Para onde apontam os sinais? (I)

Richard Jordan     O livro de Marcos conclui com uma passagem que todo o crente e obreiro Cristão deveria reflectir em espírito de oração: 

     “Ora o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-Se à direita de Deus.

     “E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, E CONFIRMANDO A PALAVRA COM OS SINAIS QUE SE SEGUIRAM. Amém” (Marcos 16:19,20).

      A fim de se obter o pleno significado desta última cláusula precisamos de considerar como é que os “sinais” são usados nas Escrituras como um todo e para onde apontam. Nesse aspecto, o Salmo 74:9 é um bom lugar para começar. Falando da condição da nação de Israel o Salmista  exclama:

     “JÁ NÃO VEMOS OS NOSSOS SINAIS, já não há profeta: nem há entre nós alguém que saiba até quando isto durará.”

     Os sinais pertencem claramente à nação de Israel. Eles são seu património; “eles são os nossos sinais,” diz Israel.

     A nação de Israel nasceu no meio de sinais e milagres, como Moisés lhes recorda em Deuteronómio 26:8,

     “E o Senhor nos tirou do Egipto com mão forte, e com braço estendido, e com grande espanto, e COM SINAIS, E COM MILAGRES.”

     Quando Moisés foi comissionado para libertar Israel do Egipto, foram-lhe dados dois sinais específicos concebidos para levar a nação a crer. O Senhor declarou-lhe em Êxodo 4:8,

     “E acontecerá que, se eles te não crerem, nem ouvirem a voz do primeiro sinal, crerão a voz do derradeiro sinal.”

     Os primeiros sinais realizados nas Escrituras são, portanto, realizados como sinais para Israel, em relação à sua libertação do Egipto e estabelecimento como nação.

     Ao longo da história de Israel, os sinais foram parte do seu património. Quando a nação de Israel estava onde devia, fazendo o que Deus lhe dava a fazer, estes sinais estavam no seu meio. Por outro lado, os sinais paravam quando Israel caía em pecado e incredulidade – como foi no caso do Salmo 74. Provérbios 29:18 também fala disto: “Não havendo profecia [ou, visão], o povo se corrompe [ou, perece] …”

     Assim, quando o Senhor Jesus Cristo apareceu e começou a realizar sinais e milagres, isso não foi nada novo para Israel. Eles sabiam exactamente o que estava a acontecer. João 4:48 diz-nos:

     “Então Jesus lhe disse: SE NÃO VIRDES SINAIS E MILAGRES, NÃO CREREIS.”

     O nosso Senhor sabia que Israel não creria se eles não vissem sinais e milagres. Porquê? Porque a nação esperava-os - os sinais eram seu património. Eles faziam parte do programa de Israel e a nação tinha o direito de os esperar.

     Foi por isso que Pedro declara à sua nação em Pentecostes:

     “Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, VARÃO APROVADO POR DEUS ENTRE VÓS COM MARAVILHAS, PRODÍGIOS E SINAIS, que Deus por Ele fez.”

     Jesus Cristo foi “aprovado por Deus” – como? “com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por Ele fez.” Eles não creriam se Ele não tivesse sinais e milagres, por isso Deus deu-Lhe as credenciais necessárias para demonstrar quem Ele era.

     Mais tarde Paulo segue esta mesma linha de pensamento quando escreve em 1 Coríntios 1:22,

     “PORQUE OS JUDEUS PEDEM SINAL, e os gregos buscam sabedoria.”

     Notemos a expressão: “Os judeus pedem sinal.” Eles simplesmente não creriam sem tal confirmação. Eles esperavam-no. Era seu património.

     À luz disto, não devemos ficar surpreendidos ao descobrir que cada concerto que Deus fez com a nação de Israel tenha um sinal a acompanhá-lo. Embora este facto muitas vezes pareça ser ignorado, é na realidade um ponto importante na compreensão do que eram os sinais e para onde eles apontavam.
(Continua)
Richard Jordan
 

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