Explicação de Mateus 25:31-46 no que respeita às boas obras

CMO 29OUT17b

 

     Esta passagem descreve o que irá acontecer quando o Senhor Jesus Cristo vier à TERRA. O cenário NÃO é no CÉU. Temos aqui crentes cuja esperança é TERRENA.

     O ver. 31 diz, “E quando o Filho do homem VIER”.

      Acresce aqui notar, como reforço, que NO CÉU NÃO HÁ NAÇÕES, como vemos aqui (ver. 32), pois o cenário é na TERRA. Em Mateus 24 lemos várias vezes da Sua vinda à TERRA (vers. 1-3, 27, 30, 39-42, 44, 46; 25:10, 13, 19) e aqui temos a Sua chegada à TERRA. Isto não é o juízo final. No juízo final não há nações, mas indivíduos, e os perdidos são lançados no lago de fogo, não no inferno. Então o próprio inferno será lançado no lago de fogo. Além disso o juízo final não é na Terra como é este juízo de Mateus 25 – “E vi um grande trono branco, e O que estava assentado sobre ele, DE CUJA PRESENÇA FUGIU A TERRA E O CÉU; E NÃO SE ACHOU LUGAR PARA ELES … E a morte e O INFERNO FORAM LANÇADOS NO LAGO DE FOGO: esta é a segunda morte.” (Ver Apocalipse 20:11-15).

     Depois é importante ver que em Mateus 25 o Senhor vem como REI para reinar na Terra. O ver. 34 diz, “Então dirá o REI e o ver. 40 diz, “E, respondendo o REI, lhes dirá”. O ver. 34 fala também no REINO em que irão entrar os salvos.

     Temos aqui, portanto, crentes cuja esperança é TERRENA, que irão possuir “por herança o REINO (ver. 34).

     Porém o Apóstolo Paulo diz que além de crentes TERRESTRES há crentes CELESTES:

     “… uma é a glória dos CELESTES e outra a dos TERRESTRES” (1 Coríntios 15:40).

     E Paulo diz ainda outra coisa importante:

     “Mas A NOSSA CIDADE ESTÁ NOS CÉUS, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Filipenses 3:20).

     É lamentável que muitos ignorem que Deus tem um povo terreno, cuja vocação é terrena (Israel e prosélitos das nações), e tem um povo celestial, cuja vocação é celestial, a Igreja, o Corpo de Cristo.

     Para ver bem a diferença nesta passagem, convém notar aqui que estes crentes cuja esperança é a Terra, irão possuir o reino que lhes “está preparado DESDE A FUNDAÇÃO DO MUNDO (Mateus 25:34), mas acerca dos crentes cuja esperança é celestial o Apóstolo Paulo diz, “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; como também nos elegeu nele ANTES DA FUNDAÇÃO DO MUNDO …” (Efésios 1:3,4).

     As diferenças são muitas e enormes.

     É preciso entender que a mensagem então pregada era “o Evangelho do Reino” que aponta para o reino na terra.

     Mateus 4:23: “E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas e PREGANDO O EVANGELHO DO REINO, E CURANDO TODAS AS ENFERMIDADES e moléstias entre o povo”.

     Mateus 9:35: “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e PREGANDO O EVANGELHO DO REINO, E CURANDO TODAS AS ENFERMIDADES e moléstias entre o povo”.

     Convém notar que quando a pregação do Evangelho do reino era feita TODAS as enfermidades eram curadas, algo que hoje não acontece em lado algum.

     O que temos do versículo 31 em diante é o resultado da pregação deste Evangelho do reino como lemos em Mateus 24:14:

     “E este EVANGELHO DO REINO será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, E ENTÃO VIRÁ O FIM”.

     Estamos aqui perante "o fim" aludido, com a vinda do Senhor à Terra para reinar (ver. 31).

     O Senhor tinha dito exatamente aos 12 Apóstolos qual era o teor do Evangelho do reino:

     “E, indo, pregai, DIZENDO: É chegado o REINO DOS [não NOS] CÉUS” (Mateus 10:7).

     Havia séculos que os Judeus esperavam a chegada do reino há muito prometido pelos profetas – um reino em que não haveria enfermos, os homens não aprenderiam mais a guerrear, a natureza feroz dos animais seria amansada, etc. (Conferir com Isaías 33:24; 2:4; 11:6; 65:25).

     E quanto ao Evangelho da graça de Deus, um Evangelho diferente dado a um novo Apóstolo, diferente do pregado pelos 12 Apóstolos?

     “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e O MINISTÉRIO QUE RECEBI DO SENHOR JESUS, para dar testemunho do EVANGELHO DA GRAÇA DE DEUS” (Atos 20:24).

     O Evangelho do Reino não é a mesma coisa que o Evangelho da Graça. A boa notícia, no primeiro, é a vinda do reino há muito prometido. O teor do Evangelho da graça, a sua boa notícia, é diferente, é a morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo. Note-se o que diz Paulo:

     “Também vos notifico, irmãos, o Evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis.

