Qual a mensagem mais importante, a mensagem do Evangelho ou a mensagem dispensacional?
“O que é de importância predominante nos seus ensinamentos, a mensagem do Evangelho ou a mensagem dispensacional? E qual a mensagem que traz salvação?”
Essa pergunta é frequentemente feita a nós por aqueles que julgam que estamos a causar divisão por meio da doutrina que ensinamos. Mas temos que perguntar: o causar divisão é o teste correto para saber o que é certo ou errado, o que é bom ou mau? O próprio Cristo não disse: “Cuidais vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão [ou, divisão]” (Lucas 12:51 cf. Mateus 10:35)? E é claro que Ele foi a causa de divisão (cf. João 7:40-43; 9:16; 10:17-21). O facto é que a verdade divide; sempre dividiu e sempre dividirá, e, a menos que não anunciemos a verdade, nada pode ser feito para impedir a divisão.
É a verdade do Evangelho que divide o não crente do crente, e a verdade também criará divisão dentro da igreja, e fá-lo justamente. No entanto, as Escrituras não coloca o ónus da culpa sobre aqueles que falam a verdade; pelo contrário, a responsabilidade recai diretamente sobre aqueles que a rejeitam - “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões [ou, divisões] e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.” (Rom. 16:17). Vemos aqui que aqueles “que promovem divisões” são aqueles que não aderem à doutrina correta.
Certamente que a mensagem vital que qualquer crente pode anunciar é o Evangelho, pois ele “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rom. 1:16; 4:5). Mas os membros do Corpo de Cristo são chamados a fazer mais do que anunciar o Evangelho aos não salvos. Somos chamados a edificar a igreja e a “anunciar todo o conselho de Deus” (Atos 20:27). Se um indivíduo salvo pergunta sobre a Palavra de Deus ou pede conselho sobre o batismo, o dízimo, a santificação, o Arrebatamento ou qualquer outra doutrina importante, um crente deve preocupar-se mais com o anúncio da verdade do que com qualquer eventual divisão resultante. Nós não devemos achar necessário manter as nossas conversas somente sobre o Evangelho.
A vontade de Deus é que todos sejam salvos “e venham ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4). É por isso que Paulo disse: “Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá” (1 Timóteo 4:13), desejando que sejamos “criado[s] com as palavras da fé e da boa doutrina” (v. 6), e advertiu-nos para termos “cuidado de [nós] mesmo[s] e da doutrina: [perseverando] nestas coisas” (v. 16). Para o conseguirmos, temos que “preg[ar] a Palavra, inst[ar] a tempo e fora de tempo, redargu[ir], repreend[er], exort[ar], com toda a longanimidade e doutrina.” (2 Timóteo 4:2). Podemos e devemos falar a verdade em amor “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina…” (Efé. 4:14-15).
por Don Hosfeld



