A Morte do Pentecostalismo Carismático
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O pentecostalismo carismático já estava morto há muito, mas a atual pandemia passou-lhe a certidão de óbito. Alguns não acreditavam na sua morte, alguns duvidavam dela, mas agora já não restam dúvidas, mesmo para os mais céticos.
A pandemia provou serem falsas as alegações dos que têm reivindicado ao longo dos anos possuir hoje os dons que vigoravam na dispensação anterior à atual dispensação da Graça de Deus e que despontaram em Pentecostes.
O pentecostalismo carismático tem-se caraterizado por crer na continuação da funcionalidade, nos atuais dias, dos chamados dons sinais dados pelo Espírito Santo no dia de Pentecostes há quase dois mil anos atrás.
Eles reivindicam o poder de curar, profetizar, expulsar demónios e não serem feridos por coisas mortais como a Bíblia ensina, por exemplo, em Marcos 16:17-18. A pandemia desnudou o flop (ou, fiasco) de tal crença, pois aquelas promessas eram para os crentes da anterior e próxima dispensação, não para os crentes que pertencem à Igreja, o Corpo de Cristo, aos crentes da presente dispensação.
Nunca deveriam ter feito vista grossa ao que Paulo escreveu em 1 Cor. 13:8,10,11, ao dizer que esses dons, com a revelação completa que ele recebeu do Senhor sobre a verdade do “mistério” (“o que é perfeito”), acabariam, seriam aniquilados, desapareceriam.
A vida normal, sem situações pandémicas, desde os dias de Paulo, já mostrava que tais reivindicações eram incorretas, ilusórias, e por isso erradas, mas a atual pandemia que tem fustigado implacavelmente o mundo inteiro confirmou isso acentuadamente, liquidando de vez tal doutrina que, apesar de bíblica, não está hoje em vigor.
As vagas pandémicas afetaram todos - não escapou ninguém, mesmo os chamados carismáticos pentecostais, não discriminando denominações ou conceitos doutrinais.
Muitos pentecostais alegaram poder “parar a propagação do vírus” e “expulsar o diabo”, mas sem qualquer êxito, pois nada do que reclamaram e pretendiam aconteceu. As notícias dos dados em toda a parte, em todo o mundo, não deixam dúvidas.
Além disso, as profecias que eles fizeram recentemente sobre as eleições americanas, profecias não genéricas, mas específicas, concretamente sobre quem seria o presidente eleito, aprofundaram ainda mais o seu fracasso total. Sim, hoje que a Palavra de Deus está completa, não há mais o dom de profecia, e os que o tentam ressuscitar, o melhor que conseguem é obter uma certidão de óbito do seu inêxito.
Em suma, os poderes reivindicados pelo movimento pentecostal mundial baseiam-se na ideia errada de que Deus está a continuar o ministério existente em Atos 2, em Pentecostes. Para além das Escrituras bem manejadas revelarem esta falsidade, a atual pandemia veio agora comprová-la. O espetáculo foi cancelado e os atores agora usam máscaras.
Relativamente aos dias da atual dispensação da Graça de Deus (Efé. 3:2), o ensino da Bíblia é claro:
“… sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto, até agora.
“E não só ela, mas, nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Romanos 8:22-23).
Os carismáticos pentecostais têm que perceber pelas Escrituras o que há muito, pela graça de Deus, já entendemos, a saber, que hoje a cura real e geral está na ressurreição.
É lamentável que cerca de vinte séculos depois ainda se tenha que fazer ecoar as palavras do Apóstolo Paulo:
"Se é que tendes ouvido falar da dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada" (Efésios 3:2).
- C.M.O.
(Adaptado)