     “Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão.

     “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que CRISTO MORREU POR NOSSOS PECADOS, SEGUNDO AS ESCRITURAS,

     “E QUE FOI SEPULTADO, E QUE RESSUSCITOU AO TERCEIRO DIA, SEGUNDO AS ESCRITURAS” (1 Cor. 15:1-4).

     É importante verificar que na pregação do Evangelho do reino dada aos 12 Apóstolos as obras têm um papel que não têm na pregação do Evangelho da graça dado ao Apóstolo Paulo.

     Depois do Senhor Jesus Cristo ter dito na Sua pregação do Evangelho do reino (Mateus 4:23), “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a TERRA (Mateus 5:5), disse o seguinte:

     “Porque vos digo que, se A VOSSA JUSTIÇA não EXCEDER a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no REINO DOS CÉUS” (Mateus 5:20).

     Note-se aqui a importância das obras, das ações certas, “a vossa justiça”. E o mesmo notamos em mais passagens que têm a ver com o Senhor Jesus Cristo enquanto na Terra, como por exemplo:

     “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, FAZEI BEM aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; PARA QUE SEJAIS FILHOS DO VOSSO PAI QUE ESTÁ NOS CÉUS” (Mateus 5:44,45).

     “Porque, SE PERDOARDES aos homens as suas ofensas, também VOSSO PAI CELESTIAL VOS PERDOARÁ A VÓS; SE, porém, NÃO PERDOARDES aos homens as suas ofensas, também VOSSO PAI VOS NÃO PERDOARÁ as vossas ofensas” (Mateus 6:14,15).

     Muitas mais passagens poderiam ser apresentadas nesta linha de pensamento, que é corroborada por Tiago na sua carta dirigida, note-se, “ÀS 12 TRIBOS” de Israel (Tiago 1:1). Diz ele a estes crentes cuja vocação é terrena (12 tribos):

     “Vedes então que O HOMEM É JUSTIFICADO PELAS OBRAS, e NÃO SOMENTE PELA FÉ” (Tiago 2:24).

     Isto explica porque razão lemos em Mateus 25, algo como:

     “Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: VINDE, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; PORQUE TIVE FOME, E DESTES-ME DE COMER; TIVE SEDE E DESTES-ME DE BEBER; ERA ESTRANGEIRO, E HOSPEDASTES-ME;  ESTAVA NU, E VESTISTES-ME; ADOECI, E VISITASTES-ME; ESTIVE NA PRISÃO, E FOSTES VER-ME” (vers. 34-36).

     Porém, infelizmente muitas pessoas ignoram o que o Apóstolo Paulo, a quem foi dada uma nova dispensação, a dispensação da graça de Deus – “Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada” (Efésios 3:2) -, enviado pelo Senhor já na glória com o Evangelho da graça de Deus, disse:

     “… ainda que também tenhamos conhecido CRISTO SEGUNDO A CARNE, contudo AGORA JÁ O NÃO CONHECEMOS DESTE MODO” (2 Coríntios 5:16).

     Por isso o seu discurso (que lhe foi dado pelo Senhor já na glória) é totalmente diferente do discurso do Senhor na Terra, pois na Terra o Senhor ministrou ao Seu povo terreno, mas no Céu ao Seu povo celestial:

     “Porque PELA GRAÇA SOIS SALVOS, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. NÃO VEM DAS OBRAS, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8,9).

     “NÃO PELAS OBRAS DE JUSTIÇA QUE HOUVÉSSEMOS FEITO, mas segundo a sua misericórdia, NOS SALVOU pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo” (Tito 3:5).

     Por isso, sobre o tema perdão, também lemos algo completamente contrário. Enquanto o Senhor segundo a carne disse, como se vê acima, que as pessoas só seriam perdoadas por Deus, se perdoassem aos outros, o Senhor da glória disse a Paulo para dizer que já nos perdoou e que, por isso, devemos agora perdoar aos outros. Quão diferente! Perdoar, não para ser perdoado, mas perdoar, porque se está perdoado. Note-se bem o que Paulo escreve:

     “Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, PERDOANDO-VOS UNS AOS OUTROS, COMO TAMBÉM DEUS VOS PERDOOU EM CRISTO” (Efésios 4:32).

     Esta é a diferença de se estar nos Evangelhos ou nas epístolas, de se conhecer Cristo apenas segundo a carne, ou de se conhecer Cristo já não segundo a carne, mas glorificado.

     VEMOS, porém, COROADO DE GLÓRIA E DE HONRA AQUELE JESUS QUE FORA FEITO UM POUCO MENOR DO QUE OS ANJOS, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos” (Hebreus 2:9).

     E o leitor, como vê o Senhor Jesus Cristo?

- C.M.O.

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