Os Dons Sinais Sobrenaturais do Período dos Actos - Segues na direcção correcta? (VI)

Paul Sadler

“Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé” ( 1 Cor. 12:8,9).
 

     Tendo aflorado os dons de sabedoria e conhecimento, chegamos agora ao dom de fé. Claramente, este dom nada tem a ver com a regeneração da alma, como alguns ensinam. Os Coríntios tinham sido salvos muitos anos antes de Paulo ter escrito esta carta, o que é apoiado pelo facto do apóstolo os chamar de santos em 1 Coríntios 1:2. O dom sobrenatural de fé que muitos destes Coríntios possuíam, era a capacidade de realizar o impossível como resultado da sua profunda e permanente fé em Deus.

     Próximo do fim da jornada do Senhor aqui na terra, quando Ele e os Seus discípulos viajavam de Betânia para Jerusalém, o Senhor teve fome. Foi logo depois disso que eles se depararam com uma figueira que tinha folhas mas era estéril. Em resultado disso, o nosso Senhor amaldiçoou a árvore e disse: “Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente.  E os discípulos, vendo isto, maravilharam-se, dizendo: Como secou imediatamente a figueira?” Não secaram apenas as folhas, mas toda a árvore desde a raiz (Mat. 21:18-20; Mar. 11:20-24).

     É claro que a figueira representava a nação de Israel que, como Adão, procurou cobrir-se com as folhas de figueira da religião. Contudo, ela era espiritualmente estéril. Os seus líderes, repetidas vezes, falharam em dar ouvidos aos clamores de João Baptista para que produzissem frutos dignos de arrependimento. Assim, o reino foi-lhes tirado e dado ao “pequeno rebanho” que dará fruto ( Mat. 21:43).

     “Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até, se a este monte disserdes: Ergue-te e precipita-te no mar, assim será feito; e tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis” (Mat. 21:21,22).

     Se os discípulos pensavam que a secagem da figueira era extraordinária, ela foi meramente prenunciadora de manifestações miraculosas que se realizarão com a proximidade e durante o milénio. O dom de fé permitir-lhes-á demonstrar a sua confiança inabalável num Deus soberano que “segundo a Sua vontade opera com o exército do céu e os moradores da terra: não há quem possa estorvar a Sua mão, e Lhe diga: Que fazes?” (Dan. 4:35).

     Há aqueles que crêem que o Senhor estava meramente a falar figurativamente quando declarou: “se a este monte disserdes: Ergue-te e precipita-te no mar, assim será feito”. Por outras palavras, aqueles que possuíam este dom simplesmente receberiam poder para realizar actos incríveis. Apesar disso ser plausível, temos estado sempre entre o número dos que crêem que o Senhor estava a falar literalmente. Duvidamos que haja muitos que questionem que o juízo da figueira fosse literal; portanto, podemos seguramente assumir que a oração da fé pode remover montanhas desde os seus fundamentos e em alguns casos levá-las mesmo a desaparecer (Apo. 5:8 cf. 6:9,10,14; Apo. 8:3-8 cf. 16:17-20).

     Um outro exemplo do uso deste dom é Estêvão. Como sabemos, ele foi escolhido pela Igreja do reino para ser um dos primeiros diáconos, Foi dito que ele era um homem “cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (Actos 6:8). Quando Estêvão debateu com os intelectuais do seu tempo a respeito dos ensinos do Messias, eles “não podiam resistir à sabedoria, e ao espírito com que falava”.

     Este é um bom exemplo para mostrar que alguns crentes possuíam mais do que um dom. No caso de Estêvão, o dom de fé capacitava-o a confiar em Deus a despeito do facto de ele fitar os olhos do rosto da morte. Ele proclamava a Palavra de Deus com tal ousadia que aqueles que disputavam com ele eram incapazes de responder à sua argumentação, mesmo apesar de terem andado nas melhores Universidades dos seus dias. Estêvão falava com eloquência e persuasão, porque ele também tinha o dom de sabedoria, que deixava os seus adversários emudecidos.

     Estes mesmos dons foram conferidos a membros do Corpo de Cristo em conformidade com a nossa dispensação. Eles foram uma demonstração de que Deus estava a tornar conhecido o Seu propósito secreto entre os Gentios.

- Paul M. Sadler
(Continua)

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