doze de acordo com as profecias de Cristo.
 
     Os seus ministérios começam com as profecias e terminam com o seu cumprimento em Cristo.
 
     No entanto, existe um quinto Evangelho. O Evangelho de Paulo não foi copiado de Mateus, Marcos, Lucas ou João. Foi revelado pessoalmente pelo Senhor (Gl 1:11-12).
 
     Assim, o Evangelho de Paulo, como expresso em 1 Coríntios 15, é diferente dos quatro Evangelhos tradicionais. Inclui a revelação do mistério de Cristo.
 
Um novo começo
 
Paulo não começa com o ministério de Jesus para a circuncisão como fazem Mateus, Marcos, Lucas e João. Ele diz que não conhece Cristo segundo a carne:
 
     "… ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já O não conhecemos deste modo" - 2 Coríntios 5:16.
 
     Em vez disso, a primeira coisa no Evangelho de Paulo é a última coisa nos quatro Evangelhos: a morte e ressurreição de Cristo.
 
     “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” – 1 Coríntios 15:3,4.
 
     Isto soa como o fundamento do Evangelho da graça de Deus de Paulo; não são promessas do reino para um povo circuncidado, mas a cruz (1 Coríntios 1:18, 2:2, 3:10). O primeiro ponto do evangelho de Paulo não é a genealogia de Jesus ou relação de Jesus com a profecia, mas a Sua morte pelos nossos pecados.
 
 
Um novo final
 
     Também é diferente a forma como o Evangelho de Paulo termina em 1 Coríntios 15:1-10.
 
     Os chamados quatro Evangelhos não progridem para além da aparição de Jesus aos Doze Apóstolos na ressurreição. No entanto, Paulo não aparece em lugar nenhum nos quatro Evangelhos. Ele não está apenas ausente, como é um descrente e um inimigo do Evangelho do Reino:
 
     "E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém …" - Atos 8:1.
 
     O Evangelho de Paulo vai para além da ressurreição de Cristo, à revelação do mistério de Cristo a si como "o derradeiro de todos".
 
     "E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um abortivo (ou, fora do devido tempo)" - 1 Coríntios 15:8.
 
     Nascido fora do devido tempo da profecia, Paulo recebeu a salvação do próprio Senhor e foi escolhido como o despenseiro do Evangelho da Graça de Deus:
 
     "Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada" - Ef 3:2.
 
     "... uma dispensação me é confiada" - 1 Coríntios 9:17.
 
 
O mistério do Evangelho
 
     É popular seguir as narrativas evangélicas encontradas entre Mateus-João como a chave para a compreensão da Bíblia.
 
     Embora existam joias de verdades doutrinais e espirituais nestes livros, precisamos do Evangelho de Paulo para compreendermos todas as coisas (as coisas para além da ressurreição de Jesus).
 
     "Considera o que digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo" - 2 Tm 2: 7.
 
     O Evangelho que Cristo deu a Paulo não aparece entre Mateus-João, e por isso é chamado mistério do Evangelho (Rm 16:25, Ef 6:19).
 
     Em vez de nos tentarmos modelar segundo o ministério terreno do Senhor dado aos Seus doze apóstolos para Israel, devemos começar com Cristo crucificado e modelarmos o nosso ministério segundo a mensagem celestial do Apóstolo dos Gentios (Rm 11:13).
 
     Quando nos concentramos no Evangelho que Deus deu a Paulo estaremos então em posição de crescer na graça de Deus, como Paulo cresceu, segundo o seu Evangelho:
 
     "Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo" - 1 Coríntios 15:10.
 
Justin Johnson
 
 
 

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