Os Dons Sinais Sobrenaturais do Período dos Actos - Segues na direcção correcta? (III)

O perigo de colocar a nossa fé na experiência
O “mover do Espírito”, às vezes, quase parece bizarro quando ouvimos sobre cachorros serem ressuscitados, máquinas de lavar roupa serem miraculosamente reparadas (os que as reparam não ficarão satisfeitos ao ouvir isto), e depósitos de combustível serem atestados sobrenaturalmente. Tão absurdo quanto o que atrás foi dito é o conjunto de questões colocadas pelos nossos amigos Carismáticos que lançam muitos num fosso espiritual. Por exemplo: “Já recebeste a segunda obra da graça?” “Falas línguas?” “Já foste fulminado pelo Espírito?” Cada uma destas questões implica fortemente que só os que seguem a sua forma de doutrina são verdadeiramente espirituais. Portanto, a sua norma de medição da espiritualidade é a experiência.
“Mas também eu procurarei em toda a ocasião que depois da minha morte tenhais lembrança destas coisas.
“Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas: mas nós mesmos vimos a Sua majestade.
“ Porquanto Ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória Lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem Me tenho comprazido.
“E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com Ele no monte santo;
“ E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis, em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. (2 Pedro 1:15-19).
Por outras palavras, Pedro tinha passado pela mãe de todas as experiências quando ele e os outros apóstolos testemunharam a transfiguração. Foi-lhes literalmente dada uma antevisão da glória vindoura que o Senhor terá no reino. Apesar disso, temendo que os seus ouvintes pudessem começar a seguir a experiência, ele instrui–os sabiamente, dizendo-lhes que tenham por muito certa a palavra da profecia, que farão bem em prestar atenção.
Como sabe, os profetas do Velho Testamento tinham profetizado há muito tempo as glórias do reino. Consequentemente, Pedro quis que a sua fé repousasse no fundamento seguro da Palavra de Deus, e não nas experiências dele, ou de quem quer que fosse naquela matéria. Por vezes a experiência é um guia incerto que tem levado muitos a extraviarem-se.
Uma vez que é contrário à natureza de Deus mentir, se colocarmos a nossa fé na Sua Palavra, podemos estar certos de que o que foi escrito cumprir-se-á no tempo designado. No passado, Deus revelou ao profeta Daniel que existiriam três grandes reinos Gentílicos mundiais que sucederiam – os Impérios Babilónico, Medo-Persa e Grego. Como sabe, a história secular prova a precisão desta predição. Assim, então, colocaremos a nossa confiança na falível palavra e experiências dos homens ou na infalível Palavra de Deus, que é a âncora das nossas almas?
O Apóstolo Paulo avisou-nos que nos últimos dias surgiriam entre nós enganadores, enganando e sendo enganados. “E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé” (2 Tim. 3.8). Janes e Jambres foram os mágicos que se opuseram a Aarão e Moisés. Quando Aarão transformou sobrenaturalmente a sua vara em serpente, Faraó convocou os seus realizadores de milagres, que transformaram as suas varas em serpentes para estupefacção de todos os presentes. Mas a falsidade destes malfeitores Egípcios foi depressa desmascarada. E o apóstolo torna muito claro que os enganadores da actualidade também serão desmascarados.
A defesa contra esta forma de engano jaz no conhecimento do apostolado e mensagem distintos de Paulo. De facto, neste mesmo contexto, Paulo instrui Timóteo: “Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, caridade, paciência” (2 Tim. 3:10). Em resumo, se seguirmos o que Paulo ensinou sobre estes assuntos e observarmos o seu modo de vida, não cairemos na rede fraudulenta de Satanás.



