Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXV)

UMA CONSEQUÊNCIA SÉRIA
CAPÍTULO V
A TENTATIVA DO RESTABELECIMENTO DOS DONS SINAIS NOS NOSSOS DIAS
A tentativa de se restabelecer os dons sinais é um resultado natural da confusão que prevalece no que respeita à chamada “grande comissão”.
SATANÁS E OS SANTOS
Assim como Satanás usou a Palavra de Deus para tentar o Senhor, e a usou de novo para levar os Gálatas a “caírem da graça” para a escravidão da lei de Moisés, também a usa nos nossos dias, ao apontar para as Escrituras a fim de dissuadir crentes sinceros da apreciação plena de “todas as bênçãos espirituais nos celestiais” em prol de bênçãos inferiores pertencentes a uma dispensação precedente. O nosso adversário deleita-se quando Cristãos indoutos e ignorantes dizem: “Se se encontra na Bíblia para mim basta”, mas há duas passagens bíblicas para as quais ele nunca aponta aos homens: Rom.11:13 e II Tim.2:15, pois se lhes fossem dados ouvidos a confusão teológica na Igreja desvanecer-se-ia. Tudo se torna claro quando “manejamos [ou, dividimos] bem a Palavra da Verdade”.
Deveria ser também observado que a tentativa para o restabelecimento dos dons sinais nos nossos dias é um sinal distinto de imaturidade. Os dons sinais abundavam na igreja em Corinto (I Cor. 1:7 e capítulos 12-14) e os Coríntios gloriavam-se neles, todavia Paulo fá-los saber em termos nada incertos de que eles eram meros “bebés em Cristo” (I Cor.3:1) incapazes de digerir o alimento sólido (I Cor.3:2) e a “inveja, contendas e divisões” entre eles provavam que ele estava certo.
À luz disto que nenhum Pentecostalista moderno imagine que os seus supostos “dons” de cura, de profecia, ou de línguas são sinais de espiritualidade ou de maturidade. Os Coríntios possuíam todos os dons mas, apesar disso, foram declarados carnais em vez de espirituais, meninos em vez de maduros. Em si, os dons Pentecostais nunca foram indicação de espiritualidade. Foram simplesmente sinais temporários associados ao Messiado do Senhor. Decerto que uma visita a uma reunião Pentecostal nos nossos dias convenceria o estudante inteligente das Escrituras que a maturidade espiritual não é uma das suas características. Um ergue-se para falar numa “língua desconhecida”. Segue-se outro com uma “interpretação”. Ou levanta-se um “profeta” com uma “revelação” especial do Senhor. E o que é que eles dizem? Derramam alguma luz refrescante sobre a Palavra de Deus, ou discutem”as coisas profundas de Deus”? Não, fazem é declarações como as que se seguem: “O Senhor está agradado com a reunião”, ou “O Senhor vem cedo e nós devemos estar prontos”, ou “Há um apóstata no nosso meio e o Senhor quer que ele saiba que se não buscar depressa a face de Deus será extirpado”. E o que é que provoca a maior réplica da audiência? O pregador que vai aos extremos máximos do esforço, quer físico quer vocal, a sugestão de que o Espírito Santo está a descer em poder, ou a mera menção de cura. Porém, “as riquezas da glória” do mistério de Deus “entre os Gentios”, que Deus “quis tornar conhecidas aos Seus santos” (Col.1:27), e pelas quais os crente são estabelecidos (Rom.16:25) são totalmente desconhecidas para eles. Nas palavras de outrem: “Aquilo que eles consideram como espiritualidade superior é, na realidade, instabilidade e emocionalismo que perdura somente enquanto se encontram fascinados conduzindo depois muitas vezes a um estado de depressão que está muito relacionado com a melancolia”.
Ao referir-se a alguém que tinha abraçado o Pentecostalismo e por ele tinha sido arruinado, Sir Robert Anderson disse muito bem: “Esta completa rendição de mente e vontade – toda a sua personalidade – ao que ele cria ser a guia do Espírito Santo, deixou-o vítima de ilusões terríveis em que mergulhou até ao fim” (Spirit Manifestations, P.19 – Manifestações do Espírito).
Se os Coríntios tinham uma estima exagerada do valor dos dons sinais numa altura em que eles estavam em vigor, que diremos dos que fazem tanto deles depois de Deus os ter suspendido e feito cessar? As elevadas ondas de emocionalismo, a ênfase constante no miraculoso, o auto engano e o engano dos outros, o não reconhecimento de Paulo como o apóstolo designado por Deus da presente dispensação – tudo isto, não é de Deus, mas de Satanás.
Ver anteriores:
Qual é a nossa Grande Comissão? (XLI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XL)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXIX)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXVIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXVII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXVI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXIV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXX)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXIX)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXVIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXVII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXVI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXIV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XX)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XIX)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XVIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XVII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XVI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XIV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (X)
Qual é a nossa Grande Comissão? (IX)
Qual é a nossa Grande Comissão? (VIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (VII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (VI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (V)
Qual é a nossa Grande Comissão? (IV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (III)
Qual é a nossa Grande Comissão? (II)
Qual é a nossa Grande Comissão? (I)



