Os Dons Sinais Sobrenaturais do Período dos Actos - Segues na direcção correcta? (IX)

Capítulo 4
Manifestações Miraculosas
“E a outro a operação de maravilhas: e a outro a profecia” (1 Cor. 12:10).
Entre os dons sinais sobrenaturais do período dos Actos, o dom de profecia era talvez o mais proeminente. Apesar de termos a tendência de associarmos o profeta ao seu papel de prenunciador, ou seja, que anuncia o futuro, o seu papel principal era o de pregador.
Com a invenção do prelo, as Escrituras tornaram-se acessíveis a todos os que desejavam ter uma cópia. Contudo, nos tempos bíblicos as coisas não eram assim. Muitas vezes, apenas um livro do Velho Testamento ou uma porção do mesmo se encontrava nas sinagogas. Além disso, o Novo Testamento ainda estava a ser escrito e compilado nos dias de Paulo; portanto, Deus usava os profetas como Seus porta-vozes divinos até a revelação escrita estar completa.
Uma vez que os profetas eram porta-vozes de Deus, a obra da inspiração permeava o seu próprio processo de pensar. Assim, pode ser dito com segurança que os que possuíam o “dom de profecia” comunicavam a mente e a vontade de Deus com precisão. Certamente que o desvendar do Mistério facultou repetidas oportunidades para esclarecer também os santos sobre a revelação Paulina. Não admira que o apóstolo tenha trabalhado para mostrar aos Coríntios, que se gloriavam nas línguas, a vantagem e utilidade deste dom.
“Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação. O que fala língua estranha edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja” (1 Cor. 14:3,4).
Os que eram dotados com mais do que um dom sinal sobrenatural eram encorajados pelo apóstolo a “procurar com zelo os melhores dons”. Por outras palavras, eles deviam exercitar o dom que provasse ser mais benéfico à sua chamada particular.
Por exemplo, os que sentiam o peso das almas perdidas e que tinham sido abençoados com os dons de profecia e línguas decidiriam melhor se usassem o “dom de línguas” quando fossem evangelizar pessoas de outras línguas. Mas seria de longe mais proveitoso para os que tinham estes dons e trabalhavam na assembleia local, se optassem antes pelo “dom de profecia” entre os santos (1 Cor. 14:22). Paulo sabia que a instrução oral da Palavra de Deus edificaria a assembleia nas recém-reveladas doutrinas da graça. Isto não somente os desafiaria a tomar uma posição como também os confortaria quando confrontados com a perseguição.



