Quem é que disse que nós não cremos na Bíblia TODA?

 Bíblia dividida

 

     Alguns insinuam que nós não cremos na Bíblia TODA. Será verdade? Consideremos:

     Nós cremos que

     TODA A ESCRITURA É DIVINAMENTE INSPIRADA e é proveitosa ...” ( 2 Tim. 3:16).

     Porém, também cremos no que Deus diz na mesma carta:

     “Procura (ou estuda para) apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem que se envergonhar, que MANEJA (OU DIVIDE) BEM A PALAVRA DA VERDADE” (2 Timóteo 2:15).

      Os que procuram ensinar a Palavra de Deus, manejando-a bem, dividindo-a bem, deparam frequentemente com a acusação injusta de que não creem na Bíblia toda, que não creem de Génesis 1 a Apocalipse 22.

     Significarão com isso que toda a Bíblia, tudo o que está na Bíblia, é para hoje obedecermos? Certamente que não, mas dão a entender isso. Quererão com isso dizer que os que dividem assim a Palavra de Deus não creem em toda a Bíblia? Não, mas deu essa impressão.

     Na realidade NÓS CREMOS EM TODA A BÍBLIA, de Génesis a Apocalipse como sendo Palavra de Deus inspirada. Nós levamos a sério e a peito 2 Timóteo 3:16. Mas os tais é que realmente não creem em toda a Bíblia. Não creem que 2 Timóteo 2:15 seja Palavra de Deus, pois desprezam esse versículo, não obedecendo ao que ele lhes ordena.

     Com as suas afirmações falaciosas desencorajam os que os ouvem ou leem do empenho e do esforço no manejo correto ou na divisão correta da Palavra da verdade, ao darem a entender que os que assim fazem, rejeitam partes da Bíblia como não sendo para eles. E é isto que têm feito grande número de líderes espirituais na Igreja hodierna!

     Será de admirar que a maioria dos crentes use a Bíblia meramente para leitura devocional, negligenciando muitas vezes mesmo isso? Como se pode esperar que tenham interesse no estudo das Escrituras quando os seus próprios líderes falham em ser o exemplo?

     Basta olhar à volta para se ver isso. Onde estão os ensinadores bíblicos do passado? O que é que aconteceu às grandes conferências bíblicas do passado, que se faziam por todo o globo? Quantos pregadores ensinam realmente a Palavra de Deus às sua congregações?

     Não há atualmente um sentimento difundido por toda a parte de que os crentes não necessitam de estudar demasiado a fundo as Escrituras, uma vez que “a tarefa deles é ganhar almas”?

     Como resultado, a grande maioria dos crentes compreende, na realidade, muito pouco da Palavra de Deus. Conhecem os factos básicos da salvação, mas parecem bastante satisfeitos em permanecer ignorantes quanto às verdades preciosas que, examinadas, fariam deles obreiros aprovados por Deus, não necessitando de se envergonhar do seu serviço para Ele. Mas, em vez de estudarem até atingirem uma melhor compreensão da Palavra de Deus, e de se tornarem hábeis no seu uso, muitos vangloriam-se de estar satisfeitos com “as coisas simples”!

     E isto, depois de Paulo ter orado fervorosamente para que os crentes tivessem o espírito de sabedoria e revelação no conhecimento de Cristo ( Ef. 1:17), para que conhecessem o que era seu em Cristo (Ef. 1:18- 23) e compreendessem a sua largura e comprimento e profundidade e altura! (Ef. 3:18). Isto, depois de todo o seu labor e conflito e luta para que tivessem “a plenitude da inteligência (ou a completa certeza do conhecimento)”! (Col. 1:28 - 2:2). Isto, depois de todas as suas orações para que fossem “cheios do conhecimento da Sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual (Col. 1:9). Isto, depois da sua repreensão aos bebés carnais a quem ele só podia pregar Cristo crucificado, e nada mais; e a quem ele teve de alimentar somente com leite, porque não podiam digerir alimento sólido! (I Cor. 2-3).

     Muitas vezes os crentes indolentes consideram-se bastante espirituais, meramente porque as suas orações afloram facilmente à flor da pele. Vangloriam-se no seu contentamento com “as coisas simples”, quando deviam envergonhar-se da sua indiferença para com a Palavra escrita. Clamam ter grande devoção para com Deus, mas negligenciam o único meio de O conhecer melhor. Professam ter fé fervorosa n’Ele, mas dificilmente descobrem o que Ele lhes disse precisamente.

     Não meditam, como David, na Palavra de Deus, dia e noite, nem como os profetas que “inquiriam e tratavam diligentemente” quanto ao seu verdadeiro significado. Os resultados desta atitude para com a Palavra de Deus são aterradores, pois embora tal atitude possa levá-los a confiarem em Cristo para a salvação, condu-los a exercitarem, na maioria dos casos, uma fé cega, supersticiosa, que só pode desonrar a Deus.

