Os Dons Sinais Sobrenaturais do Período dos Actos - Segues na direcção correcta? (VII)

Paul Sadler

Capítulo 3

“As maravilhas nunca cessam!”

“E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar” – 1 Cor. 12:9

     Hoje, muitos dos chamados curadores de fé reclamam ter poder para curar os enfermos. Mas na maioria do tempo as suas práticas de cura estão longe de ser convincentes. Normalmente eles envolvem pessoas para ser curadas de enxaquecas, visão desfocada, dores de costas, etc. – coisas difíceis de demonstrar, na melhor das hipóteses. De qualquer forma, este tipo de curas faculta um meio conveniente de engano.

     Há alguns anos, o meu pai, numa viagem, depois de passar por Pittsburgh, decidiu parar num restaurante à beira da estrada, para tomar um café. Enquanto esperava ser servido, escutou a conversa de dois homens com um amigo, que estavam sentados atrás dele. Eles estavam a contar-lhe como eles tinham vindo de uma igreja da cidade de Pittsburgh onde um afamado curador de fé realizava reuniões. Aparentemente estes cavalheiros tinham sido apanhados na rua para aparecerem no palco. Antes da sua apresentação, eles foram instruídos para dizerem simplesmente que tinham sido curados de uma particular dor. O meu pai contou que eles riam-se daquilo quando ele se prestava a sair à porta, dizendo: “Foram os 50 dólares mais fáceis de ganhar!”

     Mas que dizer daquelas reuniões de cura onde alguém foi mesmo curado? Certamente que isso dará credibilidade à prática da fé de cura. Apesar de não discutirmos a possibilidade disso poder acontecer, por vezes, temos de verificar se a cura foi resultado de Deus operar através de alguém que tenha o dom de curar ou se foi meramente um estratagema de Satanás. Como temos visto, os dons sinais do período dos Actos cessaram –  será dito mais sobre isto mais adiante. Por conseguinte, ou a cura foi algum tipo de engano elaborado ou foi obra de Satanás.

     Lembremo-nos que se Satanás pode infligir doenças, como aconteceu no caso de Job, certamente também as pode remover se o desejar. O relato da aflição de Job regista a petição de Satanás: “Estende, porém, a Tua mão, e toca-lhe nos ossos, e na carne, e verás se não blasfema de Ti na Tua face! E disse o Senhor a Satanás: Eis que ele está na tua mão; poupa, porém, a sua vida. Então saiu Satanás da presença do Senhor, e feriu a Jó duma chaga maligna, desde a planta do pé até ao alto da cabeça” (Job 2:5-7).

     Mas o que é que o diabo esperará cumprir ao usar esta espécie de esquema indecoroso? Simples! Se ele puder levar almas inocentes a seguir a experiência, em vez da Palavra de Deus viva, ele consegue obter uma enorme vitória. Se já falou com os que assistem regularmente a reuniões de cura, o tom da sua conversa usualmente revolve-se em torno dos que, e de que,  foram supostamente curados, e a elevação emocional que experimentaram. Todavia, a Palavra de Deus não deve ser medida pela experiência, que muitas vezes apenas ensombra.

     O programa de curas que Deus utilizou no passado foi caracterizado por indivíduos que eram completamente curados. O mendigo que tinha sido coxo desde o seu nascimento, quando Pedro o curou miraculosamente em Pentecostes, não saiu de lá a mancar. Nem necessitou de sessões de fisioterapia três semanas depois de ter sido curado como acontece a muitos hoje. “E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo o Nazareno, levanta-te e anda. E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram. E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus” (Actos 3:6-8).

     Para ilustrar melhor a operação extraordinária de Deus naqueles dias, em Éfeso eles traziam lenços e aventais da presença de Paulo e os doentes eram curados de toda a sorte de doenças (Actos 19:11,12; 28:7-9). No que diz respeito ao programa profético, estes actos de cura eram um antegosto do futuro tempo de bênção no reino, quando enfermidades e doenças serão eliminadas ( Isa. 35:1-10). Por outro lado, o ministério de cura de Paulo entre os Gentios era para a nação de Israel um sinal de que Deus a estava a pôr de parte em incredulidade (Rom. 11:25,30-32).

     Apesar de o dom sinal de curas ter servido o seu propósito, Deus, hoje, pode curar e cura de acordo com a Sua vontade. Ele ainda é o Grande Médico. Não limitemos Deus por meio de uma teologia defeituosa. Durante a última parte do ministério de Paulo, não muito tempo depois da abolição dos dons sinais, sabemos que Epafrodito foi curado, indubitavelmente em resposta às orações dos santos em Filipos (Fil. 2:25-30). Temos a certeza de que a maioria dos pastores pode citar casos onde Deus interveio e curou alguém de uma doença terminal como resposta a orações fervorosas dos santos. É simplesmente inexplicável! Mesmo os médicos assistentes ficam muitas vezes sem palavras quando comparam os exames médicos.

     Mas a maioria das vezes a resposta de Deus às nossas doenças é a mesma que o apóstolo recebeu:

     “Acerca do qual [espinho na carne de Paulo, provavelmente oftalmia] três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim. E disse-me: A Minha graça te basta, porque o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade pois me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo” (2 Cor. 12:8,9).


- Paul M. Sadler
(Continua)

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