     Os sentimentos são tomados por factos e os seus próprios desejos pela Palavra de Deus. Tomam uma direção errada dizendo, “Mas eu orei fervorosamente ao Senhor quanto a isso e agora sinto-me perfeitamente em paz”. Afirmam, “O Senhor falou-me”, e referem-se a algum sentimento em vez de se referirem a alguma passagem das Escrituras consistentemente aplicada. Dizem descuidadamente, “Se se encontra na Bíblia, creio”, mas quando leem a Bíblia tomam para si somente o que excita os seus corações, sem aplicarem o resto, e não sabendo exatamente porquê.

     Mas os que se vangloriam no seu contentamento com “as coisas simples” e se opõem ao estudo dispensacional da Bíblia, na base de que toda ela é para nós, têm certamente ignorado o facto de que todas as Escrituras foram dadas para que o homem de Deus fosse perfeito e perfeitamente instruído para a Sua obra. (Ver II Tim. 3:17). Existe uma grande diferença entre o “filho (menino) de Deus” e o “homem de Deus”, e ninguém que permaneça menino na verdade pode ser aprovado como obreiro para Deus ou como soldado de Jesus Cristo, pois os obreiros que Deus aprova devem saber como manejar bem a Palavra da verdade e os soldados que Ele honra devem saber como empunhar a Espada do Espírito.

     Simpatizamos com os que têm começado a estudar a Bíblia dispensacionalmente e têm ficado confusos. No seu início, o estudo de quase todas as coisas é confuso, mas quando há perseverança da nossa parte, começamos a compreender e a colher os frutos do nosso trabalho. Na verdade, para qualquer pessoa inteligente, as Escrituras continuam a ser confusas até que se aprenda a manejá-las ou dividi-las e a compreendê-las bem. E que gozo se pode comparar ao ter a compreensão mais plena da Palavra de Deus?

     A respeito do grande reavivamento espiritual no tempo de Esdras, quando a lei foi lida e explicada ao povo de Israel, está escrito o seguinte: “Então todo o povo se foi a comer, e a beber, e a enviar porções, e a fazer grandes festas; PORQUE ENTENDERAM AS PALAVRAS QUE LHES FIZERAM SABER” (Neem. 8:12).

     Na manhã da ressurreição, dois discípulos iam a caminho de Emaús, cansados e com o coração partido porque o Seu Mestre tinha sido crucificado. Eles não compreendiam que segundo a Palavra profética Ele devia sofrer e morrer antes de entrar na glória. Então, sem que se desse a conhecer, o Senhor Jesus aproximou-se deles e explicou-lhes isso pelas Escrituras até eles entenderem, crerem e se regozijarem. “E disseram um para o outro: PORVENTURA NÃO ARDIA EM NÓS O NOSSO CORAÇÃO QUANDO, PELO CAMINHO, NOS FALAVA, E QUANDO NOS ABRIA AS ESCRITURAS?” (Lucas 24:32).

     O estudo dispensacional da Bíblia pode, no início, parecer confuso, mas na realidade ele dissipa toda a confusão, explica problemas difíceis, reconcilia aparentes contradições e confere poder ao ministério do crente.

     Se entrássemos no interior duma moderna Repartição Postal dos Correios, sem dúvida que parecer-nos-ia tudo bastante confuso. Porém, seria um erro sugerir a acumulação de toda a correspondência num canto e dividi-la indistintamente, à sorte, distribuindo-a a todos os que a viessem buscar como alguns fazem com a Bíblia. Os empregados da Repartição “dividem bem” a correspondência na sua distribuição e, deste modo, cada pessoa recebe o que lhe foi dirigido a si.

     O que aparenta ser confuso para o principiante, não é senão uma simplificação da obra a ser feita de maneira a que cada pessoa obtenha a sua própria correspondência privada. Embora na Bíblia, aquilo que foi dirigido aos de outras dispensações nos seja dado para nossa instrução e proveito, não devemos confundir isso com a nossa correspondência particular ou cometer o erro de tomar a peito instruções dirigidas a outros.

     Enquanto eu leio a correspondência que me é dirigida a mim, um amigo meu pode pôr na minha mão, para meu interesse ou informação, a correspondência que lhe é dirigida a ele. A sua correspondência e a minha podem conjuntamente servir de informação e de proveito; todavia, devo ter cuidado em não confundir as duas, esperando receber coisas que foram prometidas apenas a ele ou tomar a peito instruções que lhe foram dirigidas apenas a ele.

     Assim, toda a Bíblia é para nós, mas nem toda é dirigida a nós ou escrita acerca de nós, e se queremos realmente compreendê-la e gozá- la e saber como usá-la eficazmente no serviço para Cristo, devemos ter sempre o cuidado em notar quem está a escrever, a quem, o quê, quando, e porquê.

- adaptado por C.M.O.

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